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- ATRIBUTOS DIVINOS
Definição “Atributos de Deus são características ou qualidades inseparáveis do ser de Deus [...] pertencem à essência divina sem as quais ele não seria Deus. [...] chamados atributos porque somos compelidos a atribuí-los a Deus.” (SEVERA, 2014, p. 53) Em um debate teológico no segundo século, Justino, o mártir, em seu diálogo com Trifão (1995, p. 120) declara que apenas Deus é incriado e incorruptível e, por isso, Ele é Deus. CLASSIFICAÇÃO DOS ATRIBUTOS Embora os atributos divinos sejam amplamente conhecidos no meio teológico, não há um consenso entre os teólogos quanto à classificação deles. Sendo assim, vamos verificar as diferentes formas de apresentação deles. Imanentes x Emanentes Alguns dividem as perfeições divinas em atributos imanentes (ou intransitivos) e emanentes (ou transitivos). Os primeiros são aqueles que não se expõem nem operam fora da essência divina, mas permanecem imanentes (BERKHOF, 2012, p. 54), ou seja, pertencem à própria natureza de Deus (ERICKSON, 2015, p. 258) e estão contidos nele (e.g., imensidade, simplicidade, eternidade etc.). Ou outros são os que se expõem e produzem efeitos externos quanto a Deus (BERKHOF, 2012, p. 54), isto é, emanam dele (ERICKSON, 2015, p. 258) – por exemplo, onipotência, benignidade, justiça etc. Absolutos x Relativos Por exemplo, (STRONG, 2008, p. 436) faz uma combinação quando fala de atributos absolutos (ou imanentes) e atributos relativos (ou transitivos). Os atributos absolutos são aqueles que pertencem ao ser divino em si (pertencem à essência de Deus, em si mesma), e atributos relativos pertencem à essência divina, em relação a sua criação (BERKHOF, 2012, p. 54). Os absolutos seriam eternidade, imensidade, asseidade (ou seja, autoexistência) etc. Os atributos relativos são os que se relacionam com a criação (onipresença, onisciência e tudo aquilo que faz referência diretamente à coisa criada). Naturais x Morais Outros, como A.B. Langston, Henry C. Thiessen, Edgar Y. Mullins, Millard Erickson, classificam como atributos naturais (que não têm caráter moral) e atributos morais (relacionados com o conceito do que é correto: bondade, justiça, santidade, etc.). Os primeiros seriam os atributos pertencem à natureza constitutiva de Deus, de maneira distinta de sua vontade (BERKHOF, 2012, p. 53). São os “superlativos não morais de Deus” (ERICKSON, 2015, p. 258). Os outros o qualificam como um ser moral. O problema dessa classificação é que os atributos ditos naturais também têm características morais. Os atributos naturais seriam: autoexistência, simplicidade, infinidade, etc., e os morais seriam: bondade, misericórdia, justiça, santidade, etc. Incomunicáveis x Comunicáveis Na classificação proposta pelo teólogo Wayne GRUDEM (1999, p. 105) ele adota os seguintes termos: “atributos incomunicáveis” e “atributos comunicáveis” Seguindo a linha de Grudem, os atributos incomunicáveis de Deus (aqueles que Deus não compartilha conosco). São assim chamados porque eles não podem ser atribuídos a outras criaturas, não nos “comunica” (eternidade, imutabilidade, onipresença, etc.). Eles são peculiares e próprios somente dEle, não são encontrados nas criaturas, e não podem ser compartilhados com elas, pois todas as criaturas são dependentes, mutáveis, compostas e sujeitas ao tempo e ao espaço[1]. *[Nota [1] Herman Bavinck, Teologia sistemática, p. 148.] Logo, os atributos incomunicáveis são aqueles que não podem ser atribuídos a nenhuma criatura. São “aquelas qualidades singulares para as quais não se encontra qualquer correlação nos seres humanos” (ERICKSON, 2015, p. 258). São aqueles “aos quais nada análogo, existe na criatura” (BERKHOF, 2012, p. 54), atributos que só Deus possui e que nós não possuímos. Já os atributos comunicáveis de Deus são aqueles que Deus partilha, nos “comunica” (amor, conhecimento, misericórdia, etc.). O teólogo Louis BERKHOF refere-se aos atributos comunicáveis como “os quais as propriedades do espírito humano têm alguma analogia, como poder, bondade, misericórdia, retidão, etc.” (2012, p. 54) Segundo Franklin Ferreira e Alan Myatt (2007, p. 216), “os atributos comunicáveis revelam a condescendência de Deus, e são as virtudes divinas que se refletem, de forma derivada e limitada, em suas criaturas”. Louis BERKHOF (2012, p. 54) lembra ainda que nenhuma das perfeições divinas é comunicável, na infinita perfeição em que estas existem em Deus e, ao mesmo tempo, há no homem tênues vestígios até mesmo dos chamados atributos incomunicáveis de Deus. BAVINCK (2001, p. 149) destaca que Ele não é apenas um Deus de longe, mas também de perto. Ele não é apenas independente e imutável, eterno e onipresente, mas também sábio e poderoso, justo e santo, gracioso e misericordioso. Ele é não apenas Elohim, mas também Jeová. Assim como os atributos incomunicáveis são bem expressos no nome Elohim, assim também os atributos comunicáveis são bem expressos no nome Jeová. SABEDORIA “Será que você pode desvendar os mistérios de Deus ou descobrir a perfeição do Todo-Poderoso? A sabedoria de Deus é mais elevada do que os céus; o que você poderá fazer? Ela é mais profunda do que o abismo; o que você poderá saber? A sua medida é mais longa do que a terra e mais larga do que o mar. (Jó 11:7-9) INFINITUDE Refere-se às perfeições ilimitadas de Deus quanto ao espaço, tempo, poder, conhecimento, etc. A infinitude quanto ao: “TEMPO” é chamada “Eternidade”. “ESPAÇO” é chamada de “Onipresença”, está dentro do conceito de “Imensidade”, embora alguns também a aplique ao “tempo”. “CONHECIMENTO” é chamada “Onisciência”. “PODER” é chamada “Onipotência”. Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável. (Salmos 145:3) ETERNIDADE Levanto a mão aos céus e afirmo por minha vida eterna (Deuteronômio 32:40) Antes que os montes nascessem e tu formasses a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. (Salmos 90:2) Quem fez e executou tudo isso? Aquele que desde o princípio tem chamado as gerações à existência, eu, o Senhor, o primeiro, e aquele que estará com os últimos; eu mesmo.” (Isaías 41:4) Pelo contrário, transmitimos a sabedoria de Deus em mistério, a sabedoria que estava oculta e que Deus predeterminou desde a eternidade para a nossa glória. (1 Coríntios 2:7) Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. (Efésios 1:4) Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória para todo o sempre. Amém! (1 Timóteo 1:17) a guardar este mandato imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual, no tempo certo, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem ninguém jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém! (1 Timóteo 6:14-16) “Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.” (Apocalipse 1:8) PAI – Antes que os montes nascessem e tu formasses a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus. (Salmos 90:2) – segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência da fé, entre todas as nações (Romanos 16:26) FILHO – Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste. (Colossenses 1:17) – Jesus respondeu: — Em verdade, em verdade lhes digo que, antes que Abraão existisse, Eu Sou. (João 8:58) - Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. (Apocalipse 22:13) ESPÍRITO SANTO – muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! (Hebreus 9:14) IMUTABILIDADE Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim. (Salmos 102.27) — Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vocês, filhos de Jacó, não foram destruídos. (Malaquias 3.6) Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. (Tiago 1.17) Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre. (Hebreus 13.8) ESPIRITUALIDADE Segundo Strong (2008, p. 439), “Deus não é só espírito, mas espírito puro. Ele não só não é matéria, mas não tem nenhuma conexão necessária com ela (Lc. 24.39 - “Espírito não tem carne e ossos como vedes que eu tenho”).” Deus é Espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (João 4.24) ONISCIÊNCIA PAI – eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo. Que a graça e a paz lhes sejam multiplicadas. (1 Pedro 1:2) FILHO – O Senhor sabe todas as coisas; sabe que eu o amo (João 21:17) ESPÍRITO SANTO – Deus, porém, revelou isso a nós por meio do Espírito. Porque o Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus. (1 Coríntios 2:10) ONIPRESENÇA “— Mas será que, de fato, Deus poderia habitar na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, muito menos este templo que eu edifiquei.” 1 Reis 8:27 Quem na concha de sua mão mediu as águas e tomou a medida dos céus a palmos? Quem recolheu o pó da terra na terça parte de uma vasilha e pesou os montes e as colinas numa balança? (Isaías 40:12) Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade e cujo nome é Santo: “Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos. (Isaías 57:15) Assim diz o Senhor: “O céu é o meu trono, e a terra é o estrado dos meus pés. Que casa, então, vocês poderiam construir para mim? Ou que lugar para o meu repouso? (Isaías 66:1) Excelso é o Senhor, acima de todas as nações, e a sua glória está acima dos céus. Quem é semelhante ao Senhor, nosso Deus, cujo trono está nas alturas, que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra? (Salmos 113.4-6) PAI – Pode alguém se ocultar em esconderijos, de modo que eu não o veja? — diz o Senhor. Não encho eu os céus e a terra? — diz o Senhor. (Jeremias 23:24) FILHO – “E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos.” (Mateus 28:20) ESPÍRITO SANTO – Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? (Salmos 139:7) ONIPOTÊNCIA “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente” (Salmos 91.1) – “como a voz do Onipotente” (Ezequiel 1.24) – “– Eu sou o Deus Todo-Poderoso; ande na minha presença e seja perfeito.” (Gênesis 17.1) PAI – “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado.” (Jó 42:2) – Por acaso, existe algo demasiadamente difícil para o Senhor? Daqui a um ano, neste mesmo tempo, voltarei a você, e Sara terá um filho. (Gênesis 18:14) — Eis que eu sou o Senhor, o Deus de toda a humanidade. Será que existe algo demasiadamente difícil para mim? (Jeremias 32:27) FILHO – E agora, ó Pai, glorifica-me contigo mesmo com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. (João 17:5) – Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. (Mateus 28:18) ESPÍRITO SANTO – O anjo respondeu: — O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. Porque para Deus não há nada impossível. (Lucas 1:35,37) – Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as a cada um, individualmente, conforme ele quer. (1 Coríntios 12:11) SANTIDADE PAI – porque