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- Conhecendo as Escrituras 2 (Novo Testamento)
* o texto abaixo é uma transcrição literal do vídeo: Conhecendo as Escrituras 2 (Novo Testamento) Agora nós vamos para a segunda aula que é sobre o Novo Testamento. A divisão do Novo Testamento é um pouco diferente no Antigo Testamento. Porém, eles têm algumas coisas semelhantes. Por exemplo, você vai ver aqui livro ‘Histórico’, você vai ver também livro ‘Profético’, etc. Como acontece lá no Antigo Testamento, certo?! Bem, a divisão mais importante que nós temos do Novo Testamento é: Mateus, Marcos, Lucas e João. Compreende aquilo que nós conhecemos como Evangelho . Também chamados de livros Biográficos. Por que biográficos? Porque falam da biografia, da história da vida de Jesus. Só que, dentro dessa divisão há uma subdivisão e qual divisão é essa? Esses três primeiros livros: Mateus, Marcos e Lucas, são chamados de Evangelhos “ Sinópticos ” ou seja, eles olham para Cristo dentro do “mesmo ponto de vista” da “mesma perspectiva”, querendo apresentar mais a questão daquele menino que nasceu, contando a história, a trajetória, de Jesus em sua natureza humana. Agora João, ele já começa dando ênfase maior. Um pouco diferente, a narrativa também não coincide tanto na sequência como é em Mateus, Marcos e Lucas. Se você ler Mateus, Marcos e Lucas, você tem a sensação de estar repetindo o mesmo livro porque as narrativas são bem semelhantes. Porém João narra de maneira diferente. Ele dá mais ênfase nos milagres, nos sinais e já começa: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. (João 1.1). Ele fala assim: “todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”. No verso 14 ele diz: “e o Verbo [este Verbo que estava com Deus, e é Deus] se fez carne e habitou entre nós”. Ou seja, João dá mais ênfase na Divindade de Cristo que na questão da sua obra, que ele veio fazer aqui pessoalmente, enquanto homem no seu sofrimento, as humilhações, etc. É isso que divide um pouco Evangelhos sinópticos , que são aqueles que “ olham da mesma óptica , do mesmo ponto de vista”, do Evangelho de João, tá ok?! Entretanto, João também faz parte dos Evangelhos e ele narra a trajetória de Jesus. Depois nós temos uma divisão muito pequenininha aqui, que você está vendo aqui [no quadro do vídeo], o livro de Atos . Ele é considerado o único livro Histórico , essencialmente histórico no Novo Testamento. Embora aqui [os Evangelhos] narram a história da vida de Jesus, já participam de uma divisão chamada Evangelhos, ou livros Biográficos; o livro Histórico de Atos poderia ser chamado “Atos dos Apóstolos”, ou “Atos da Igreja”, ou até “Atos do Espírito Santo”, porque é a partir desse livro que a Igreja começa a desenvolver, a crescer e a frutificar após o batismo no Espírito Santo, em Atos, Capítulo 2 em que se forma o Corpo entre judeus e gentios. Aquilo que nós conhecemos hoje como Igreja, nada mais é do que a congregação dos santos. Bem, aqui [as Epístolas Paulinas ] nós temos em vermelho uma divisão dos livros que na verdade são cartas, né?! Não são “livros”, são cartas, que o apóstolo Paulo escreveu aos Romanos, ele escreve aos Coríntios, né?! Você vê aqui duas cartas que nós temos em mãos: a 1ª carta aos Coríntios, a 2ª carta aos Coríntios, temos a carta aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses, aos Colossenses, aos Tessalonicenses (duas cartas aos Tessalonicenses), duas cartas ao seu discípulo Timóteo, à Tito, outro discípulo de Paulo, à Filemom, e, por fim, aos Hebreus. A carta que Paulo escreve aos Hebreus, evidentemente, deveria estar escrita em hebraico. Por que? Porque o Novo Testamento foi escrito em grego, grego koiné [helenístico], um grego comum na época, mas a carta que ele escreve aos hebreus, é lógico, em hebraico. Porém, depois de você pesquisar bastante, você vai entender porque que estou falando que ela é uma epístola Paulina, tá?! E aí depois eu vou fazer um estudo para explicar isso, sobre a autoria de Paulo aos Hebreus [estará disponível no curso de teologia]. Mas a questão toda é a seguinte: têm-se a ideia de que Paulo escreveu ela em hebraico, mas quem traduziu ela para o grego foi Lucas, tá ok?! Aqui nós temos outro grupo de epístolas, que não fazem parte das epístolas Paulinas, mas são “ Epístolas Gerais ”, também chamadas na teologia de “Epístolas Universais”, tá ok?! Tiago, uma carta, duas cartas de Pedro: 1ª e 2ª carta de Pedro, 1ª, 2ª e 3ª [carta] de João e a carta de Judas (esse não é o Judas Iscariotes). Por fim, nós temos o único livro considerado essencialmente “ Profético ” no Novo Testamento que é o livro de Apocalipse , que significa “Revelação”, tá ok?! Devagarzinho a gente vai desenvolvendo o estudo, isso é só a apresentação sobre os conteúdos bíblicos, a divisão desses livros é importante você entender, saber quem os escreveu, para você observar a forma como ele se dirigia à Igreja, a forma como que ele se ele expressava na hora de dar uma saudação, na hora de poder dar um “tchau” à Igreja, como cada um deles fazia, não é mesmo?! Paulo tinha algo peculiar, que o diferencia dos demais. Você vai ver que Apocalipse é um livro riquíssimo, mas é impossível de entender Apocalipse sem Daniel, por exemplo, sem Zacarias, que estão no Antigo Testamento. Por isso a Bíblia é um livro como um todo, ela se conecta do início ao fim. Gênesis fala que Deus criou os céus e a Terra. Já Apocalipse fala que João viu um novo céu e uma nova terra. Isso é brilhante, é uma coisa linda de Deus! Então eu espero que durante esse curso você possa aprender bastante. ✓ Estude TEOLOGIA com a gente: Teologia Sistemática (Curso Completo) https://www.cursobiblicoonline.com.br/teologia/ ✓ Se Inscreva em nosso Canal no YOUTUBE : https://www.youtube.com/c/CursoBiblicoOnlineTeologia ✓ Nossa página no INSTAGRAM : https://www.instagram.com/cursobiblicoonline ✓ Ouça os estudos em áudio em Podcast : http://cursobiblicoonline.com.br/podcast-audios/ ✓ Nosso Canal no TELEGRAM : https://t.me/cursobiblicoonline Ore por nós, e que Deus abençoe sua vida! Amém?! #CursoBíblicoOnline #livrosdabíblia #NovoTestamento
- Êxodo 19 – A Preparação para o Casamento
Deus fez uma aliança com Israel no Monte Sinai. Ali, no deserto, foi o local escolhido para que nenhuma distração tirasse a atenção de um povo que deveria ouvir “atentamente” a voz do noivo que estava prestes a assumi-los em uma aliança duradoura. Porque o seu Criador é o seu marido ; Senhor dos Exércitos é o seu nome. O Santo de Israel é o seu Redentor; ele é chamado ‘O Deus de toda a terra’.” – Isaías 54:5 Mas, infelizmente, durante a “lua de mel” eles entraram em adultério, traindo o esposo chamando o amante pelo nome do marido! O Bezerro de Ouro Então todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. Este, recebendo-as das mãos deles, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro de metal fundido . Então disseram: — São estes, ó Israel, os seus deuses, que tiraram você da terra do Egito. Arão, vendo isso, edificou um altar diante do bezerro e fez a seguinte proclamação: — Amanhã haverá festa ao Senhor. – Êxodo 32:3-5 E, dessa forma, Israel quebrou a aliança que Deus havia oferecido no Sinai: — Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá . Não segundo a aliança que fiz com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; pois eles quebraram a minha aliança, apesar de eu ter sido seu esposo, diz o Senhor . Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel , depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no seu coração as inscreverei; eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo . – Jeremias 31:31-33 Essas palavras de Jeremias são cumpridas através de Cristo, o Messias, o Noivo, o Esposo. E, por isso, temos essas mesmas palavras sendo repetidas no Novo Testamento em Hebreus 8.7-12 e 10.15-17. Mas há aqui um detalhe importante. Além da denúncia de que “eles invalidaram a minha aliança”, o Senhor também diz: Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda aliança . – Hebreus 8:7 “pois eles não continuaram na minha aliança , e eu não dei atenção a eles, diz o Senhor .” Hebreus 8.9 O contrato havia sido redigido sobre pedras – Os Dez Mandamentos – as duas tábuas de pedra, escritas pelo “dedo” de Deus. Quando o Senhor acabou de falar com Moisés no monte Sinai, deu a ele as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus . – Êxodo 31:18 Mas o que é o “dedo” de Deus? Podemos ver pelas passagens paralelas nos Evangelhos Sinópticos que a expressão “dedo de Deus” se refere ao “Espírito de Deus”: Se, porém, eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus , certamente é chegado o Reino de Deus sobre vocês. – Mateus 12:28 Se, porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus , certamente é chegado o Reino de Deus sobre vocês. – Lucas 11:20 Mas, em quê consiste a Nova Aliança? Em Deus escrever “o contrato” em nossos corações também pelo Dedo de Deus, o Espírito Santo: disto nos dá testemunho também o Espírito Santo . Porque, após ter dito: “Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Imprimirei as minhas leis no coração deles e as inscreverei sobre a sua mente ” – Hebreus 10:15,16 Espero que você tenha compreendido essa importante introdução. Agora vamos dar uma rápida olhada no capítulo, versículo a versículo, com algumas referências bíblicas e/ou observações importantes: Êxodo 19 1. No terceiro mês depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, eles chegaram ao deserto do Sinai. 3º Mês – i.e. na “Terceira Lunação” 2. Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai , no qual acamparam; ali Israel acampou em frente ao monte . O Monte Sinai, A Montanha de YHWH: O Sacrifício da Aliança; A leitura do Livro da Lei; O Pacto Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e, tendo-se levantado de manhã cedo, edificou um altar ao pé do monte e ergueu doze colunas, segundo as doze tribos de Israel . E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao Senhor holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. Moisés pegou a metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar. Depois pegou o livro da aliança e o leu para o povo. E eles disseram: — Tudo o que o Senhor falou nós faremos e obedeceremos. Êxodo 24.4-7 3. Moisés subiu para encontrar-se com Deus. E do monte o Senhor o chamou e lhe disse: — Assim você falará à casa de Jacó e anunciará aos filhos de Israel : 4. “Vocês viram o que fiz aos egípcios e como levei vocês sobre asas de águia e os trouxe para perto de mim . Nesher hb./Aetós gr. – abutre ou águia Se ajuntarão as águias Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias (os abutres). Mateus 24.28 Então perguntaram a Jesus: — Onde será isso, Senhor? Ele respondeu: — Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também as águias (os abutres). Lucas 17.37 asas de águia Mas foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto , para o seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora do alcance da serpente. Apocalipse 12.14 5. Agora, pois, se ouvirem atentamente a minha voz e guardarem a minha aliança, vocês serão a minha propriedade peculiar dentre todos os povos. Porque toda a terra é minha, 6. e vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” São estas as palavras que você falará aos filhos de Israel. Reis e Sacerdotes — Porque vocês são povo santo para o Senhor, seu Deus. O Senhor, seu Deus, os escolheu, para que, de todos os povos que há sobre a terra, vocês fossem o seu povo próprio. O Senhor os amou e os escolheu, não porque vocês eram mais numerosos do que outros povos, pois vocês eram o menor de todos os povos. Mas porque o Senhor os amava e, para cumprir o juramento que tinha feito aos pais de vocês, o Senhor os tirou com mão poderosa e os resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito . Deuteronômio 7.6-8 Vocês são filhos do Senhor, seu Deus. Não façam cortes em seu corpo, nem rapem a parte da frente da cabeça por causa de algum morto. Porque vocês são povo santo ao Senhor, seu Deus, e o Senhor os escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe serem o seu povo próprio. – Deuteronômio 14:1,2 Ele deu a si mesmo por nós, a fim de nos remir de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu , dedicado à prática de boas obras. Tito 2.14 também vocês, como pedras que vivem, são edificados casa espiritual para serem sacerdócio santo, a fim de oferecerem sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por meio de Jesus Cristo. 