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Textus Receptus

O Textus Receptus:

 

Aos irmãos amantes da Palavra de Deus, vamos falar de um tesouro que muitos de nós temos em mãos: o Textus Receptus. Conhecido também como Texto Recebido ou Texto Tradicional, ele é o alicerce sobre o qual foram construídas as primeiras Bíblias impressas da Reforma Protestante.

Imaginem a Bíblia como um tesouro precioso, passado de geração em geração. Ele foi guardado e copiado com imenso cuidado por homens fiéis ao longo dos séculos. O Textus Receptus é o resultado desse esforço: é a forma do Novo Testamento grego que os grandes teólogos da Reforma, como Martinho Lutero e João Calvino, dentre outros, utilizaram como base. Eles o consideravam a expressão mais pura e confiável dos escritos originais dos apóstolos.

O que torna o Textus Receptus ainda mais especial é a sua história. Ele não é uma descoberta moderna, mas a herança de uma tradição que remonta aos primeiros séculos da Igreja sob o testemunho dos escritos do cristianismo primitivo. Por anos, estudiosos devotados, com a humildade de quem lida com algo sagrado, compararam e copiaram manuscritos para garantir que o texto permanecesse íntegro. O Textus Receptus é o ponto alto desse trabalho, um legado de fé e dedicação que nos foi entregue.

 

A Doutrina da Preservação e as Traduções Históricas

Esse nosso apreço pelo Textus Receptus está diretamente ligado a algo ainda maior: a Doutrina da Preservação das Escrituras. Esta doutrina é a crença de que Deus, em Sua soberania, não somente nos deu a Sua Palavra, mas também a protegeu ao longo dos séculos. Não é incrível pensar que a mão de Deus esteve sobre cada copista e sobre cada manuscrito, garantindo que o texto original chegasse a nós de forma pura?

Para muitos de nós, o Textus Receptus é a prova viva dessa preservação. Ele representa um rio de manuscritos que fluiu pela história, protegido pela providência divina. Em um mundo onde tudo parece mudar, ter um texto que nos conecta diretamente com a fé dos primeiros cristãos é um verdadeiro bálsamo para o coração. Ele nos dá a certeza de que a Bíblia que temos hoje é a mesma que inspirou gerações de cristãos, mártires e reformadores.

Essa confiança no Textus Receptus impulsionou o grande movimento de tradução da Reforma. Os tradutores não estavam apenas traduzindo palavras; eles estavam convencidos de que estavam levando a Palavra de Deus para o povo em sua própria língua. Foi um trabalho de fé e dedicação, que resultou em traduções clássicas que moldaram a fé em diversos idiomas:

  • Inglês: A famosa e influente King James Version (KJV), de 1611.

  • Alemão: A Bíblia de Lutero (Lutherbibel), de 1522, que se tornou a base do alemão moderno. O Novo Testamento da Bíblia de Lutero (Lutherbibel) foi publicado em 1522. A Bíblia completa, com o Antigo Testamento, foi finalizada em 1534. Lutero usou, para o seu Novo Testamento de 1522, a segunda edição do texto grego de Erasmo, que é a base do Textus Receptus.

  • Espanhol: A Reina Valera 1602, que tem suas raízes na "Biblia del Oso" de 1569. A herdeira e revisora dessa versão é a RVG (Reina Valera Gomez) de 2023.

  • Português: A nossa clássica versão "Almeida", traduzida por João Ferreira de Almeida em 1681. A tradução do Novo Testamento por João Ferreira de Almeida foi publicada pela primeira vez em 1681. A Bíblia completa só foi publicada postumamente, em 1753 em dois volumes. Em 1819 foi a primeira vez que a Bíblia completa (Antigo e Novo Testamentos) de João Ferreira de Almeida foi publicada em um único volume. A Almeida Corrigida e Fiel (ACF) é considerada a herdeira direta dessa tradição textual exatamente por manter a base do Textus Receptus.

  • Italiano: A Bíblia de Giovanni Diodati, de 1607, a tradução protestante de referência na Itália.

  • Francês: A Bíblia de Olivétan, de 1535, a primeira tradução protestante completa em francês.

 

No final das contas, o Textus Receptus não é apenas um texto a ser multilado pelos críticos; é o testemunho da preservação da Palavra de Deus, razão pela qual podemos confiar plenamente na Bíblia que lemos e pregamos.

Acesse as principais versões do TR clicando aqui:

Versões Originais

KJV - King James Version (1611)

Idioma: Inglês

Essa é sem dúvidas a tradução completa da Bíblia mais famosa da História! Além de seu reconhecimento nos países de língua inglesa, a versão King James tem servido como base para traduções em diversos países. No Brasil, por exemplo, temos pelo menos duas versões em Português:

BKJ 1611 - King James Fiel 1611 (ediora BVBooks)

KJC - King James Clássica (editora Hagnos)

Detalhe: há no mercado brasileiro uma versão chamada KJA (King James Atualizada) que não reflete o Texto Receptus encontrado na KJV original. Para uma comparação entre a BKJ e a KJA clique no link a seguir e veja esse vídeo: BKJ Fiel 1611 x KJA King James Atualizada. Qual é a mais próxima da KJV King James original de 1611?

RV - Reina-Valera (1569)

Idioma: Espanhol

Os leitores há muito tempo conhecem os problemas da Bíblia em espanhol. A famosa Reina Valera baseava-se no Textus Receptus (TR) usado pela igreja primitiva, mas o próprio Valera disse que correções ainda eram necessárias. Revisões, incluindo as RV de 1909 e 1960, deveriam corrigir os problemas, mas, em vez disso, adicionaram leituras liberais, alterando as palavras de Deus. Embora se trate de uma tradução baseada no TR, essa tradicional versão espanhola originalmente sofreu algumas poucas influências da Vulgata. Sendo assim, o Dr. Humberto Gómez trabalhou por muitos anos na revisão da edição de 1909 da Bíblia Reina Valera, conhecida como "A Antiga", com o objetivo de eliminar todas as leituras baseadas nos Textos Críticos e purificá-las, substituindo-as por leituras em conformidade com os Textos Recebidos. O Dr. Rex Cobb, do Instituto Batista de Tradutores da Bíblia, comparou a RVG com outras Bíblias espanholas comuns para verificar quantas vezes elas se desviaram do texto tradicional (o TR). Aqui estão os resultados:

A 1569 se desviou do TR 75 vezes.

A 1602 se desviou do TR 57 vezes.

A 1862 se desviou do TR 118 vezes.

A 1865 se desviou do TR 28 vezes.

A 1909 se desviou do TR 122 vezes.

A 1960 se desviou do TR 191 vezes.

A 2001 se desviou do TR 69 vezes.

A RVG se desviou do TR ZERO vezes.

Almeida 1681

Idoma: Português

A tradução mais antiga da Bíblia para o português, diretamente do hebraico para o Antigo Testamento e do grego para o Novo Testamento, é a do pastor João Ferreira de Almeida, datada de 1681. Clique aqui para visualizar um artigo completo sobre Almeida.

Atualmente, a versão mais próxima ao Texto Original de Almeida é a ACF (Almeida Corrigida e Fiel) editada pela SBTB (Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.

Versões em Português 

Apenas essas 4 versões em português seguem o Texto Recebido no Brasil: ACF, BKJ, LTT e KJC. Todas as demais receberam influência do Texto Crítico em algum grau e, dentre elas, a ARC recebeu menor influência, mas ainda assim, nesse sentido, a ARC é inferior em relação às 4 citadas acima.

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