está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:16) – E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estavam cheios de olhos, ao redor e por dentro. Não tinham descanso, nem de dia, nem de noite, proclamando: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.” (Apocalipse 4:8) FILHO – O anjo respondeu: — O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. (Lucas 1:35) – e nós temos crido e conhecido que o senhor é o Santo de Deus. (João 6:69) – Vocês negaram o Santo e o Justo e pediram que fosse solto um assassino. (Atos 3:14) ESPÍRITO SANTO – E não entristeçam o Espírito Santo de Deus, no qual vocês foram selados para o dia da redenção. (Efésios 4:30) AMOR PAI – Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. (1 João 4:8) – E nós conhecemos o amor e cremos neste amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele. (1 João 4:16) FILHO – Isto para que, com todos os santos, vocês possam compreender qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que vocês fiquem cheios de toda a plenitude de Deus. (Efésios 3:18,19) ESPÍRITO SANTO – Irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, peço que lutem juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor (Romanos 15:30) VERDADE PAI – Mas o Senhor é o verdadeiro Deus; ele é o Deus vivo e o Rei eterno. A terra treme diante do seu furor, e as nações não podem suportar a sua indignação. (Jeremias 10:10) – Nas tuas mãos entrego o meu espírito; tu me remiste, Senhor, Deus da verdade. (Salmos 31:5) FILHO – Jesus respondeu: — Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. (João 14:6) – Também sabemos que o Filho de Deus já veio e nos tem dado entendimento para reconhecermos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. (1 João 5:20) ESPÍRITO SANTO – é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Vocês o conhecem, porque ele habita com vocês e estará em vocês. (João 14:17) – — Quando, porém, vier o Consolador, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim. (João 15:26) – Porém, quando vier o Espírito da verdade, ele os guiará em toda a verdade. Ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que ouvir e anunciará a vocês as coisas que estão para acontecer. (João 16:13) UNIDADE A palavra “monoteísmo” foi cunhada apenas no século XVII, contudo é extremamente relevante no resumo do conceito da unidade divina baseado em textos como Dt 6.4; Is 44.6-8, etc. Conhecido como Shemá, Deuteronômio 6:4 diz: “— Escute, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.” O apóstolo Paulo expande esse entendimento quando faz uma explanação sobre o senhorio divino: "Porque, ainda que existam alguns que são chamados de deuses, quer no céu ou sobre a terra — como há muitos “deuses” e muitos “senhores” —, para nós, porém, há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem todas as coisas existem e por meio de quem também nós existimos. 1 Coríntios 8:5,6 Acontece que se temos Deus por Pai, inegavelmente temos por Senhor, o Filho. O Senhorio de Cristo e sua relação com a Criação e sustentação de todas as coisas. Assim, o Criador, é Deus. Assim, ambos compartilham o status de único Deus e Senhor refletido na afirmação de Cristo que, embora distinto do Pai em sua personalidade, é plenamente unido a Ele em sua divindade, tendo declarado: “Eu e o Pai somos um.” (Jo 10.30) – “e quem vê a mim vê aquele que me enviou.” (Jo 12.45) – e “quem vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9). Pois “Ele é a imagem do Deus invisível” (Cl 1.15) “a expressão exata do seu Ser” (Hb 1.3) “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” (Cl 2.9). Em Isaías 43.11 temos a declaração: “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador.” Da mesma forma temos em Isaías 45.5 “Eu sou o Senhor, e não há outro; além de mim não há Deus”. Aqui somos informados que, somente Deus é Senhor e Salvador. Sabemos que Jesus é o Senhor e o Salvador! Portanto, sua divindade no mesmo nível do Pai jamais deveria ser objeto de dúvida. Ele é Aquele que tem “o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2.9-11) “No princípio, Deus criou os céus e a terra.” (Gn 1.1) e a primeira coisa que Deus fez por meio de sua Palavra foi criar a luz e, imediatamente, separá-la das trevas “Então Deus disse: — Haja luz! E houve luz. E Deus viu que a luz era boa e fez separação entre a luz e as trevas.” (Gn 1.3,4). O fato de Deus ser o Criador, faz com que sua divindade seja inquestionável. O fato de Ele ser aquele que traz a luz aos homens torna-se um detalhe ainda mais precioso. Aqui, temos que tal conceito seja um dos grandes argumentos a favor da inquestionável divindade de Cristo. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Jo 1.1) assim começa o “gênesis” joanino remetendo-nos ao “princípio” onde o Logos – Verbo, Palavra – estava com Deus e era Deus. João afirma que “Ele estava no princípio com Deus.” (Jo 1.2) ressaltando sua preexistência e diz que “todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.” (Jo 1.3) até revelar que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14) tirando quaisquer sombras de dúvidas de que o Verbo se refere exatamente a Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.16)! Pois “a vida estava nele e a vida era a luz dos homens” (Jo 1.4) essa luz era boa, “a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina toda a humanidade.” (Jo 1.9). Essa “luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.” (Jo 1.5). Quanto ao mais, sobre a Divindade de Cristo, falaremos disso mais exaustivamente na disciplina: Cristologia. Assim que esse mesmo Deus único já falava de Si mesmo no plural através do nome, Elohim ou Elohîms, como transcrito pelo judeu CHOURAQUI (1995, p. 30,31) onde esclarece que “o paradoxo em virtude do qual o Deus único dos hebreus é designado, na Bíblia, por um nome plural, com ou sem o artigo, Elohîms, os Elohîms.” Embora para quem já esteja familiarizado ao hebraico, Elohim é implicitamente plural, o uso da expressão Elohîms, deixa mais claro o sentido original das Escrituras. Portanto, será o uso comum em nosso material, exceto nos casos em que Elohim seja usado pelos autores citados originalmente a partir de suas obras. Pois nesse caso, é melhor que se mantenha o texto publicado sem modificações. Elohîms é plural de El ou de Eloha, que segundo alguns linguistas esses três termos são sinônimos. Embora não sejam aplicados também aos falsos “deuses” pagãos e até a um homem que tenha autoridade, como era o caso dos juízes, reis, etc. Por exemplo: Ex 4.16; 7.1, segundo uma das interpretações de Gn 6.12. Curso de Teologia Gratuito | Teologia EAD Deseja aprofundar seus conhecimentos bíblicos e teológicos? Então você está no lugar certo! Acesse nossa plataforma de cursos de ensino à distância agora mesmo: Acessar ✓ Cursos completos em videoaulas ✓ Materiais para Download ✓ Avaliações ✓ Certificado ✓ Totalmente Gratuito Referências Bibliográficas BAVINCK, H. Teologia Sistemática: fundamentos teológicos da fé cristã. Santa Bárbara d’Oeste: SOCEP, 2001. BERKHOF, L. Teologia Sistemática. Tradução de Oldayr Olivetti. 4a Edição Revisada. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2012. CHOURAQUI, A. A Bíblia - No Princípio (Gênesis). Tradução de Carlito Azevedo. Rio de Janeiro: Imago Ed., 1995. ERICKSON, M. J. Teologia Sistemática. Tradução de Valdemar Kroker, Tiago Abdala Teixeira Neto Robinson Malkomes. 1a. ed. São Paulo: Vida Nova, 2015. FERREIRA, F.; MYATT, A. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica, e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007. GRUDEM, W. Teologia Sistemática: Atual e Exaustiva. 2a. ed. São Paulo: Vida Nova, 1999. JUSTINO. Justino de Roma: I e II Apologias / Apologias / Diálogo com Trifão. São Paulo: Paulus, 1995. - Coleção Patrística. SEVERA, Z. D. A. Manual de Teologia Sistemática - Revisado e Ampliado. 2a. ed. Curitiba: A.D. Santos Editora, 2014. STRONG, A. H. Teologia Sistemática. 3a Edição Revisada e Ampliada. ed. São Paulo: Hagnos, v. 1, 2008.
- OS NOMES DE DEUS
Os Nomes de Deus “Um Deus é conhecido, em primeiro lugar, por seu nome” (CHOURAQUI, 1990, p. 277), isso nos mostra a importância da revelação dada quando Moisés solicita ao Senhor o seu Nome. ELOHÎMS “O primeiro nome divino escrito na Bíblia é Elohîms” (CHOURAQUI, 1995, p. 30)[1] e é também o mais geral, sugerindo a ideia de poder e prioridade. “A raiz dessa palavra serve para denominar o caneiro ou o carvalho, a força, a vontade suprema” (CHOURAQUI, 1990, p. 277). Às vezes aplicado também a homens e até às divindades pagãs. “A mesma ‘Elohim’ serve também para designar os deuses dos panteões pagãos.” (CHOURAQUI, 1990, p. 277). De acordo com Chouraqui (1995, p. 32, 33), YHWH (ou Yahweh) no hebraico יהוה é o nome pessoal do Elohîms de Israël. A pronúncia original do nome יהוה é praticamente impossível como era nos tempos antigos. Isso devido ao fato de que apenas os sumos-sacerdotes usavam pronunciá-lo quando na celebração do Yom Kippur, o Dia da Expiação. Ele destaca ainda que enquanto alguns linguistas dizem que tal nome se deriva do verbo hava, (que é uma forma arcaica de haya), “ser” significando “aquele que sempre foi” ou “que sempre será”, outros linguistas se apoiam numa raiz árabe hawa, que designando o ar que sopra viram no nome de Deus como “aquele que plana e voa no ar”, e ainda outro grupo de linguistas apresentam suas teses baseando-se dos “nomes antigos yah ou yahou. Martin Buber detecta aí um grito de maravilhamento diante de Yah hou, Yah Ele!”. Josefo (1990, p. 145), que era sacerdote em Jerusalém no período do primeiro século, nos informando sobre a revelação do Nome de Deus dado ao Moisés, relata “mas não me é permitido repetir esse nome”, e então não escreve o nome em sua obra. Chouraqui (1990, p. 278-279) reconhece o mistério da pronúncia do nome, mas lembra que “na Bíblia ele designa o que foi, o que é, o que será absoluto”. Ele ainda diz que o tetragrama “YHWH dá nascimento à forma Ehye, eu serei”, sendo difícil traduzir a frase: “Ehye asher ehye”, “eu serei o que eu serei”. E diz que “a conjunção asher poderia ser traduzida com mais exatidão por dois-pontos, “Eu serei: eu serei”. Diz que “é possível que o nome Ele (hu) seja uma forma antiga do nome Iahweh.”