1 Pedro 2.5 E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém. – Apocalipse 1:6, ACF E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra. – Apocalipse 5:10, ACF Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição. Sobre esses a segunda morte não tem poder; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos . Apocalipse 20.6 Então já não haverá noite, e não precisarão de luz de lamparina, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão para todo o sempre . – Apocalipse 22:5 Vocês, porém, são geração eleita , sacerdócio real , nação santa , povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes, vocês nem eram povo, mas agora são povo de Deus ; antes, não tinham alcançado misericórdia, mas agora alcançaram misericórdia. 1 Pedro 2.9,10 7. Moisés foi, chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas estas palavras que o Senhor lhe havia ordenado. 8. Então todo o povo respondeu a uma só voz: — Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo. 9. O Senhor disse a Moisés: — Eis que virei a você numa nuvem escura, para que o povo ouça quando eu falar com você e para que também creiam sempre em você. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do povo ao Senhor. 10. E o Senhor disse a Moisés: — Vá ao povo e consagre-o no dia de hoje e amanhã. Que eles lavem as suas roupas Santifique-se! Então Jacó disse à sua família e a todos os que estavam com ele: — Joguem fora os deuses estranhos que há no meio de vocês, purifiquem-se e troquem de roupa . Vamos nos preparar e ir para Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e me acompanhou no caminho por onde andei. Gênesis 35.2,3 Josué disse ao povo: — Santifiquem-se , porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vocês. – Josué 3:5 11. e estejam prontos para o terceiro dia, porque no terceiro dia o Senhor, à vista de todo o povo, descerá sobre o monte Sinai . Descerá YHWH , à vista de todo o povo 12. Marque ao redor do monte limites para o povo, dizendo: “Tomem cuidado para não subir o monte, nem tocar a sua extremidade. Todo aquele que tocar o monte será morto . 13. Mão nenhuma tocará nele. Se o fizer, será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar longamente a trombeta, então subirão o monte.” Perímetro Sagrado – O Encontro com o Todo-Poderoso Intimidade x Reverência Imanência x Transcendência 14. Moisés desceu do monte para junto do povo e consagrou o povo; e lavaram as suas roupas. 15. E Moisés disse ao povo: — Estejam prontos no terceiro dia . Que até lá ninguém tenha relações com a sua mulher . Terceiro dia… Abstinência sexual para santificação O sacerdote respondeu a Davi, dizendo: — Não tenho pão comum à mão. Há, porém , pão sagrado, se ao menos os seus soldados se abstiveram das mulheres . Davi respondeu ao sacerdote: — Sim, como sempre, quando saio à campanha, foram-nos vedadas as mulheres , e os corpos dos soldados não estão imundos . Se isso acontece em viagem comum, quanto mais serão puros hoje! 1 Samuel 21.4,5 Não vos priveis um ao outro , senão por consentimento mútuo por algum tempo , para vos aplicardes ao jejum e à oração ; e depois ajuntai-vos outra vez , para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência . – 1 Coríntios 7:5 16. Ao amanhecer do terceiro dia , houve trovões e relâmpagos , uma espessa nuvem cobriu o monte, e ouviu-se um forte som de trombeta , de maneira que todo o povo que estava no arraial tremeu de medo . Trovões, relâmpagos, sons… Do trono saíam relâmpagos, vozes e trovões , e, diante do trono, estavam acesas sete tochas de fogo, que são os sete espíritos de Deus. Apocalipse 4.5 17. E Moisés levou o povo para fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. 18. Todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor havia descido sobre ele em fogo. A fumaça subia como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia com violência . “O Fogo de Deus” Quando o sol se pôs e houve densas trevas, eis que um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo passaram entre aqueles pedaços dos animais. Gênesis 15.17 Ali o Anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo , no meio de uma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça estava em chamas , mas não se consumia. Êxodo 3.2 Aconteceu que, enquanto a chama que saiu do altar subia para o céu , o Anjo do Senhor subiu nela. Ao verem isso, Manoá e a sua mulher se prostraram com o rosto em terra. Juízes 13:20 Então caiu fogo do Senhor e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras e a terra, e ainda lambeu a água que estava na vala. 1 Reis 18.38 19. E o som da trombeta ia aumentando cada vez mais . Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão . 20. O Senhor desceu sobre o monte Sinai, sobre o alto do monte . O Senhor chamou Moisés para o alto do monte e Moisés foi até lá. 21. E o Senhor disse a Moisés: — Desça e avise ao povo que não ultrapasse o limite até o Senhor para vê-lo, para evitar que muitos deles sejam mortos. 22. Também os sacerdotes, que se aproximam do Senhor, devem se consagrar, para que o Senhor não se volte contra eles. Santifiquem-se! Ora, vocês não chegaram ao fogo palpável e aceso, à escuridão, às trevas, à tempestade, ao toque da trombeta e ao som de palavras tais, que aqueles que ouviram isso pediram que não lhes fosse dito mais nada, pois já não suportavam o que lhes era ordenado: “Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado.” Na verdade, o espetáculo era tão horrível, que Moisés disse: “Estou apavorado e trêmulo!” Hebreus 12.18-21 Quando os sacerdotes saíram do santuário, uma nuvem encheu a Casa do Senhor, 1 Reis 8.10 O povo estava de longe, em pé; Moisés, porém, se aproximou da nuvem escura onde Deus estava. Êxodo 20.21 Reina o Senhor . Alegre-se a terra, exultem as muitas ilhas. Nuvens e escuridão o rodeiam, justiça e juízo são a base do seu trono. Adiante dele vai um fogo que consome os inimigos ao seu redor. Os seus relâmpagos iluminam o mundo; a terra os vê e estremece. Os montes se derretem como cera na presença do Senhor, na presença do Senhor de toda a terra . Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos veem a sua glória. Salmos 97.1-6 23. Então Moisés disse ao Senhor: — O povo não poderá subir o monte Sinai, porque tu nos advertiste, dizendo: “Marque limites ao redor do monte e consagre-o.” 24. E o Senhor respondeu: — Vá, desça; depois você subirá, e Arão virá com você; porém os sacerdotes e o povo não devem ultrapassar o limite para subir ao Senhor, para que Deus não se volte contra eles. 25. Então Moisés desceu ao povo e lhe disse tudo isso. Glória a Deus! Nós irmãos, os que estamos em Cristo, não chegamos ao Monte Sinai , a antiga aliança, onde as leis foram impressas em pedras. Mas estamos no Monte Sião, pois a nossa Aliança foi escrita em nossos corações e confirmada no céu pelo Senhor e Mediador da Nova Aliança! Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Imprimirei as minhas leis na mente deles e as inscreverei sobre o seu coração ; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo . – Hebreus 8:10 Agora faça uma última leitura com atenção aos detalhes e alegre seu coração no Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Ora, vocês não chegaram ao fogo palpável e aceso, à escuridão, às trevas, à tempestade, ao toque da trombeta e ao som de palavras tais, que aqueles que ouviram isso pediram que não lhes fosse dito mais nada, pois já não suportavam o que lhes era ordenado: “Até um animal, se tocar o monte, será apedrejado.” Na verdade, o espetáculo era tão horrível, que Moisés disse: “Estou apavorado e trêmulo!” Pelo contrário, vocês chegaram ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a milhares de anjos. Vocês chegaram à assembleia festiva, a igreja dos primogênitos arrolados nos céus. Vocês chegaram a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador da nova aliança , e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o sangue de Abel. Tenham cuidado e não se recusem a ouvir aquele que fala. Pois, se os que se recusaram a ouvir quem divinamente os advertia na terra não escaparam, muito menos escaparemos nós, se nos desviarmos daquele que dos céus nos adverte . Naquele tempo, a voz dele abalou a terra, mas agora ele promete, dizendo: “Mais uma vez eu farei tremer não só a terra, mas também o céu.” Ora, as palavras “mais uma vez” significam a remoção dessas coisas abaladas, ou seja, das coisas criadas, para que permaneçam as coisas que não podem ser abaladas. Por isso, recebendo nós um Reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e temor. Porque o nosso Deus é fogo consumidor. – Hebreus 12:18-29 ✓ Estude TEOLOGIA com a gente: Teologia Sistemática (Curso Completo) https://www.cursobiblicoonline.com.br/teologia/ ✓ Se Inscreva em nosso Canal no YOUTUBE : https://www.youtube.com/c/CursoBiblicoOnlineTeologia ✓ Nossa página no INSTAGRAM : https://www.instagram.com/cursobiblicoonline ✓ Ouça os estudos em áudio em Podcast : http://cursobiblicoonline.com.br/podcast-audios/ ✓ Nosso Canal no TELEGRAM : https://t.me/cursobiblicoonline Deus te abençoe ricamente! #DuasCasasdeIsrael #Êxodo19 #IsraeleIgreja #JudeuseGentios
- Como devemos Tratar os Falsos Mestres?
Vivemos em um tempo de muitos escândalos no mundo evangélico ao ponto daqueles que ainda não conhecem a Cristo desprezarem o evangelho por conta dos atos malignos daqueles que professam o cristianismo. Sabemos que a primeira impressão é a que fica e se por meio dos crentes os incrédulos se escandalizam do evangelho, qual deve ser nossa postura diante de alguns crentes que trazem escândalos para o Reino? A primeira coisa que devemos ter em mente é que qualquer tipo de intrigas, brigas e polêmicas geram escândalos, contudo muitas vezes devemos confrontar aqueles que estão corrompendo a mente e o caminho dos irmãos, porque estes são joio no meio da Igreja de Cristo. É sabido que João Batista, Cristo e demais servos de Deus foram ávidos por denunciar o pecado e confrontar a hipocrisia daqueles que causavam engodo e enganos no Reino, verdadeiramente sobre esses Cristo afirma de forma veemente: Mateus 23:13 – Ai de vós, doutores da Lei e fariseus, hipócritas! Porque fechais o reino dos céus diante dos homens. Porquanto vós mesmos não entrais, nem tampouco deixais entrar os que estão a caminho! Torna-se evidente que tais homens devem ser confrontados e seus erros devem ser silenciados, bem como suas obras devem ser desmascaradas, isto é fato. Conforme o teor do texto demonstrado acima e os demais textos da escritura, tal quais os Escritos dos Profetas, Leis e Salmos, Deus sempre confrontou a hipocrisia dos falsos mestres e dos falsos profetas que assolavam o povo de Deus ao longo dos tempos, além disso a malícia de tais homens corrompe como câncer a mente daqueles que não tem sua vida exercitada na disciplina da piedade e no conhecimento da Escritura. Acima afirmei que a primeira impressão é a que fica. Sendo assim, coisas como: intrigas, difamações e outras coisas dolosas, semelhantes a estas, causam ao evangelho grande dano e desprezo, com efeito o mundo tem dificuldades expressivas de aceitá-lo devido aos constantes escândalos propagados e difundidos no meio cristãos e através de midas e meios de comunicações que por serem contrários e alheios a vida e doutrina