. E, por fim, destaca que “na narrativa do sacrifício de Isaac, o nome Elohim é sempre empregado para designar o Deus de rigor, enquanto Iahweh é o Deus da graça”. YHWH יהוה No Antigo Testamento, Yahweh nos é apresentado por vários nomes compostos como: YHWH Yiré, o SENHOR Proverá (Gn 22.13); YHWH Rapha, o SENHOR que te Sara (Êx 15.26); YHWH Shalom, o SENHOR é Paz (Jz 6.24); YHWH Tsidkenu, SENHOR, Justiça Nossa (Jr 23.6; 33.16); YHWH Shamá, O SENHOR Está Ali (Ez 48.35). Chouraqui (1995, p. 32, 33) diz que o nome Yah é geralmente considerado um diminutivo de IHVH porém que alguns linguistas afirmam se tratar do nome original de Elohîms, e destaca que o uso desse nome é muito raro, sendo usado apenas em textos poéticos. Além disso, sugere que o motivo da cristandade em nossos dias pronunciar Jeová está no fato da tradição judaica ter substituído em suas leituras e liturgias o tetragrama YHWH por Adonai. Quanto a isso, ele diz que “a palavra Adonai é o plural construído a partir de Adon” (CHOURAQUI, 1990, p. 278) Mais singularmente ainda, eles designam-no pelo tetragrama YHWH [Iahweh], [...]. Fora da Bíblia, o nome Iahweh se encontra nas inscrições de Laquis e na de Mesa, rei de Moab. Enquanto El também é um dos deuses dos panteões pagãos, Iahweh é o nome particular do Deus de Israel, o que revelou a Moisés [...]. (CHOURAQUI, 1990, p. 277). O teólogo Louis BERKHOF (2012, p. 49,50) destaca que o Novo testamento tem equivalentes gregos dos nomes do Velho Testamento. THEOS – Para ‘El, ‘Elohim, e ‘Elyon. ‘Elyon é traduzido por Hypsistos Theos [...] Os nomes Shadday e ‘El-Shadday são vertidos para Pantokrator e Theos Pantokrator. KYRIOS – O nome Yahweh é aplicado algumas vezes por variantes de tipo descritivo, como “o Alfa e o Ômega”, “que é, que era, e que há de vir”, “o princípio e o fim”, “o primeiro e o último”, Ap 1.4, 8, 17; 2.8; 21.6; 22.13. Todavia, quanto ao mais, o Novo Testamento segue a Septuaginta, que substitui por ‘Adonai, e o traduz por Kyrios, derivado de kyros, poder. Este nome não tem exatamente a mesma conotação de Yahweh, mas designa a Deus como o Poderoso, Senhor, o Possuidor, o Governador que tem poder e autoridade legal. É empregado não somente som referência a Deus, mas também a Cristo. “Os LXX transcreveram IHVH Elohîms por Kurios ho Téos, ou Kurios Kurios, ou ainda Despotès Kurios.” (CHOURAQUI, 1995, p. 32) PATER – Muitas vezes se diz que o Novo Testamento introduziu um novo nome de Deus, a saber, Pater (Pai). Mas isto, a rigor, não é certo. [...] É utilizado repetidamente no Velho Testamento para designar a relação de Deus com Israel, Dt 32.6; Sl 103,13; Is 63.16; 64.8; Jr 3.4, 19; 31.9; Ml 1.6; 2.10, enquanto que Israel é chamado filho de Deus, Êx 4.22; Dt 14.1; 32.19; Is 1.2; Jr 31.20; Os 1.10; 11.1. Nestes casos o nome expressa a relação teocrática especial que Deus mantém com Israel. Em todos os outros lugares ele serve para expressar a relação especial da primeira Pessoa da Trindade com Cristo, com o Filho de Deus. NOMES PARA DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO[2] Nome Significado Referência Elohim Deus Gênesis 1.1; Salmos 19.1 YHVH, às vezes escrito “Javé”, “Jeová”, “Yavé”, ou “Yehowah” O Tetragrama Sagrado[3] יהוה Gênesis 2.4 El Elyon Deus Altíssimo, o Supremo Gênesis 14.17-20; Isaías 14.13,14 El Roi O Forte que vê Gênesis 16.13 El Shaddai “O Deus Todo-Poderoso” ou “O Deus Onipotente[4]” ou “O Deus de todas as fecundidades”[5] Gênesis 17.1; Salmos 91.1 Jeová Jiré O Senhor Proverá Gênesis 22.13,14 Jeová Rafá O Senhor que nos Cura Êxodo 15.26 Jeová Nissi O Senhor nossa Bandeira Êxodo 17.15 Jeová Makadesh O Senhor, teu Santificador Êxodo 31.13 Jeová Shalom O Senhor é Paz Juízes 6.24 Jeová Rohi O Senhor é o meu Pastor Salmos 23.1 Jeová Sabaoth[6] O Senhor dos Exércitos Isaías 6.1-3 Nome Significado Referência El Olam O Deus Eterno Isaías 40.28-31 Jeová Tsidkenu O Senhor, nossa Justiça Jeremias 23.6; 33.16 Jeová Shamá O Senhor que está Presente Ezequiel 48.35 Adonai[7] Senhor Malaquias 1.6 Comentando sobre Êxodo 20.7 “Não portarás o nome de IHVH, teu Elohîms, em vão”, Chouraqui diz: O respeito do Nome sagrado chegou a tal ponto em Israël que se traduziu por uma interdição absoluta de pronunciá-lo. Somente o grande[8] sacerdote podia fazê-lo, no dia do Grande Perdão[9], no santuário dos santuários[10]. Desde a destruição do Templo ninguém conhece a pronúncia exata do nome sagrado do Elohîms de Israël. O povo da memória reteve tudo, exceto o nome de seu Elohîms. (CHOURAQUI, 1996, p. 246-247) Em seu famoso dicionário bíblico, o professor Jhon DAVIS (1970, p. 303) descreve: Era costume entre os hebreus, quando liam, pronunciar a palavra Adonay, Senhor, em lugar de Jeová [...] Crê-se geralmente que o tetragrama Yhvh era pronunciado Yahveh, porque o nome sagrado Jah, Sl 89. 8, e as formas Yeho, Yo, Yah e Yahu que ocorrem constantemente na formação de nomes próprios, como sejam Jehosaphat, Joshaphat, Shephatiah, podem ser derivados de Yahweh de acordo com as leis da filologia. Yahweh e forma arcaica, e provavelmente representa o Qal, tempo imperativo do verbo hawah que posteriormente tomou a forma hayah, ser ou fazer-se. Se assim for, o verbo hayah quer dizer: "Aquele que existe absolutamente e que manifesta a sua existência e o seu caráter” Êx 3. 