cristã acabam por colocarem fogo a fogueira da difamação e sede a bebedeira do escândalo. Devido aos constantes escândalos envolvendo líderes que gananciosamente abocanham os rebanhos o mundo nos dias de hoje, bem como nos dias passados, tende a observar a igreja de forma distorcida daquilo que Cristo ensinou, contudo afirmam com razão em partes. Grande parte desta visão distorcida da Igreja de Cristo foi propagada pela própria Igreja que sendo insensata expôs suas falhas diante daqueles que não tem parte alguma no Reino, pois estes últimos são incrédulos e desentendidos quanto as coisas de Deus. Tomemos como exemplo o caso de um homem que amando sua esposa descobre um caso de adultério e a perdoando espalha a notícia do adultério diante dos moradores da localidade de onde está sua residência, neste caso tal casal será conhecido e desonrado perante toda a comunidade, o marido como traído e a mulher como adultera e tais pessoas ficarão mal faladas e com péssimo testemunho. Portanto quando não sabemos a forma certa de confrontar o erro dos falsos líderes, seremos como pessoas insensatas que trarão má fama as coisas de Deus. Quando temos um problema familiar devemos resolver no âmbito familiar e não publicamente a outras pessoas que nada tem a ver com o contexto familiar, por isso devemos tratar os problemas da igreja dentro do âmbito da Igreja e não perante aos incrédulos que vendo tais fatos e sendo alheios as palavras de Cristo atribuirão o erro de poucos à todos os Cristãos. O essencial do que estou querendo dizer é: não exponha as coisas que tais líderes, membros e entidades cristãs pervertidas venham a fazer dolosamente com o evangelho, pois as obras deles sendo expostas publicamente perante incrédulos serão a primeira impressão do evangelho para muitos que nunca ouviram falar de Cristo e Cristo será manchado e o evangelho difamado e profanado. Muito normal é que pessoas que muitas vezes de forma maligna e dolosa gostem de fazer páginas e blogs de fofocas gospel, canais de denúncias do meio cristão, pessoas amarguradas com determinadas entidades e grupos religiosos, etc… pensem que estão contribuindo com o evangelho, libertando os homens das garras dos lobos e cães gulosos, mas na verdade estão trazendo um grande malefício para o corpo e mais, perdendo a chance de evangelizar aqueles que ainda não conhecem a Cristo, já que muitas vezes aqueles que não conhecem a Cristo ficarão escandalizados com tais coisa. Você gosta de publicar vídeos no seu Facebook com irmãos de muitas denominações fazendo coisas contra a palavra? Reteté, pastores gananciosos, objetos ungidos e tantas coisas semelhantes a estas? Você já chegou a pensar o que incrédulos da sua rede social pensarão de Cristo quando verem isso? Certamente eles atribuirão loucura ao evangelho e pensarão que todos os Crentes são iguais. Quer denunciar? Aprenda ser prudente e ter as oportunidades certas e para pessoas certas nos momentos certos, pois suas flechas podem acertas aqueles que nada tem com Cristo e você ser o responsável por tal pessoa NUNCA ACEITAR A CRISTO! Denuncie ensinando a palavra e expondo os erros por meio da verdadeira doutrina e assim automaticamente a Luz se manifestará no meio das trevas. A Paz de Cristo – Israel Fontoura #BíbliaEstudo #hipocrisia #bíblia #falsosdoutrinas #falsoprofeta #fermentodosfariseus #Teologia #jesus
- A Interpretação das Setenta Semanas segundo antigos Judeus
Setenta Semanas e os Judeus da Antiguidade O Texto que será apresentado é de grande valia para nós, pois ele nos demonstra o pensamento de alguns que mesmo antes da vinda do messias, já tinham um conhecimento muito amplo sobre o tema das Setenta Semanas e que muitos nos dias de Hoje anulam. Conferindo o texto podemos perceber que há algumas similaridades com o texto de Hebreus, tanto no raciocínio quanto na mensagem e estilo, confira: Tradução do manuscrito encontrado na caverna 11 de Qunran em janeiro de 1956 e que foi intitulado: SERMÃO SOBRE MELQUISEDEQUE – O ULTIMO JUBILEU “ Falarei sobre o Ano Jubileu, que encontra-se em Levítico (25:13). Nós lemos: Neste ano jubileu, tornará cada um à sua possessão”. Esta é uma parte do mandamento que cumprir-se-á nos últimos dias, no Período da Remissão, quando aqueles que estão em cativeiro serão libertos, conforme as palavras de Isaias: “O Senhor enviou-me para proclamar libertação aos cativos.” (Isaias 61:1) Perceba que o autor deste comentário compreende o texto descrito em Levítico quando se trata do “Ano do Jubileu” como um tipo de referência escatológica e soma com o texto descrito em Isaías 61 como o cumprimento de coisas relacionadas aos últimos dias, além disso afirma, conforme veremos no resto do texto, que tal Libertador é o próprio Messias: O Libertador é o Messias, que foi prefigurado por Melquisedeque, rei de Salém. Ele era e sacerdote do Deus Altíssimo, e pronunciou uma benção sobre o nosso pai Abraão. Como Sumo Sacerdote, o Messias que é nosso eterno Melquisedeque, receberá por herança o domínio sobre todas as coisas, e Abraão tomará parte nesta herança. Não somente Abraão, como também sua descendência terá esse privilégio, quando ela se unir a Deus numa eterna aliança. Claramente percebemos algumas semelhanças com o escritor de Hebreus que atribui ao Messias a ordem de Melquisedeque, portanto no período chamado “interbíblico”, que possivelmente este comentário foi escrito, e também dentre o judaísmo rabínico do primeiro século da era cristã, já havia entre aqueles o pensamento de que o Messias fora descrito no Salmo 110 que fala da “Ordem de Melquisedeque” . o texto continua: Naquele tempo, o próprio Senhor será a herança e patrimônio de Seu povo. No último jubileu, Deus restaurará o Seu povo, e eles retornarão, cada um, ao seu patrimônio. A libertação referida na Lei do Jubileu deve ser entendida com o sentido de remissão de suas culpas , e não haverá mais punição para aqueles que forem justificados. Isto ocorrerá na última semana de uma série de setenta semanas de anos , envolvendo nove precedentes jubileus. (Levítico 25: 10;) Ao chegar o Dia do Juízo do Último Jubileu , todos aqueles que se colocam do lado da justiça, terão suas culpas anuladas, ao passo que os injustos e maus colherão as conseqüências de tudo o que semearam, e encontrarão o seu fim. Na parte acima percebe-se que este interprete das escrituras compreendia o texto referente as “Setenta semanas” como algo que deveria ocorrer com a vinda do Messias e o cumprimento do “último Jubileu” , todavia podemos concluir que a expressão “eles retornarão” é uma colocação que tem uma conotação de ressurreição, pois muitas vezes esta expressão na escritura significa ressurreição e conforme diz a própria Lei: “Cada um tornará para sua herança” Começará então o Ano do Favorável, do qual fala o profeta Isaias (61:2), que será marcado pelo Favor de Deus, pois o Rei da Justiça, Aquele que foi prefigurado por Melquisedeque, receberá o Seu domínio. Ele assentar-se-á entre as hostes santas no Céu, e executará várias sentenças de julgamentos, como foi predito por Davi: “Deus assentou-se em concílio entre os seres celestes, para realizar julgamento”. (Salmo 82:1) Por meio desse julgamento, Israel será absolvido de suas culpas, e retornará ao seu lugar de eminência em meio aos povos. Esse retorno ocorrerá em cumprimento da Lei do Jubileu. Ao mesmo tempo em que a palavra “Favor” indica o triunfo dos filhos de Deus, ela aponta também para a destruição dos ímpios. Salmos (7: 9 e 10)faz referência a esse julgamento, dizendo: “Deus é o juiz dos povos. Põe fim à maldade dos ímpios e confirma o justo”. Serão desarraigados todos os filhos de Belial, aqueles que desafiam os estatutos de Deus, e pervertem a justiça. O futuro Rei da Justiça, que é Melquisedeque (o Messias) executará sobre eles a justiça de Deus, estabelecendo ao mesmo tempo os justos. Acompanhado pelos exércitos celestes, ele dará fim aos intentos dos ímpios, fazendo com que os filhos de Deus fiquem em eminência. O julgamento em questão é o mesmo Dia da Retribuição do qual fala o profeta Isaias: “Como são belos sobre os montes os pés daquele que proclama a paz (Shalom), o mensageiro que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação; que diz a Sião: O teu Deus agora é aclamado Rei.” (Isaias 52: 7) A palavra paz (shalom) pode também ser lida como (shillum) que significa “retribuição”. O mensageiro prometido se manifestará no Último Jubileu, e proclamará a sua mensagem de paz, dizendo: “O Senhor enviou-me para confortar todos os que choram.” (Isaias 61:3) O conforto que ele trará, consistirá numa revelação das sucessivas eras da história do mundo, desde o princípio da criação até o fim. Naquele tempo, os filhos de Belial se aliarão com o propósito de perverter toda a justiça, mas serão confundidos pelos julgamentos de Deus. O reino de Deus em Sião, será estabelecido mediante a aliança que Melquisedeque (o Rei da Justiça) fará com todos os justos , destruindo ao mesmo tempo os filhos de Belial. O mandamento do jubileu fala também de um forte som de trombeta que repercutirá por toda a terra , no dia dez do sétimo mês.(Levítico 25:9) Aplicando-se aos últimos dias, isto se refere à uma poderosa manifestação divina que sacudirá o mundo, preparando-o para a Era Messiânica.” Podemos perceber que a interpretação destes Judeus está de acordo com alguns pais da Igreja que compreendiam que as “Setenta Semanas” deveriam ter seu cumprimento no fim dos dias, isto é na volta do Messias, contudo muitos nos dias de hoje perderam a riqueza desta profecia. Deus Abençoe. #últimasemanadeDaniel #setentasemanas #manuscritosdomarmorto #apocalipse #Escatologia #profetadaniel #últimasemana
- PODEMOS JULGAR?
Não só podemos como devemos ! * A Bíblia NUNCA censurou o julgamento; caso contrário ela seria contra a JUSTIÇA! * O que Jesus ensinou é que não devemos julgar pelas aparências, e sim pelos FATOS! Ora, não se pode julgar e acusar alguém por que alguém diz que ele “tem cara de ladrão”… Agora, se esse alguém realmente praticou o roubo, ele é devidamente julgado e acusado como ladrão! Isso é exercer JUSTIÇA. “Não julguem apenas pela aparência, mas FAÇAM JULGAMENTOS justos”. João 7:24 _______________________________________ # Observe como o apóstolo Paulo faz um julgamento justo, e exerce a justiça, de acordo com o padrão divino de santidade dentro da Igreja: – 1º TINHA TESTEMUNHAS: “Por toda parte SE OUVE que HÁ IMORALIDADE entre vocês, imoralidade que não ocorre NEM ENTRE OS PAGÃOS, a ponto de alguém de vocês POSSUIR A MULHER DE SEU PAI.” 1 Coríntios 5:1 – 2º JÁ DEVIAM TER JULGADO E EXCLUÍDO O IMORAL: “E vocês estão orgulhosos! Não deviam, porém, estar cheios de tristeza e EXPULSAR DA COMUNHÃO aquele que fez isso?” 1 Coríntios 5:2 – 3º O APÓSTOLO PAULO EXCLUIU UM MEMBRO DA IGREJA EM CORINTO, “PELO PODER” e “EM NOME DE JESUS”: “Eu, …, JÁ DETERMINEI, como se estivesse presente, que O QUE TAL ATO PRATICOU, Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, …, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, Seja, este tal, entregue a Satanás …” 1 Coríntios 5:3-5 – 4º É DEVER DA IGREJA JULGAR OS FATOS “Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? NÃO DEVEM VOCÊS JULGAR OS QUE ESTÃO DENTRO?” 1 Coríntios 5:12 – 5º O VEREDICTO: Deus julgará os de fora. “EXPULSEM esse perverso do meio de vocês”. 1 Coríntios 5:13 _______________________________________ # OUTRO EXEMPLO DE QUE DEVEMOS JULGAR: – Como saberemos quem são os falsos profetas? – Depois de identificados, podemos defini-los como falsos? – Qual é o padrão de julgamento? “Acautelai-vos, porém, dos FALSOS profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. POR SEUS FRUTOS os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, PELOS SEUS FRUTOS os conhecereis.” (Mateus 7:15-20) _______________________________________ Graça & Paz #nãojulgueis #podemosjulgar
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- CRISTOLOGIA – A Doutrina da Pessoa de Cristo
Sumário I. CRISTOLOGIA – IMPORTÂNCIA E DEFINIÇÃO II. A PESSOA DE CRISTO v AS NATUREZAS DE CRISTO v A HIPOSTÁTICA * OS ESTADOS DE CRISTO v HUMILHAÇÃO v EXALTAÇÃO * OS OFÍCIOS DE CRISTO v PROFÉTICO v SACERDOTAL v REAL Cristologia: “E que desde a tua meninice sabes as Sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação , pela fé que há em Cristo Jesus.” (2 Timóteo 3:15) CRISTOLOGIA – IMPORTÂNCIA E DEFINIÇÃO Teologia Sistemática I – Cristologia OBJETIVOS: • Construir no aluno embasamento para entender a historicidade da Cristologia. • Despertar no aluno estudo acurado sobre: Cristologia. Adendo ao aluno : Procuramos pesquisar atenciosamente cada um dos materiais dentro da bibliografia exposta ao final desse material e fazer um compêndio sobre o assunto (Cristologia) pesquisado variando os autores a fim de demonstrar abrangência da consulta e interação com os materiais propostos pela disciplina. Sendo assim, estaremos realizando nossos comentários sobre cada tópico abordado e caso haja necessidade, estaremos reproduzindo porções retiradas dos livros pesquisados destacando-os em ITÁLICO . * A PESSOA DE CRISTO Quanto à Pessoa de Cristo, as Escrituras afirmam que Ele é imutável: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.” (Hb 13:8) . Cabe-nos enquanto teólogos buscar compreender esse grande mistério, dentro daquilo que nos é permitido. Fazendo essa pesquisa, pude perceber que não foi, e creio que nunca será, tarefa simples explicar tais detalhes preciosos a qualquer tipo de ouvinte que estiver atento. Obviamente, depois de acurada pesquisa, estarei propondo com minhas palavras aquilo que pude extrair dos conteúdos propostos pelo seminário. Uma vez que Deus é ETERNO, IMUTÁVEL e IMORTAL como ficaria o fato de Jesus ter literalmente estado submisso ao tempo e espaço, haja vista seu desenvolvimento normal desde a infância como homem integral (“crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.” Lucas 2:52) , a encarnação do Logos (“e o Verbo se fez carne” Jo 1:14) e sua passagem pela morte “morreu pelos nossos pecados (1Co 15:3)” onde entre vários outros textos, há uma significativa necessidade de reflexão sobre perguntas que um opositor da fé cristão poderia nos fazer, por exemplo: “ Se Deus não morre, como você diz que Jesus é Deus, sendo que Ele passou pela morte?” “Se Jesus é Homem, como vocês lhe prestam adoração tendo o mandamento de adorar somente a Deus?” “Se Jesus é perfeitamente Homem e ao mesmo tempo perfeitamente Deus, Ele não deveria ser Duas Pessoas?” Esses são alguns dos vários pontos fundamentais que levaram os teólogos ao longo da História a debater sobre a autenticidade e abrangência tanto da natureza humana quanto divina de Cristo. Gradativamente a teologia, ao responder ponto a ponto, foi-se aprimorando até chegar num Dogma conclusivo: A HIPOSTÁTICA . Podemos destacar a definição de ELWELL sobre a união Hipostática: “Pode ser definida da seguinte maneira: na encarnação do Filho de Deus, uma natureza humana foi unida inseparavelmente, para sempre, com a natureza divina na única Pessoa de Jesus Cristo, mas as duas naturezas permaneceram distintas, íntegras e sem mudança, sem mistura nem confusão, de modo que a única Pessoa, Jesus Cristo, é vero Deus e vero homem.” Walter ELWELL – Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã – Volume 3 – pág. 591 * Cristologia: AS NATUREZAS DE CRISTO Um breve resumo da História relativa ao desenvolvimento dessa doutrina Desde os primórdios da Igreja o Cristo tem sido amplamente apresentado como humano e divino. Ora Ele é declarado como o Filho do homem, mas também como o Filho de Deus. Entretanto, desde então, muito se tem discutido quanto à sua natureza. Em parte, os EBIONISTAS (Ebion hb. significa “pobre”) – negavam a divindade de Cristo, considerando-o como um simples homem. Eles eram um grupo composto pelos simpatizantes do judaísmo dentro da igreja, que ao defender o monoteísmo, passaram a negar a divindade do Cristo, considerando que o Jesus homem foi qualificado em Seu batismo para ser o Messias pela descida do Espírito Santo sobre Ele. Haviam também outros grupos na Igreja primitiva cuja doutrina sobre Cristo foi elaborada sobre linhas semelhantes. Os ALOGI (álogos ou alogianos) , que rejeitavam os escritos de João por que entendiam que a sua doutrina do Logos está em conflito, com o restante do Novo testamento pois eles viam em Jesus apenas um homem, e ensinavam que Cristo desceu sobre Ele no batismo, conferindo-lhe poderes sobrenaturais. Essa era também a posição de Paulo de Samosata , principal representante dos monarquistas dinâmicos, que distinguia entre Jesus e o Logos. Havia também os GNÓSTICOS que consideravam a matéria como inerentemente má. Esses, por sua vez, foram profundamente influenciados pela filosofia helênica com sua concepção dualista, em que a matéria é percebida como completamente oposta ao espírito, sendo assim, rejeitavam a ideia de uma encarnação, de uma manifestação de Deus em forma visível, por negarem um contato direto do espírito com a matéria. A maioria considerava Cristo como um Espírito consubstancial com o Pai. Conforme alguns, Ele desceu sobre o homem Jesus quando do Seu batismo, mas O deixou de novo antes da Sua crucificação; ao passo que, segundo outros, Ele assumiu um corpo meramente fantasmagórico. O surgimento do SABELIANISMO deriva-se de Sabélio III d.C (também conhecido como modalismo, unicismo, monarquianismo modalista ou monarquianismo modal) é a crença unicista de que Deus se manifestou em carne e não em pessoas distintas. Tertuliano deu a essa doutrina a alcunha de patripassianismo . O ARIANISMO (Ário 325 d.C.) considerava a Cristo como o mais elevado dos seres criados, enquanto negava a sua divindade. Nesse período podemos destacar a teologia dos paisAlexandrinos e antignósticos, além de mencionar Tertuliano e Orígenes , fazendo observações quanto àquilo que posteriormente foi considerado “erros ou excessos” que cometeram na tentativa de impedir o avanço das heresias que circundavam a doutrina a respeito da natureza do Cristo. Além disso, podemos destacar o embate onde Atanásio contestou aÁrio e defendeu vigorosamente a posição de que o Filho é consubstancial com o Pai e da mesma essência do Pai, posição que foi oficialmente adotada pelo CONCILIO DE NICÉIA, em 325 . Após o estabelecimento da doutrina da divindade de Cristo, surgiu a questão quanto à relação mútua das duas naturezas de Cristo. Apolinário , numa concepção baseada na tricotomia, tomou a posição de que o Logos assumiu o lugar do espírito (pneuma) no homem. Mas, sua posição foi condenada pelo Concílio de Constantinopla, em 381. A escola de Antioquia , exagerava na distinção das duas naturezas. Theodoro de Mopsuéstia e Nestório entendiam que a habitação do Logos nele era apenas uma habitação moral, dessa forma, eles acentuavam a completa humanidade de Cristo – viam nele um Mediador que consistia de duas pessoas e tiveram a oposição de Cirilo de Alexandria . Eutico assumiu a posição de que a natureza humana de Cristo foi absorvida pela divina, ou que as duas se fundiram resultando numa só natureza, negando assim as duas naturezas de Cristo. Ambos os conceitos foram condenados pelo CONCÍLIO DE CALCEDÔNIA em 451 d.C. mantendo a crença na unidade da pessoa, como também na dualidade das naturezas. BANCROFT sintetiza da seguinte maneira: “ Houve muitas tentativas, nos primeiros séculos da era cristã, para explicar a doutrina das duas naturezas de Cristo. Passamos a mencioná-las ligeiramente. — O ebionismo negava a natureza divina de Cristo, reputando-o mero homem. — O cerintianismo mantinha que não houvera união das duas naturezas senão por ocasião do batismo de Jesus, assim estabelecendo a Divindade de Cristo como dependente de Seu batismo, e não por virtude de Seu nascimento. — O docetismo negava a realidade do corpo de Cristo, porque julgavam que Sua pureza não podia estar ligada com a matéria, que reputavam inerentemente má. — O arianismo considerava que Cristo era o mais exaltado dos seres criados, negando assim Sua Divindade e interpretando erroneamente Sua humilhação temporária. — O apolinarianismo concedia a Cristo apenas duas partes humanas, negando que tivesse alma humana, pois reputavam esta pecaminosa. — O nestorianismo negava a união das naturezas humana e divina, fazendo de Cristo duas pessoas. — O eutiquianismo afirmava que as duas naturezas de Cristo se uniam em uma só, que era predominantemente divina, ainda que não no mesmo plano da natureza divina original. A negação da verdadeira natureza física de Cristo é um dos sinais do espírito de anticristo (1 Jo 4.2,3)” BANCROFT, E. H. Teologia Elementar Doutrinária e Conservadora. Imprensa Batista Regular, SP – (pág. 109) * Cristologia: A HUMANIDADE de Cristo Tanto a humanidade do Cristo quanto sua divindade deve tornar-se tema amplamente explorado durante as exposições bíblicas e teológicas para a Igreja. É evidente que, muitos dos erros teológicos do passado ocorreram devido à superexposição de apenas um dos aspectos da natureza do Cristo. Por exemplo: ao tentar defender valorosamente a natureza humana do Messias, alguns teólogos acabaram não dando a mesma importância à sua divindade, deixando assim margens para que sua deidade fosse questionada e, até mesmo, em alguns casos, ignorada ou até mesmo negada dando a entender que o Cristo não passava de um homem comum que recebeu os poderes advindos do Espírito Santo no batismo e que somente isso lhe atribuía autoridade sobre o mundo físico e espiritual. Entre eles podemos destacar os Ebionitas, os Alogi, e os Monarquistas dinâmicos que tinham Paulo de Samosata como seu principal representante. Dessa forma, acabaram por ver o Cristo apenas como “um homem cheio do Espírito Santo”. Evidentemente isso não faria jus ao Cristo que as Escrituras atestam ser o nosso Senhor e Salvador (Lc 2:22; 2Pe 1:11, 2:20, 3:2,18; Jd 1:25). O teólogo Lewis Sperry CHAFER afirma que “A Expectativa do Antigo Testamento era a de um Messias Humano” e apoia sua afirmativa em dois pontos fundamentais: 1. Os TIPOS. Dos mais de cinquenta tipos de Cristo encontrados no Antigo Testamento, a maioria direta ou indiretamente, apresenta, entre outros aspectos, a humanidade de Cristo. Está óbvio que, onde o sangue é derramado, um corpo sacrificado, ou uma pessoa típica aparece, o elemento humano está indicado. 2. PROFECIA. Uma pequena seleção do conjunto de textos proféticos deve ser suficiente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). “Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14) O fato de uma virgem conceber e gerar um filho é coisa humana; todavia, esse filho seria Emanuel, que interpretado significa “Deus conosco”. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno e Príncipe da Paz. Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos exércitos fará isso” (Is 9.6,7). O patriarca Jó estava cônscio de uma distância insuperável entre ele e Deus. O seu desejo era que houvesse um “árbitro” que colocasse a sua mão sobre Deus e o homem. Esse foi o seu clamor por um mediador: “Porque ele não é homem, como eu, para eu lhe responder, para nos encontrarmos em juízo. Não há entre nós árbitro para pôr a mão sobre nós ambos” (Jó 9.32,33). CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. (pág 376-377) Imprensa Batista Regular do Brasil. São Paulo 1986. BANCROFT faz uma análise comparativa interessante que nos vale a pena refletir: O Auto-Esvaziamento de Cristo O auto-esvaziamento (kenosis) de Cristo, que foi um ato voluntário, consistiu na desistência do exercício independente dos atributos divinos. Para ilustrar: os seres finitos têm o poder, até certo grau, de restringir os limites da consciência. Por ato da vontade, podemos excluir muitas coisas de nossas mentes. Esforçamo-nos por esquecer algo, e até certo ponto somos bem sucedidos. Quando Mary Reed foi para a colônia de leprosos para viver e morrer, não pôs ela uma espécie de “kenosis” em sua consciência? Não renunciou ela voluntariamente muito do conhecimento dos prazeres do movimentado mundo exterior? Não se pode dizer outro tanto de David Livingstone e Dan Crawford, que se dirigiram para a mais distante África a fim de trabalhar entre os africanos? São ilustrações inadequadas, mas nos fornecem alguma indicação das possibilidades de auto-renúncia por parte do Filho de Deus. Como podia ser renunciado o exercício independente dos atributes divinos, ainda que por um breve período, seria inconcebível, se estivéssemos considerando o Logos ou Palavra de Deus conforme Ele é em Si mesmo, assentado sobre o trono do universo. A questão torna-se um tanto mais fácil quando nos relembramos que não foi o Logos como tal, mas antes, o Deus-homem, Jesus Cristo, em quem o Logos se submeteu a essa humilhação, possibilitando assim a autolimitação. South diz: “Uma fonte pode estar quase transbordando de cheia; mas, se extravasa apenas por um cano de pequeno diâmetro, a corrente pode ser pequena e desprezível, igual à medida de seu condutor.” BANCROFT, E. H. Teologia Elementar Doutrinária e Conservadora. Imprensa Batista Regular, SP – (pág. 114-115) * Cristologia: A DIVINDADE de Cristo BANCROFT citando outro teólogo sobre a clareza divindade de Cristo no novo testamento: “O homem que pode ler o Novo Testamento sem ver que Cristo se apresenta como sendo mais que mero homem, pode também olhar por todo o céu sem nuvens ao meio-dia, sem ver o sol.” — Beiderwolf. BANCROFT, E. H. Teologia Elementar Doutrinária e Conservadora. Imprensa Batista Regular, SP – (pág. 116) Talvez seja esse um dos pilares da fé cristã mais alvejados durante toda a História da Igreja; inclusive atualmente diante dos fortes ataques de vários grupos judeus messiânicos que, embora digam reconhecer a Jesus como o Messias(Cristo), não O reconhecem como DEUS, negando assim que Ele seja objeto de adoração levando muitos ao abandono da fé na Divindade de Cristo Jesus. Havia entre os Gnósticos aqueles que também faziam essa disparidade quanto à dupla natureza do Messias, diante de um dualismo onde a matéria é considerada essencialmente perversa, concluíam que o Cristo deveria ser plena e unicamente divino e assim acabavam por negar sua natureza humana. Sendo assim, os gnósticos criam que o corpo físico de Jesus Cristo não era real, mas possuía apenas uma “aparência” com o corpo humano. Concluíam então o Espírito Santo descera sobre Ele no seu batismo e o abandonara antes da crucificação. Ambas as concepções destroem não só a humanidade, mas também invalidam a expiação, pois pelas Escrituras, Jesus, chamado Cristo, tinha que ter sido não somente Deus verdadeiro, como igualmente um verdadeiro homem (integralmente real) que verdadeiramente padeceu e morreu na cruz para que seu sacrifício vicário pelo pecado fosse admissível (Hebreus 2:14-17). Portanto, qualquer concepção bíblica de Jesus deve necessariamente afirmar tanto a Sua humanidade completa quanto a Sua divindade completa. * A HIPOSTÁTICA Diante do exposto anteriormente, vemos que foi necessário discutir amplamente a questão das duas naturezas de Cristo. Segundo ELWELL a doutrina da união hipostática , exposta oficialmente pela primeira vez na definição de fé produzida pelo CONCÍLIO DE CALCEDÔNIA (451), diz respeito à união entre as duas naturezas (dyo physes) , da divindade e da humanidade, na única hypostasis pessoa de Jesus Cristo. Walter ELWELL – Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã – Volume 3 – pág. 591 Embora esse dogma foi perpetuamente tutelado oficialmente pela Igreja, esse tema recebeu várias críticas até que se consolidasse. Isso evidentemente ocorreu devido à complexidade do assunto em questão, uma vez que talvez se trate do maior mistério descrito nas Escrituras. LANGSTON, em sua dissertação onde apresenta provas da união das duas naturezas, divina e humana, na Pessoa de Jesus, discorre sobre o assunto da seguinte maneira: “Jesus não era duas pessoas, nem tampouco tinha uma personalidade dupla. Ele era uma Pessoa, mas dotada de duas naturezas: uma divina, e outra humana. Como sabemos, o Verbo uniu-se com a humanidade pela encarnação. A natureza humana não podia ter personalidade naquela época. A personalidade humana só começou a existir quando a natureza humana começou a ser uma pessoa. E esta natureza humana crescia junto com a natureza divina. Nunca houve, portanto, duas personalidades em Cristo Jesus. Neste ponto não há outra pessoa semelhante a ele.” LANGSTON, A. B. Esboço de Teologia Sistemática. JUERP.RJ. 112 Lewis Sperry CHAFER, afirma: “Quatro fatores vitais constituem a estrutura desta doutrina específica: a) sua deidade, b) sua humanidade, c) a preservação completa de cada uma dessas duas naturezas sem confusão ou alteração e d) sua unidade.” CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. (pág 390) Imprensa Batista Regular do Brasil. São Paulo 1986. Diante dessa estrutura, estarei dizendo como compreendi tais pontos a partir dessa pesquisa. DEIDADE – trata-se de defender a Divindade do Cristo em todos os aspectos, mesmo após a encarnação. Sem perda ou mutação. Na seção sobre Cristologia, ao citar a divindade de Cristo em sua obra TEIXEIRA diz: “A divindade de Cristo é positiva e abundantemente ensinada nas Escrituras. Ele é expressamente chamado Deus nos seguintes passos: Jo. 1:1; Rom. 9:5; Tito 2:13; Heb.1 :8; 1 Jo. 5:20. “A forma de Deus”, que lhe é atribuída em Filp. 2:6, é a natureza e o ser de Deus. Em Jo. 1 :18, Ele é chamado o unigênito de Deus. Ele é apresentado como possuindo antes de encarnar-se todos os atributos divinos, mantendo-os no essencial em seu estado de humilhação e entrando, depois disso, na plena posse e exercício dos mesmos quando, exaltado, voltou à ”gloria que tinha com o Pai antes da criação do mundo.” (Jo. 17:5). TEIXEIRA, Alfredo Roges – Dogmática Evangélica (pág. 178-179) HUMANIDADE – embora trata-se de um “mistério”, a encarnação é um milagre real (Jo 1:1). Não se pode negar que o Cristo encarnado refere-se a um Homem perfeito (1 Tm 2:5) em todos os aspectos da natureza humana, porém é necessário destacar que, sem pecado (Hb 4:15). As Escrituras atestam seu desenvolvimento humano ao dizer que: “crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.” Lucas 2:52) entre vários outros trechos. PRESERVAÇÃO COMPLETA DE CADA UMA DESSAS NATUREZAS – não se pode admitir alterações em qualquer grau tanto em sua natureza divina quanto humana uma vez que fica claro tanto sua divindade quanto humanidade completa. Diante disso, podemos perceber qual foi o caminho trilhado pela Igreja diante desse tema ao longo da História, uma vez que não faltaram críticos à integridade de ambas as naturezas. UNIDADE – a questão aqui não se trata em defender quaisquer umas das duas naturezas particularmente, mas em mantê-las inteiras, perfeitas e indistintamente unidas sob uma só pessoa. Para tal, não devemos confundir “natureza” com “pessoa”, caso contrário, estaremos dividindo o Cristo em duas personalidades. O Logos (Verbo) já era eternamente uma pessoa e não recebeu consigo uma pessoa humana. O que o monofisismo ( monos , “único”, e physis , “natureza”) acabou criando foi a ideia de que, na encarnação, havia uma única natureza divina revestida de carne humana. Tratando do termo monofisismo, ELWELL diz que: “Os monofisitas tendiam a dividir-se em dois grupos principais: os julianistas , que sustentavam a imortalidade e a incorruptibilidade do corpo encarnado de Cristo, e os severianos , mais ortodoxos, que rejeitavam o conceito eutiquiano de que o humano e o divino foram completamente misturados na encarnação. No remanescente dos jacobitas sírios e nas igrejas coptas e etíopes (e até certo ponto na igreja armênia) ele sobrevive até ao tempo presente.” Walter ELWELL – Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã – Volume 3 – pág. 548 Contudo, no Concílio de Calcedônia em 451 d.C. ficou estabelecida a doutrina que defendia a Hipóstase que consiste na união das duas naturezas divina/ humana unidas, sem confusão, sem conversão, sem divisão, sem separação, numa só pessoa; Cristo Jesus. * OS ESTADOS DE CRISTO De modo geral a teologia faz distinção entre dois momentos importantes na Missão do Messias e assim a denomina como “os dois estados de Cristo”, sendo eles: A Humilhação e a Exaltação. Geralmente se divide esse duplo estado. O primeiro é didaticamente dividido em pelo menos quatro aspectos: encarnação, sofrimento, morte e sepultamento, e dependendo da visão teológica, haverá também um quinto aspecto: descida ao Hades; já no segundo estado, encontramos pelo menos quatro aspectos: ressurreição, ascensão e retorno em Glória. LANGSTON conclui sobre os estado de Cristo da seguinte maneira: “Resumindo, diremos que as épocas da humilhação de Jesus foram: quando se fez carne, durante a vida na carne, e quando morreu na cruz. As épocas da exaltação de Jesus são as seguintes: Primeiro, a sua ressurreição; segundo, a sua ascensão.” LANGSTON, A. B. Esboço de Teologia Sistemática. JUERP.RJ. 114 ?* HUMILHAÇÃO Na Cristologia, o estado de HUMILHAÇÃO passa por pelo menos quatro aspectos: (1) encarnação , (2) sofrimento , (3) morte (4) sepultamento . A HUMILHAÇÃO de Cristo ocorre quando o Verbo preexistente, que era Deus na eternidade, tornou-se carne “ encarnação” (Jo 1:1,14), nascido de mulher, nascido sob a lei (Gl 4:4), se fez pobre (2Co 8:9), embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu “sofrimento” (Hb 5:8), não agradou a Si mesmo, mas foi injuriado (Rm 15:3), era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabia o que é padecer, e não fizeram caso dele (Is 53:3), em todas as coisas tornou-se semelhante aos seus irmãos (Hb 2:17, Rm 8:3), por isso pode compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi tentado, mas sem pecado (Hb 4:15; Mt 4:1; Mc 1:12,13) esvaziando-se a Si mesmo, assumindo a forma de servo, tornando-se sem semelhança de homens, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz (Fp 2:5-8), morreu pelos nossos pecados “morte” (1Co 15:3; Is 53:8,10), foi sepultado “sepultamento” (1Co 15:4; Is 53:9; Mt 27:59,60). * EXALTAÇÃO O estado de Exaltação de Cristo não consiste em receber uma glória a qual Ele não possuía anteriormente na eternidade (Jo 17:5) num retorno a Sua posição antes da encarnação. BERKOF apresenta o estado de exaltação de Cristo em quatro estágios: (1) ressurreição (2) ascensão (3) sessão à destra de Deus (4) regresso físico de Cristo Assim, a ressurreição é o retorno à vida dAquele que foi morto e desfruta da glória de ter vencido a morte (Ap 1:18; 2:8; 5:6,9,12; 13:8); a ascensão é a sua subida aos céus (Lc 24:50,51; Jo 6:62; 16:28; At 1:2,9,22); a sessão significa estar assentado à direita de Deus (Mc 16:19; At 7:55; Ef 4:8-12; Hb 1:3,13); regresso fala do seu retorno visível e glorioso (Mc 14:62; Lc 21:27; At 1:10-11; Ap 1:7). Trecho pesquisado para basear meu comentário acima: “Teologia Sistemática” de Louis Berkhof, 2ª edição, 1990, p. 340-341, 345,346 * OS OFÍCIOS DE CRISTO A teologia tem dividido os ofícios de Cristo em três: Profeta, Sacerdote e Rei. Nas Escrituras, o povo ouvia a Deus por meio do Profeta , era representado diante de Deus pelo Sacerdote , e era governado pelo Rei . Teologicamente podemos afirmar que, em Cristo Jesus, os três ofícios foram reunidos, e Ele mesmo é o Profeta que soluciona o problema da ignorância do homem, fornecendo-lhe conhecimento (Dt 18:15; Lc 4:18-21; 13:33; At 3:22), como Sacerdote Ele soluciona o problema da culpa do homem, fornecendo-lhe justiça (Sl 110:4; Hb 3:1; 4:14-15; 5:5-6; 6:20; 7:26; 8:1) e como Rei Ele soluciona o problema da fraqueza e da dependência do homem, fornecendo-lhe poder e proteção (Is 9:6-7; SI 2:6; 45:6; 110:1-2; Lc 1:33; Jo 18:36-37; Hb 1:8; 2 Pe 1:11; Ap 