13, 15. O criador, o que sustenta todas as cousas e que governa o universo, e o elohim, Deus, que fez o pacto com Abraão, Isaque e Jacó. O Deus da sua fortaleza e das suas esperanças futuras e da sua existência eterna, e o El Shadday, Deus Onipotente; porém, o Deus da revelação e da graça, que habita com o seu povo que o guia e que o defende contra seus inimigos e que recebe a sua adoração, chama-se Jeová. [...] Ocorre pela primeira vez na formação de nomes próprios na palavra Jacobede, que era o nome da mãe de Moisés e de Arão, Êx 6.20. Aparece também na formação da palavra Moriah. Como podemos ver, os hebreus geralmente passaram a receber nomes que faziam alusão ao Nome de Deus e, por isso, são lembrados de que isso não bastava caso não tivessem uma postura digna diante do Senhor: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, me buscar e se converter dos seus maus caminhos, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” (2 Crônicas 7:14, grifo nosso) Muito tempo antes, Jacó havia perguntado pelo “Nome” do Senhor quando passou a noite lutando próximo ao vau de Jaboque: “Jacó disse: — Por favor, diga-me como você se chama. Ele respondeu: — Por que você pergunta pelo meu nome? E o abençoou ali.” (Gênesis 32:29, grifo nosso) Em sua aparição a Moisés na sarça ardente, o Senhor declara: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque teve medo de olhar para Deus.” (Êxodo 3:6, grifo nosso) Assim como Jacó, o servo Moisés decide perguntar sobre o Nome dAquele que o está enviando aos escravos hebreus afim de libertá-los: Moisés disse para Deus: — Eis que, quando eu for falar com os filhos de Israel e lhes disser: “O Deus dos seus pais me enviou a vocês”, eles vão perguntar: “Qual é o nome dele?” E então o que lhes direi? Deus disse a Moisés: — Eu Sou o Que Sou. Disse mais: — Assim você dirá aos filhos de Israel: “Eu Sou me enviou a vocês.” Deus disse ainda mais a Moisés: — Assim você dirá aos filhos de Israel: “O Senhor, o Deus dos seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vocês. Este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração.” (Êxodo 3:13-15, grifo nosso) Logo em seguida, somos informados que a revelação desse nome foi inédita, portanto, sua aplicação aos escritos anteriores está relacionada ao escritor – Moisés – que tinha recebido a revelação do Nome antes de redigir o texto sagrado: “Deus falou a Moisés e lhe disse: — Eu sou o Senhor. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, O Senhor, não lhes fui conhecido.” (Êxodo 6:2,3). “Èhyèh asher èhyèh, Eu sou quem sou, deve portanto compreender-se fora da nossa escala do tempo, simultaneamente como um passado, um presente e um futuro, na intemporalidade dos seus significados.” (CHOURAQUI, 1995, p. 126)[11] “Mas, desde o nascente do sol até o poente, é grande o meu nome entre as nações. Em todos os lugares lhe é queimado incenso e são trazidas ofertas puras, porque é grande o meu nome entre as nações, diz o Senhor dos Exércitos.” – (Malaquias 1.11) Notas [1] ver tópico UNIDADE divina no material da aula sobre ATRIBUTOS DIVINOS. [2] Tabela baseada em (MACARTHUR, 2019, p. 36), (WIERSBE, 2006, p. 272, 276), e (CHOURAQUI, 1990, p. 278) [3] CHOURAQUI (1995, p. 32) transcreve o tetragrama sagrado יהוה por YHVH [4] El Shaddai – “Deus Onipotente” (DAVIS, 1970, p. 303) [5] (CHOURAQUI, 1990, p. 278) [6] Yahweh Tsebhaoth – o SENHOR dos Exércitos. Assim vemos o Cavaleiro montado em seu cavalo branco em Apocalipse, o qual “o seu nome é “Verbo de Deus”. Os exércitos do céu o seguiam” (Apocalipse 19:13,14). Segundo Berkhof, o nome Yahweh Tsebhaoth acha-se muitas vezes em contextos em que os anjos são mencionados: 1 Sm 4.4; 2 Sm 6.2; Is 37.16; Os 12.4, 5; Sl 80.1, 4, 7, 14, 19; 89.6, 8. Os anjos são repetidamente descritos como um exército que circunda o trono de Deus, Gn 28.12; 32.2; Js 5.14; 1 Rs 22.19; Sl 68.17; 103.21; 148.2; Is 6.2. (BERKHOF, 2012, p. 49). Corroborando com essa ideia, (CHOURAQUI, 1990) afirma que “o nome Sebaot entende-se nos sentidos ambivalentes de Deus das milícias celestes, Deus de toda a multidão das criaturas ou das miríades angélicas...” [7] Adon – possui vários significados, entre eles: governo, firme, forte, senhor, chefe, marido, mestre, etc. Sendo usado tanto para Deus ou homens poderosos como reis, príncipes, etc. [8] Sumo sacerdote [9] Yom Kippur – O Dia da Expiação [10] O Santo dos Santos – Santíssimo Lugar, após o véu, dentro do Tabernáculo/Templo [11] Livro: Moisés - Profeta do Mundo Moderno? Curso de Teologia Gratuito | Teologia EAD Deseja aprofundar seus conhecimentos bíblicos e teológicos? Então você está no lugar certo! Acesse nossa plataforma de cursos de ensino à distância agora mesmo: Acessar ✓ Cursos completos em videoaulas ✓ Materiais para Download ✓ Avaliações ✓ Certificado ✓ Totalmente Gratuito Referências Bibliográficas BERKHOF, L. Teologia Sistemática. Tradução de Oldayr Olivetti. 4ª Edição Revisada. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2012. CHOURAQUI, A. A Bíblia - No Princípio (Gênesis). Tradução de Carlito Azevedo. Rio de Janeiro: Imago Ed., 1995. CHOURAQUI, A. Moisés - Profeta do Mundo Moderno? Tradução de Filipe Duarte. Lisboa: Instituto Piaget, 1995. CHOURAQUI, A. Os Homens da Bíblia. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Compahia das Letras: Círculo do Livro, 1990. Coleção: A Vida Cotidiana. DAVIS, J. D. Dicionário da Bíblia. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1970. JOSEFO, F. História dos Hebreus. Tradução de Vicente Pedroso. Rio de Janeiro: CPAD, 1990. MACARTHUR, J. Comentário Bíblico MacArthur: desvendando a verdade de Deus, versículo a versículo. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2019. WIERSBE, W. W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento: Pentateuco / Warren W. Wiersbe. Tradução de Suzana E. Klassen. 1a. ed. Santo André, SP: Geográfica Editora, v. I, 2006.