19:16). Portanto Ele é o mediador incomparável, completo e perfeito (1 Timóteo 2:4). LANGSTON faz um breve comentário sobre os três ofícios de Cristo: “Como profeta, Jesus revelou da maneira mais completa a vontade de Deus ao mundo; como sacerdote, fez o sacrifício perfeito para expiação do pecado; e, como Rei, estabeleceu o seu Reino e começou a reinar no coração dos homens.” LANGSTON, A. B. Esboço de Teologia Sistemática. JUERP.RJ. 114 * PROFÉTICO Não há a menor dúvida quanto ao ofício profético de Cristo. No Pentateuco, Moisés já havia declarado sob inspiração divida que o Senhor levantaria um “profeta” semelhante a ele do meio de seus irmãos (Dt 18:15-19); na nova aliança Pedro declara que essa profecia havia se cumprido em Cristo Jesus (At 3:22). Nos evangelhos encontramos várias outras referências a Cristo como Profeta (Mt 14:5, 21:11,46; Mc 6:4; Lc 4:18-21; 13:33; Jo 4:19,44; 6:14). A função do profeta no Antigo Testamento era falar em nome de Deus. O próprio Jesus revela que traz mensagem do Pai (Jo 8:26-28; 12:49-50). * SACERDOTAL Desde o princípio do pacto no Sinai, os sacerdotes somente poderiam vir da tribo de Levi e, como Cristo veio pela tribo de Judá, sua ordem sacerdotal evidentemente é outra, diferente, e é fundamental salientar que o ofício sacerdotal de Cristo é infinitamente superior à ordem levítica. Na epístola aos Hebreus descobrimos que Jesus pertence à ordem sacerdotal de Melquisedeque, que por ser tão superior à ordem levítica, até mesmo os levitas deram dízimo à Melquisedeque por meio de seu antepassado Abraão (Hb 7). Jesus é descrito com o mais alto nível dentro da ordem sacerdotal, aqui Ele é declarado Sumo Sacerdote nos céus à direita de Deus (Hb 8:1). Vários versos atestam o ofício messiânico como Sacerdote (Sl 110:4; Hb 3:1; 4:14-15; 5:5-6; 6:20; 7:26; 8:1). Enquanto o profeta representava Deus diante dos homens, a função do sacerdote era uma pessoa divinamente escolhida e consagrada para representar os homens diante de Deus. Além disso, cabia ao sacerdote interceder pelo povo e oferecer as ofertas e os sacrifícios a Deus (Hebreus 8:3). Tais sacerdotes eram imperfeitos, e é exatamente por esse motivo que além de oferecer sacrifícios pelo povo, também deveriam oferecer por seus próprios pecados (Hb 5:1-3). Assim, ofereciam sacrifícios várias vezes (Hb 10:11), mas Cristo, sendo o Sumo Sacerdote perfeito, ofereceu a Si mesmo como sacrifício perfeito um só vez (Hb 10:12-14) embora exerceu a intercessão em seu ministério terreno (João 17:1-26), após o sacrifício no calvário Ele intercede continuamente por nós diante de Deus (Hebreus 7:25; 9:24). * REAL O testemunho bíblico sobre o ofício real do Messias é abundante: Vários profetas falaram do rei (Is 9:6,7; Sl 45:6(citado em Hb 1:8); Isaías 11:1-9; Zc 14:16,17; etc); Os magos vieram a Belém visitar “o rei dos judeus” (Mt 1:2), na festa de Tabernáculos Ele é identificado com o Rei de Israel profetizado por Zacarias (Zc 9:9; Mt 21:5; Lc 19:37,38; Jo 12:13-15); reconhecido como o Rei de Israel por Natanel (Jo 1:49); Pilatos relata que os judeus estavam acusando o rei deles (Mc 15:9-14), na crucificação e sobre sua cabeça estava a acusação “Este é Jesus, o Rei dos Judeus” Mt 27:37), no Armagedom Ele aparece como Rei dos reis (Ap 17:14; 19:16) identifica-se como o Rei que julga as nações (Mt 25:34,40,41), declara-se rei diante de Pilatos (João 18:36,37). Podemos citar ainda alguns dos vários outros textos que falam do reino do Messias – (Salmos 2:6; 24:6-10; 110:1-2; Lucas 1:32,33; Efésios 1:20-22; Hebreus 1.8; 2 Pedro 1:11; Apocalipse 3:21; 11:15; 19:16). FELIPE MIRANDA OLIVEIRA MORAIS – 23/JANEIRO/2019 Cristologia: HERESIAS SOBRE CRISTO [1] Heresias surgidas ao longo dos séculos: HERESIA SÉCULO HUMANIDADE DIVINDADE Ebionismo I Afirmada Negada Docetismo II Negada Afirmada Cerintianismo II Afirmada Negada Monarquismo – Sabelianismo III Negada Afirmada Arianismo IV Reduzida Mutilada (deu base à origem dos “Testemunhas de Jeová” e outros que dizem ser Jesus um “deus” menor) Apolinarianismo IV Reduzida Afirmada Nestorianismo V Afirmada (mas dividiam a pessoa de Cristo) Afirmada Eutiquianismo (Monofisismo) V Reduzida Reduzida Monotelismo VI Reduzida Reduzida Adocianismo VIII Afirmada Negada Socinianismo XVI Afirmada Negada Liberalismo XVIII-XIX Afirmada Negada Unitarianismo XIX Afirmada Negada Neo-ortodoxismo XX Afirmada Extremamente complexo para ser definido Liberalismo contemporâneo XX Afirmada Negada VERDADE SÉCULO HUMANIDADE DIVINDADE Ortodoxia I- Até a Eternidade (Cl 1:19;2:9) Perfeitamente Homem Perfeitamente Deus BIBLIOGRAFIA A SER PESQUISADA: • MACDOWEL, Josh. As Evidências da Ressurreição de Cristo. • BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Luz para o Caminho. • MILNE, Bruce. Estudando as Doutrinas da Bíblia. ABU. • ERIKSON, Millard J. Introdução à Teologia Sistemática. Vida Nova, São Paulo 1997. • CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. Imprensa Batista Regular do Brasil. São Paulo 1986. • THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática. Editora Imprensa Batista Regular. 1a edição, São Paulo. • ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã. Ed. Vida, SP. • BANCROFT, E. H. Teologia Elementar Doutrinária e Conservadora. Imprensa Batista Regular, SP. • LANGSTON, A. B. Esboço de Teologia Sistemática. JUERP.RJ. • TEIXEIRA, Alfredo Roges. Dogmática Evangélica. Ed. Atena. SP. • BRAATEN, Carle. Senson, Robert. W. Dogmática Cristã. Ed. Sinodal. São Leopoldo RS. Material desenvolvido por: Felipe Miranda Oliveira Morais. [1] PEDROSO, Claudemir. Manual do Obreiro . São Paulo, Mundial Editora/Editora Eureka, 2015, pág.132 * Esperamos que esse material possa servir de estímulo aos estudantes das Sagradas Escrituras e de auxílio aos professores e alunos do Curso de Teologia! Amamos o Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo “Porque nele habita corporalmente toda a Plenitude da Divindade ” – Colossenses 2:9 ➤ Estude TEOLOGIA com a gente: TEOLOGIA SISTEMÁTICA (Curso Completo) https://www.cursobiblicoonline.com.br/teologia/ Se Inscreva em nossos Canais no YOUTUBE (Curso e Devocional) Nossas páginas no INSTAGRAM Siga no TWITTER Entre para o Canal no TELEGRAM Ouça os estudos em áudio em Podcast no SPOTIFY YouTube YouTube Instagram Instagram Twitter Telegram Spotify TikTok #Cristologia #DivindadedeCristo #Teologia
- Os Vales de Israel
OS VALES DE ISRAEL Arabá – Aravah Arabá significa “árido”. Traduzido por “campinas, planície, ermo ou deserto”. Mas geralmente aparece como “região deserta” ou “planície”. Compreende um extenso vale desde o Golfo de Ácaba até o sul do Mar Morto e ao norte subindo pelo Vale do Jordão até o Mar da Galileia. “E passa até ao lado, defronte de Arabá , para o norte, e desce a Arabá .” Josué 18:18 “Voltai-vos, e parti, e ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, à planície [Arabá], e à montanha, e à baixada [Sefelá], e ao sul [Neguebe], e à margem do mar; à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates.” Deuteronômio 1:7 Arabá – Aravah | Sefelá – Shefelah | Neguebe – Negev Vale de Acor Do hebraico emeque, que significa “perturbação”. Entre as terras de Benjamim e Judá (Js 15.7) ao Sul de Jericó. Foi onde ocorreu o apedrejamento de Acã e sua família pela sua cobiça e desobediência (Js. 7.24-26), devido a este evento, o local recebeu este nome que quer dizer “perturbação”. As terras desse vale foram irrigadas e nelas se construíram algumas fortalezas, mesmo assim continua sendo chamada de Arav, isto é, “deserto”. “E levantaram sobre ele [Acã] um grande montão de pedras, até o dia de hoje; assim o Senhor se apartou do ardor da sua ira; pelo que aquele lugar se chama o vale de Acor , até ao dia de hoje.” – Josué 7:26, grifo nosso “E Sarom servirá de curral de rebanhos, e o vale de Acor lugar de repouso de gados, para o meu povo, que me buscou. ” – Isaías 65:10, grifo nosso “E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Acor, por porta de esperança ; e ali cantará, como nos dias de sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito.” – Oséias 2:15, grifo nosso Vale de Aijalom Emeq ayyalon “vale das gazelas” ou “lugar onde há veados”. Lozaliza-se na região de Sefelá (24 km a noroeste de Jerusalém). Sefelá significa “terras baixas” e compreende uma região entre a região litorânea da Planície da Filístia e a elevada região montanhosa de Judá. Local onde ocorreu a Batalha de Josué contra os amorreus em que o sol e a lua pararam quando ele orou e disse: “Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Aijalom.” (Js 10.12-14). Também em Isaías 28.21 é chamado vale de Gibeão , e foi nesse lugar que Josué orou e o sol se deteve. No ano 70 d.C. as tropas do general Tito partiram daqui para destruir Jerusalém e acabaram também destruindo o Templo. Numa colina que domina todo o vale foi construída uma cidade, também chamada Aijalom, mencionada nas cartas de Tell el-Amarna como Aialuna, hoje identificada com Yalo . “Então Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorreus nas mãos dos filhos de Israel, e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom. E o sol se deteve, e a lua parou , até que o povo se vingou de seus inimigos. Isto não está escrito no livro dos Justos? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro. E não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, ouvindo o Senhor assim a voz de um homem; porque o Senhor pelejava por Israel.” – Josué 10:12-14, grifo nosso Vale de Basã Basã significa “terra larga”. Localizava-se a Leste do Mar da Galiléia. Não é mencionado nas escrituras mas é cortado pelo Yamurque. Existiam 60 cidades no reino de Basã durante a conquista pelos israelitas dos territórios cananeus (Dt 3.3-5) “E naquele tempo tomamos todas as suas cidades; nenhuma cidade houve que lhes não tomássemos; sessenta cidades , toda a região de Argobe, o reino de Ogue em Basã. Todas estas cidades eram fortificadas com altos muros, portas e ferrolhos ; e muitas outras cidades sem muros.” Deuteronômio 3:4,5 , grifo nosso Vale da Bênção – Beraca O termo Beraca significa “bênção”. No território da tribo de Judá, localiza-se entre Jerusalém e Hebrom, 7,5 km a oeste de Tecoa e a 11 km de Belém. O nome aparece em 2Crônicas 20.26 e descreve o grande livramento de Deus a Josafá contra a coligação de Amom, Moabe e Edom (2Cr 20.26). Identificado com o uádi Bereikute. O nome moderno é Berekhá , cuja significação é “Poça d’água”. Vale de Elá – Terebintos Chamado também de “Vale de Terebintos”, conhecido como “Vale de Elá”. Em hebraico, Elah significa “Carvalho” ou “Terebinto”. Fica a sudoeste de Jerusalém, entre Azeca e Socó. No limite do território de Judá, próximo à terra dos filisteus. Palco de sangrentas batalhas entre israelitas e filisteus (1Sm 17.2-19; 21.9). Davi matou o gigante Golias nesse vale do Carvalho (1Sm 17.1,2). “Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o Mar Salgado).” – Gênesis 14:3 , grifo nosso “Então saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Belá (esta é Zoar), e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim ,” – Gênesis 14:8 , grifo nosso “E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume ; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram para um monte.” – Gênesis 14:10 , grifo nosso Vale de Escol No hebraico, é Shkol , cujo significado é “cacho”; naturalmente se refere à uva, é uma região famosa por sua fertilidade especialmente dos vinhedos. Localiza-se ao ocidente (oeste) de Hebrom e muito próximo dessa cidade. Os doze espias enviados por Moisés , depois de percorrerem a terra de Canaã, passaram por Hebrom e no vale de Escol, cortaram um gigantesco cacho de uvas , meteram-no numa vara e dois homens o carregaram no ombro a Moisés, em Cades Barneia (Nm 13.22-24; Dt 1.24). Ainda hoje alguns dizem ser possível encontrar cachos semelhantes nessa região. Dizem de terem sido encontrados recentemente cachos entre 5 a 9 quilos! “Depois foram até ao vale de Escol , e dali cortaram um ramo de vide com um cacho de uvas, o qual trouxeram dois homens, sobre uma vara; como também das romãs e dos figos. Chamaram àquele lugar o vale de Escol, por causa do cacho que dali cortaram os filhos de Israel. E eles voltaram de espiar a terra, ao fim de quarenta dias.” – Números 13:23-25 , grifo nosso Vale de Hebrom Hebrom significa “união”. Seu nome primitivo era Quiriate-Arba (Gn 35:27; Js 14.15). Abraão fixou-se com sua família, junto aos Carvalhais de Manre (Gn 13.18; 14.13; 18.1; 35.27). Aqui o patriarca recebeu a promessa que teria um filho na sua velhice (Gn 18.1-15). Terra herdada por Calebe (Js 15.13). A cidade de Hebrom está nesse vale, bem como o famoso “Terebinto de Moré” e a sepultura “na cova do campo Macpela”, onde estão enterrados Sara e Abraão, Rebeca e Isaque, Lia e Jacó (Gn 23.19; 49.30,31). “E ele lhe disse: Ora vai, vê como estão teus irmãos, e como está o rebanho, e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom , e foi a Siquém.” – Gênesis 37:14 , grifo nosso Vale de Jezreel – Esdraelom Jezreel significa “Deus semeia”. Muitos confundem o Vale de Jezreel com uma planície devido a inexatidão de alguns geógrafos bíblicos. O vale de Jezreel começa nas nascentes do ribeiro de Jalud e termina no vale do Jordão, nas cercanias de Bete-Seã. Parte requisitada pelos filhos de José (Js 17.16). Aqui o Senhor dá ordem a Gideão na Fonte de Harode, aos pés do Monte Gilboa que reduzisse o número de homens que iriam com ele para a batalha (Jz 7) de 32 mil, sobraram apenas 300 homens. Esse também foi o local da morte dos reis: Jorão (2Rs 9.21-24) e Acazias (2Rs 9.27) numa batalha contra Jeú, e o rei Josias (2Rs 23.29,30) numa batalha contra o Faraó Neco. O Vale de Jezreel é o mesmo Vale de Esdraelom , pois Esdraelom é a forma grega do nome Jezreel. Aqui está também o Vale do Armagedom , próximo à colina (em hebraico, Har ) chamada Megido (significa: “lugar de tropas”), ao sudoeste do Vale de Jezreel. O rei Salomão fortificou ali e guardava uma parte de suas tropas. Assim, a expressão Har Megido foi transliterada para o português como Armagedom . “E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente. E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso . Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas . E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom .” – Apocalipse 16:12-16 , grifo nosso Vale do Jordão É o maior vale de Israel. Inicia-se no sopé do Monte Hermom e percorre cerca de 215 Km até o Mar Morto. É o vale de maior profundidade do mundo chegando a cerca de 426 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo. É uma grande fenda geológica que dá continuidade ao Arabá (Aravah). Inicia-se com uma largura de 100 metros e alcança seu ponto máximo ao chegar no Mar Morto 15 quilômetros! Nesse vale está o rio Jordão, onde Nosso Senhor Jesus Cristo foi batizado. Vale de Moabe Localizava-se a Oeste do Mar Morto. Em algum lugar deste vale o Senhor sepultou o corpo de Moisés (Dt 34.5,6). “Assim morreu ali Moisés, servo do Senhor, na terra de Moabe , conforme a palavra do Senhor. E o sepultou num vale, na terra de Moabe , em frente de Bete-Peor; e ninguém soube até hoje o lugar da sua sepultura.” Deuteronômio 34:5,6 , grifo nosso Vale de Refaim – Vale dos Gigantes Refaim (está no plural), significa “Gigantes”. Inicia-se entre as cidades de Jerusalém e Belém e segue em direção ao oeste. Assim, era rota de quem vinha da filístia a Jerusalém. Os refains foram derrotados por Quedorlaomer (Gn 14.5) e Deus prometeu a Abraão a terra dos refains (Gn 15.20). Trata-se de um vale enorme, medindo 6 km ou mais de largura, encravado a sudoeste do vale dos filhos de Hinom. Em algumas versões é chamado o “vale dos Gigantes”; Josefo o denomina o “vale que vai de Jerusalém a Belém”. Isaías 17.5 descreve-lhe a abençoada fertilidade. Ogue, o rei de Basã, era descendente dos Refaim (Dt 3.1,11). Desse vale, os filisteus muitas vezes atacaram os exércitos de Israel. Davi, estando na Cova de Adulão, teve desejo de beber água do poço que estava na porta de Belém. Três de seus homens valentes atravessaram o vale de Refaim, onde se acampavam os filisteus, tiraram água do poço de Belém e a trouxeram a Davi (2Sm 23.13-17; 1Cr 11.16-19). O rei Davi derrotou nesse vale os filisteus duas vezes (2Sm 5.17-25; 1Cr 14.9-16). O vale dos Refains era caminho obrigatório para quem ia de Jerusalém a Belém. Por ele passou Abraão levando seu filho Isaque para Moriá. Jacó passou fugindo de seu irado irmão Esaú. Maria e José levaram Jesus para o templo. Os magos foram guiados pela estrela em direção a Belém. Vale de Sidim Esse vale que está na região do Arabá, ao sul do Mar Morto, compreende a região onde localizava-se as cidades de Sodoma e Gomorra. Local de uma grande batalha envolvendo quatro reis contra cinco (Gn 14.1-11) Nesse lugar a coligação de Quedorlaomer se defrontou com as forças dos cinco reis, que foram derrotados por Abraão e seus 318 servos (Gn 14.14-16). Na região havia um sem-número de poços de betume (Gn 14.10). “Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o Mar Salgado) .” – Gênesis 14:3 , grifo nosso “E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram para um monte.” – Gênesis 14:10 , grifo nosso Tudo indica que nos dias de Ló esse vale era verdejante, produtivo e muito bonito (Gn 13.10-13). Vale de Siquém Siquém significa: “ombro”. Localizada na região central de Israel, exatamente onde se encontra a cidade de Siquém ( Sicar , no NT – João 4:5) entre os montes Gerizim e Ebal. Foi o primeiro lugar onde o patriarca Abraão residiu em Canaã ao chegar da Mesopotâmia (Gn 12.7). Jacó, ao voltar de Harã, armou sua tenda em Siquém (Gn 33.18,19). Diná, filha de Jacó, foi contaminada pelo príncipe Siquém, filho de Hamor. Jacó erigiu um altar neste vale (Gn 35.1-15). Como retaliação, Levi e Simeão mataram implacavelmente os siquemitas (Gn 34.25,26). Jacó mandou enterrar em Siquém ídolos e amuletos de seus filhos (Gn 35). Ao morrer, José foi sepultado nessa região (Êx 13.19; Js 24.32). Local onde estava o “Poço de Jacó” onde Jesus falou com a Samaritana (Jo 4.6). Vale de Soreque Significa: “vinha escolhida”. Localiza-se a oeste de Jerusalém, cerca de 14 km. Faz separação entre as tribos de Judá e Dã. Nele passava uma importante via que ligava Jerusalém à costa do Mar Mediterrâneo. Dalila morava no Vale de Soreque (Jz 16.4). Nessa região ficava a cidade de Bete-Semes (1Sm 6.13), uma das 48 cidades dada à tribo de Levi, onde setenta homens olharam para dentro da arca da Aliança e foram mortos pelo Senhor (1Sm 7.19). ✓ Estude TEOLOGIA com a gente: Teologia Sistemática (Curso Completo) https://www.cursobiblicoonline.com.br/teologia/ ✓ Se Inscreva em nosso Canal no YOUTUBE : https://www.youtube.com/c/CursoBiblicoOnlineTeologia ✓ Nossa página no INSTAGRAM : https://www.instagram.com/cursobiblicoonline ✓ Ouça os estudos em áudio em Podcast : http://cursobiblicoonline.com.br/podcast-audios/ ✓ Nosso Canal no TELEGRAM : https://t.me/cursobiblicoonline #jezreel #valedesiquém #ácaba #escol #ebal #valedeElá #valedosgigantes #valedamorte #aijalom #soreque #valedesoreque #hebrom #neguebe #siquém #tofete #gehinom #valedeterebintos #valederefaim #valedeacor #valedematança #valedecedrom #nablus #gibeom #valecentral #Cedrom #valedehebrom #Geena #valedeescol #valedeJeosafá #valedeaijalom #ValedeHinom #sefelá #valedeelah #sidim #gerizim #valedegibeão #acor #arabá #valedesidim #negev #valedeJezreel #valesdeIsrael #refaim
- A Parábola do Semeador – O Semeador saiu a semear…
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- Você tem Paz?
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- A Cronologia Bíblica do Livro de Gênesis
A Cronologia Bíblica do livro de Gênesis: Vamos ver a data do nascimento e morte dos Patriarcas entre outros eventos importantes… Qual a ordem cronológica de Gênesis? A Cronologia Bíblica do Livro de Gênesis é apenas uma parte da Cronologia Bíblica Completa que você pode conhecer clicando aqui . Recorte da Tabela dos Principais Eventos e Personagens da Cronologia Bíblica (fonte: MORAIS, Felipe. Cronologia da Bíblia – A Bíblia em Ordem Cronológica. Curso Bíblico Online, 2023. Disponível em: . O Nascimento de Abraão * OBS.: A tabela acima está levando em conta que o nascimento de Abraão de acordo com a narrativa de ( Atos 7.4) .Abraão nasceu portanto em 2008 AH . (data calculada, assumindo que Abraão saiu de Harã depois da morte de Terá, tendo Abrão 75 anos: ano da morte de Terá 2083 menos 75 anos = 2008) . AH = Anno Hominis Para compreender isso, é necessário entender que; embora Abraão apareça em primeiro lugar na lista de nomes dos filhos de Terá ( Gênesis 11:26,27 ), isso não significa que ele fosse o primogênito, mas que está sendo relatado numa posição de honra. “E foram os dias de Terá duzentos e cinco ano s, e morr eu Terá em Harã.” Gênesis 11:32 “Assim partiu Abrão como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã.” Gênesis 12:4 “Então saiu da terra dos caldeus, e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu , Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora.” Atos 7:4 PS.: Não se pode alegar algum erro da parte de Estêvão, pois este estava diante do Sinédrio e fez um excelente resumo do AT. Certamente se ele tivesse errado em qualquer ponto, seria imediatamente interrompido pelos doutores da lei que ali estavam presentes. Ou seja, Estêvão (… estando cheio do Espírito Sa nto … Atos 7:55 ) trouxe-nos luz ao contexto das Escrituras! Deus te abençoe! ⬤ Os materiais didáticos e demais artigos publicados no site estão protegidos por direitos autorais © | Se desejar utilizar algum texto em uma obra ou publicação, entre em contato conosco clicando aqui Bibliografia BÍBLIA SAGRADA. Bíblia Sagrada – Almeida Corrigida e Fiel . Edição Corrigida e Revisada Fiel ao Texto Original. ed. São Paulo, SP: Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, 2011. MORAIS, Felipe. Cronologia da Bíblia – A Bíblia em Ordem Cronológica. Curso Bíblico Online, 2023. Disponível em: . Conheça nossos cursos ➤ CURSO: CRONOLOGIA BÍBLICA COMPLETA (CURSO+MAPA+CERTIFICADO) https://www.cursobiblicoonline.com.br/cronologia-biblica-completa/ ➤ Estude TEOLOGIA com a gente: TEOLOGIA SISTEMÁTICA (Curso Completo) https://www.cursobiblicoonline.com.br/teologia/ Se Inscreva em nossos Canais no YOUTUBE (Curso e Devocional) Nossas páginas no INSTAGRAM Siga no TWITTER Entre para o Canal no TELEGRAM Ouça os estudos em áudio em Podcast no SPOTIFY YouTube YouTube Instagram Instagram Twitter Telegram Spotify TikTok Assista a Série: Cronologia Bíblica Se surpreenda com Tesouros na Linha do Tempo! #cronologia #cronologiabíblica #patriarcas
- ÊXODO 1 – ISRAELITAS ESCRAVOS NO EGITO