- TEONTOLOGIA
TERMINOLOGIA Etimologicamente a palavra Teontologia provém do grego Theos gr. = Deus; Onto gr. = Ente, Pessoa ou Ser; Logia gr. = Tratado, Estudo, Doutrina ou Fala. Sendo assim, o termo Teontologia pode ser definido como o “Estudo a respeito da Pessoa de Deus”. A Teontologia é a ciência que estuda a Pessoa de Deus Pai em todas as suas perspectivas. Ou seja, estuda suas características em geral, tais como sua personalidade, sua natureza, seu caráter, seus atributos e sua essência (O Amor). Para CHAFER (2003, p. 159) a Teontologia é a Doutrina acerca daquilo que pode ser conhecido sobre a existência das pessoas e das características do Deus triúno - Pai, Filho e Espírito e totalmente à parte das obras deles. Assim ele define: “O termo teontologia é uma designação mais ou menos moderna que representa o ponto de partida lógico no estudo da Teologia Sistemática, por ser, como é, o seu tema principal, a saber, uma investigação científica daquilo que pode ser conhecido sobre a existência, as pessoas e as características do Deus triúno - Pai, Filho e Espírito Santo.” (CHAFER, 2003, p. 165) É importante salientar que nós cremos no Deus vivo (Dt 5.26; Jo 3.10; Dn 6.27; At 14.15; 2Co 6.16; 1Tm 3.15; 6.17). “O Deus de Israel é o Criador e Soberano absoluto de todas as coisas. A LXX expressa isso enfatizando o termo kyrios e palavras relacionadas, tais como despótês e basileus” (KITTEL e FRIEDRICH, 2013, p. 365) O TEÍSMO E AS COSMOVISÕES CONTRÁRIAS À TEONTOLOGIA Apresentando o Teísmo e suas objeções, Norman Geisler (2010, p. 16-17) faz o seguinte esquema: Ateísmo: Não Existe Deus algum, nem dentro, nem além do Universo. Alguns dos nomes mais famosos do Ateísmo são Karl Marx, Friedrich Nietzsche e Jean-Paul Sartre. Panteísmo: Deus é o Próprio Universo (Ele é Tudo). Deus é o universo e o universo é Deus. Essa ideia é defendida pelo Hinduísmo, Zen Budismo, Ciência Cristã, e pela maioria das religiões derivadas da Nova Era. Pan-en-teísmo: Deus Está no Universo. É chamado de “Teísmo Bipolar” pois além do universo físico real, existe outra pilastra que é o potencial eterno e infinito de Deus. E, por sustentar que Deus está em um constante processo de mudança, também é chamado de “Teologia do Processo”, defendida por Alfred North Whitehead, Charles Hatsborne e Schubert Ogden. Isso é bem semelhante ao “Teísmo Aberto” que se originou na “Teologia do Processo” e defende que o futuro não está completamente definido, alocando a ideia de que Deus saberia o futuro, mas não todo o futuro. No Brasil, o “Teísmo Aberto” é defendido por Ricardo Gondim e Ed René Kivitz. Deísmo: Deus Está além do Universo, mas não dentro dele. Em suma, Deus criou o mundo, mas Ele não se envolve com o mundo criado. É representado por pensadores como François Voltaire, Thomas Jefferson e Thomas Paine. Deísmo Finito: Um Deus Finito Existe tanto além, quanto dentro dos Limites do Universo. Alguns defensores dessa ideia são John Stuart Mill, William James e Peter Bertocci. Politeísmo: Existem muitos Deuses além deste Mundo, como também dentro dele. Os principais defensores do Politeísmo são os gregos antigos, os mórmons e os neo-pagãos (como os wiccas). O Henoteísmo é uma derivação do Politeísmo. Teísmo: Um Deus Pessoal e Infinito que Existe tanto dentro como além do Universo. Essa é a postura tradicional das religiões monoteístas; do Judaísmo, do Cristianismo e do Islamismo. Em suma, Deus está antes, sobre, além e acima de todas as coisas. O Ser de Deus Em uma sucinta definição: “Deus é Espírito Pessoal, perfeitamente bom, que, em santo amor, cria, sustenta e dirige tudo.” (LANGSTON, 1999, p. 33) NOSSO DEUS É: Pessoal Único Criador Eterno Autoexistente Imutável Infinito Transcendente Imanente Curso de Teologia Gratuito | Teologia EAD Deseja aprofundar seus conhecimentos bíblicos e teológicos? Então você está no lugar certo! Acesse nossa plataforma de cursos de ensino à distância agora mesmo: essa ✓ Cursos completos em videoaulas ✓ Materiais para Download ✓ Avaliações ✓ Certificado ✓ Totalmente Gratuito Referências Bibliográficas CHAFER, L. S. Teologia Sistemática. 1ª. ed. São Paulo: Hagnos, v. 1-4, 2003. GEISLER, N. L. Teologia Sistemática. 1ª. ed. Rio de Janeiro: CPAD, v. 1, 2010. KITTEL, G.; FRIEDRICH, G. Dicionário Teológico do Novo Testamento. São Paulo: Cultura Cristã, 2013. LANGSTON, A. B. Esboço de Teologia Sistemática. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Juerp, 1999.