Escravos no Egito: ÊXODO 1 – ISRAELITAS ESCRAVOS NO EGITO Vídeo transcrito pelo irmão: Cristiano Rosenberg Lima Olá irmãos. A paz do Senhor. Agora estamos no livro do Êxodo, um livro fantástico! Mas antes vamos fazer uma lembrança do livro de Gênesis. Ele começa de uma maneira muito interessante. Ele começa com “No princípio criou Deus os céus e a Terra” . Assim o livro começa com criação e conclui “num caixão no Egito” . Parece uma forma esquisita de se terminar um livro tão fantástico e tão lindo, mas o livro do Êxodo faz ligação com o livro de Gênesis e se inicia da seguinte forma: Ex 1:1-4 “Estes pois são os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egito com Jacó; cada um entrou com a sua casa: Rúbem, Simeão, Levi, e Judá; Issacar, Zebulom, e Benjamim; Dã e Naftali, Gade e Aser.” Setenta almas… Você vai ver, por exemplo, que esta contagem, na versão de Estevão em At 7:14 “E José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda sua parentela, que era de setenta e cinco almas” e na versão da Septuaginta também são 75 almas. Mas quem são esses 5? Obviamente os descendentes de Jacó que entraram, mais Jacó, 71, José, que já estava no Egito, 72, Maquir, filho de Manasses, que faz parte da família, 72, a esposa de José, 73, mais Manasses e Efraim fechando os 75 que pertencem a Jacó. Ex 1:6-7 “faleceu José, e todos os seus irmãos, e toda aquela geração. E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles.” então passou assim todo período de José, como conclui o livro de Gênesis. Daqui em diante temos um salto de anos. Vamos fazer uma tradução literal desse verso 7. Ex 1:7 “Os filhos de Israel frutificaram (no útero), abundaram (no parto, também significa, literalmente, enxamearam, como se fosse insetos, é usado apenas uma vez com seres humanos, em Gn 9 quando Deus fala com Noé para que se multiplicasse sobre a terra, mesmo mandamento dado a Adão. Em outras vezes é usada somente para insetos), se multiplicam (crescem), e se revigoram (fortalecem, o interessante é que esta palavra, no Hebraico, tem a ver com o termo “ossos”, se revigorar nos ossos, fortalecer mesmo ), muito, muito (no Hebraico é MEOD , que significa extremamente muito). Em todo este capitulo está se cumprindo o que Deus falou com Abrão em Gn 15:13-14 “Então disse a Abrão: Saibas, de certo , que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza.” vamos prestar atenção nisso: quando os Israelitas saírem do Egito, sairão com grandes riquezas, as quais eles vão ofertar para a construção do Tabernáculo. Mostrando como é lindo o livro de Êxodo. Então já sabemos que a terra do Egito se encheu de Israelita, na terra de Gozem, que é a cidade de Ramessés, que é a melhor terra do Egito, onde se multiplicaram muito. Escravos? Como assim? Em Ex 1:8 “E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José;” como assim? É possível, mesmo depois de vários anos, alguém se esquecer das benfeitorias de José? Alguns comentaristas acham que isso se refere aos Hicsos , que dominaram o Egito durante um período. Mas outros dizem que não. Que simplesmente não reconhecem mesmo o que ele fez e desprezar por causa de um protecionismo ou até mesmo um racismo. Você vai observar que a desculpa que eles usam aqui é uma mesma desculpa usada no Nazismo, ou outros que desprezam as pessoas pela sua raça ou pela sua nacionalidade. Ex 1:9 “O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderosos do que nós” . A bíblia nos fala que é o rei que está dizendo isso. Mas se você verificar alguns livros apócrifos, eles vão dizer que: um homem, como no livro dos Justos (que deve estar totalmente corrompido hoje), digo isso porque ele fala de Jó, que morava na terra de Uz, e foi que deu a ideia de acabar com todo o povo de Israel. Quando o rei faz uma proposta, dada por Jó da terra de Uz (que é um absurdo essa proposta), queria acabar com o povo de Israel. Depois vou explicar que impossível Jó ter feito isso. Esse é um dos motivos destes livros não fazerem parte da bíblia. Depois vamos ver o porquê do perigo dos livros apócrifos. Muitos estão “endeusando” livros apócrifos e desprezando as Escrituras. Continuando vemos, Ex 1:10-22 “Eia, usemos de sabedoria para com eles, para que não se multipliquem, e aconteça que, vindo guerra, eles também se ajuntem com os nossos inimigos, e pelejem contra nós, e subam a terra. E puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. Porque edificaram a Faraó cidades-armazéns, Pitom e Ramessés. Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam, e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel. E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza; Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza. E o rei do Egito falou às parteiras das hebreias (das quais o nome de uma era Sifrá, e o da outra Puá), e disse: Quando ajudares a dar a luz às hebreias, e as virdes sobre os assentos, se for filho, matai-o, mas se for filha, então viva. As parteiras, porem, temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes dissera, antes conservavam os meninos com vida. Então o rei do Egito chamou as parteiras e disse-lhes: por que fizestes isso, deixando os meninos com vida? E as parteiras disseram a Faraó: é que as mulheres hebreias não são como as egípcias; porque são vivas, e já tem dado à luz antes que a parteira venha a elas. E o povo se aumentou, e se fortaleceu muito. E aconteceu que, como as parteiras temeram a Deus, Ele estabeleceu-lhes casas. Então ordenou Faraó a todo seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.” Mesmo sendo escravos, quanto mais sofriam e padeciam, mais eles cresciam. Sempre foi assim na história do povo de Deus. Eles tinham inveja do povo de Israel. O Senhor lembra o tempo todo sobre essa amargura, em todo momento em que eles são rebeldes durante a jornada no deserto. Quando eram escravos, o povo tinha que tirar o barro, fazer o tijolo, pegar o tijolo e fazer edificações e no campo eram penalizados muito mais! Quanto às parteiras, alguns acham que eram hebreias e outros não. Flavio Josefo diz que essas parteiras eram da nação do Egito. Mas elas vão receber um nome de honra em Hebreu, por isso algumas pessoas consideram que elas eram hebreias. Alguns dizem que não havia apenas duas parteiras, mas na verdade elas eram líderes das parteiras. Por que era necessário ter um grande número de parteiras para tudo isso que a bíblia diz sobre se multiplicarem muito, então duas parteiras não daria conta de tanto trabalho. Mas com certeza elas eram as principais. Quando a palavra fala sobre “os assentos” no versículo 16, é interessante ressaltar que esta palavra só aparece aqui no Hebraico e aparece como “roda”, igual quando fala em Jeremias que o Senhor quebra o vaso como barro nas mãos do oleiro, ele põe numa roda para moldar novamente. Mas aqui diz que, as mulheres, para ganharem filhos, as mulheres egípcias, ganhavam de modo sentado sobre uma cadeira de pedra ou coisa semelhante. Era a posição que achavam mais confortável para dar a luz. Entre os escravos não deveria nascer nenhum homem! Qual era o medo do rei quanto ao filho homem? Ele tinha medo que o filho se tornasse um rapaz e depois homem e que se voltasse contra o Egito, mas se fosse uma moça não teria problema nenhum. As mulheres poderiam ser absolvidas nas relações com os egípcios e com isso não haveria problema de guerras. Por temerem a Deus elas desobedeceram as ordens do rei. E ao contrario do que o rei queria o povo de Israel aumentava mais ainda. Vamos então dividir este capitulo em três etapas para você poder visualizar bem o contexto e o conteúdo. Êxodo está na tradução da Septuaginta (tradução dos setenta) , que pode estar grafada com LXX (que é setenta) , mas no texto hebraico é Shemoth , que está relacionado com “as primeiras palavras” e começa assim a narrativa bíblica, iniciando com os nomes dos filhos de Jacó. Sendo ali escrita a primeira geração que desceu ao Egito. Fala sobre as 70 almas mais as outras cinco que já estavam no Egito e Jacó. O mesmo texto usado por Estêvão na sua defesa em At 7:14. E também há uma grande evidência de que os apóstolos usavam a Septuaginta para pregar sobre o antigo testamento. Mas temos uma particularidade interessante. O nome do livro em Hebraico é Shemoth (que está relacionado com o inicio que fala dos nomes), mas em grego é Êxodo (que está relacionado a saída). E êxodo está ligado a redenção de um povo que é resgatado, e é relacionado com a obra de redenção de Jesus . Na segunda etapa do capítulo, os israelitas sofrem terrível opressão. Vemos que a perseguição é igual ao crescimento e sempre foi assim. E com a igreja é assim e podemos ver isso em At 2,4,5,7 e 9, mas é um crescimento numérico genuíno, através do Espirito Santo, não por métodos humanos, porque a perseguição traz aproximação com Deus. Quando a igreja está muito tranquila e sem perseguição, quando o mundo não está se preocupando muito com ela é porque ela está perdendo relevância na sociedade. Mostrando que ela está se corrompendo. Não vai haver crescimento genuíno, mas sim numérico. Igrejas cheias, mas de pessoas vazias! Nesse período em que os israelitas eram escravos, os egípcios os colocaram para servir com dureza. Precisavam fazer tijolos e edificações e no próximo capítulo vamos ver que até palhas eles tinham que buscar. Ou seja, fazer todo o processo sem facilidades e sem receber nada e a base de chicotes! Grandes construções feitas pelos israelitas no Egito! Essas duas cidades ( Pitom e Ramessés ) foram construídas pelos escravos israelitas. De acordo com Flavio Josefo no livro II cap V, diz que os Israelitas, enquanto foram escravos no Egito, construíram as Pirâmides . Os israelitas fizeram trabalhos duros no campo, foram humilhados e tinham a vida amarga. Porque é citado sobre a vida amarga dos escravos israelitas? Quando o Deus está tirando o povo do Egito no Ex 12, fala para eles, durante a páscoa, que deveriam comer os pães asmos e ervas amargas, para lembrarem-se do período de amargura que passaram sendo escravos na terra do Egito. No terceiro e ultimo período deste capitulo fala sobre o infanticídio (matar crianças), ou seja, um aborto doloso “legalizado”. Então as parteiras desobedeceram ao rei, cumprindo o que está escrito em At 5:29 “Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.” . Cuidado com ideologias anticristãs A bíblia nos ensina a obedecer às autoridades, mas se essa legislação for contra a Palavra de Deus; melhor é obedecer a Deus que aos homens (cf. Atos 5:29). Hoje vemos muitos crentes que foram contaminados com perversidades ideológicas defendendo aborto. Não sejam escravos das ideologias malignas. Vamos falar um pouco sobre um assunto… Sempre há alguns debates na televisão. Há sempre uma estratégia no lado abortista que usam alguns argumentos que são: você não concordaria com o aborto no caso de uma mulher estuprada? Você não concordaria com um aborto no caso de uma mãe correr risco de vida? Você não concordaria com aborto no caso de bebê acéfalo (sem cérebro)? Eles usam esses argumentos de uma maneira ilegítima, porque isso já está autorizado pela legislação brasileira. Então, por que trazer esse assunto de volta uma vez que isso já está definido? Eles querem quebrar barreiras aos poucos na sua mente para que você comece a se acostumar com a ideia. Isso são artimanhas que desagradam ao Senhor! Segundo a palavra de Deus, aborto é assassinato. O aborto é, na bíblia e na história das religiões, oferecer sacrifícios a divindades demoníacas. Sendo assim, os pais estão oferecendo o fruto do seu ventre para demônios. Fiquem atentos e parem de apoiar causas abortistas. Você precisa preservar a vida. Alguns podem argumentar que na bíblia fala “não matarás”, mas Davi matou. Mas a tradução real fala “não assassinarás”. Aborto é assassinato, diferente de uma legítima defesa. A intenção do Faraó era matar os meninos, devido saber que dentre os meninos nasceria um homem que pisaria a cabeça da serpente. E isso coincide com a história de Jesus quando Herodes manda matar todos os meninos! Quanto às parteira: Sifrá significa esplendor e Puá significa luz ou brilho . Ambas estão relacionadas com luz , assim vemos que ambas deveriam receber nomes Hebraicos como esses devido a elas trabalharem com partos, trazendo à luz as crianças. Não conseguindo matar os meninos através das parteiras, veio o decreto real para que se matassem todos os meninos e jogassem no rio Nilo afogado, grande crueldade, rio que era considerado uma divindade, ou seja, foi um sacrifício aos deuses. Espero que tenham gostado desse estudo e compreendido. Que Deus te abençoe. ➤ Estude TEOLOGIA com a gente: TEOLOGIA SISTEMÁTICA (Curso Completo) https://www.cursobiblicoonline.com.br/teologia/ Se Inscreva em nossos Canais no YOUTUBE (Curso e Devocional) Nossas páginas no INSTAGRAM Siga no TWITTER Entre para o Canal no TELEGRAM Ouça os estudos em áudio em Podcast no SPOTIFY YouTube YouTube Instagram Instagram Twitter Telegram Spotify TikTok #escravosnoEgito #Êxodo1