- Quantos manuscritos da Bíblia existem ainda hoje?
Manuscritos da Bíblia Temos mais de 5900 manuscritos[1] do novo testamento em grego entre completos e fragmentados existentes ainda hoje. A cópia era uma ação repetitiva e devia-se agir com fidelidade máxima ao texto original. Falando sobre o texto do Novo Testamento, Merril Frederick Unger (2006, p. 714) diz que “pode-se encontrá-lo em quase cinco mil manuscritos (cópias manuscritas) gregos e em mais de dez mil manuscritos que são cópias de versões mais antigas, além de milhares de citações dos Pais da Igreja.” Quando os manuscritos são comparados, existe toda uma ciência competente para averiguação do conteúdo, como a Paleografia – que nos permite datar um manuscrito e ver sua origem geográfica – os manuscritos provenientes do Egito tinham determinadas características paleográficas, já os manuscritos provenientes do Ocidente ou do mundo cristão antigo tinham características paleográficas distintas. É uma ciência muito ampla e nos permite ter certezas ao estudar as variantes textuais, a Codicologia que é o estudo dos documentos manuscritos ou impressos, tanto em pergaminho como em papel, encadernados em formato de livro (códice). A Codicologia – que é uma ramificação da Paleografia – tem como objeto de estudo o códice ou codex e trabalha com a sua descrição técnica e análise. O estudo de Codicologia deve situar o códice de modo a entender a transmissão do texto e a sua funcionalidade de leitura. Portanto, temos uma grande variedade de ciências que dão suporte ao estudo dos antigos escritos: a) objetos: a Numismática (moedas), a Esfragística (selos) e a Heráldica (brasões); b) fatos ou circunstâncias: a Teologia, a Sociologia, a Etnologia, a Economia Política, a Cronologia (calendários) e a Metrologia (padrões de medida), entre outros; c) fontes escritas: a Paleografia, a Papirologia, a Epigrafia e a Codicologia.[2] Papirologia: o estudo dos papiros, que foi o suporte para escrita mais utilizado na Antiguidade. Esta ciência trata da leitura, conservação e interpretação dos papiros; Epigrafia: o estudo da escrita em materiais sólidos, como madeira, pedra e metal; Codicologia: o estudo dos documentos manuscritos ou impressos, em pergaminho ou papel, encadernados em forma de livro (códice).[3] Além disso, deve estudar as diferentes etapas de produção do códice, desde a fabricação dos suportes de escrita, passando pelas técnicas de manufatura da encadernação, das páginas e de cópia, pelos tipos de textos transmitidos, até o curso do tempo e da história das instituições que levaram à sua destruição ou à sua preservação até aos dias de hoje, que nos permite estudar o manuscrito em si. Sabendo sua procedência, a data em que foi copiado, as influências textuais sofridas. Por exemplo, comparando os manuscritos com os Pais da Igreja, pois sabemos onde e em que época eles viviam, dessa forma, se existe afinidade entre o texto e o pai da igreja então há claras evidências de que aquele manuscrito tenha vindo daquela região e daquele período aproximado. “Falando a respeito dos quatro Evangelhos em específico, existem 19.368 citações dos Pais [da Igreja] desde o final do primeiro século para frente.” (GEISLER, 2010, p. 429) Segundo Blomberg (2009, p. 14), a expressão “codex” trata-se de um termo que corresponde a “livro”. Também é chamado “Códice”. Por exemplo: "Os três manuscritos mais conhecidos da Septuaginta são: o Vaticano (Codex Vaticanus), do séc. IV; o Alexandrino (Codex Alexandrinus), do séc. V, atualmente no Museu Britânico de Londres; e o do Monte Sinai (Codex Sinaiticus), do séc. IV, descoberto por Tischendorf no convento de Santa Catarina, no Monte Sinai, em 1844 e 1849, sendo que parte se encontra em Leipzig e parte em São Petersburgo. Todos foram escritos em unciais. O Codex Vaticanus é o mais puro dos três; é geralmente tido como o texto mais antigo, embora o Codex Alexandrinus carregue consigo o texto da Hexápla e tenha sido alterado segundo o texto massorético. O Codex Vaticanus é referido pela letra B; o Codex Alexandrinus, pela letra A; e o Codex Sinaiticus, pela primeira letra do alfabeto hebraico (aleph) ou S. A Biblioteca Nacional de Paris possui também um importante palimpsesto manuscrito da Septuaginta, o Codex Ephraemi Rescriptus (designado pela letra C) e dois manuscritos de menor valor (64 e 114), em cursivas, um pertencente ao séc. X ou XI e o outro, ao séc. XIII (Bacuez e Vigouroux, 12ª ed., nº 109). " [4] As Unciais “são escritos sobre pergaminho em um estilo de letra maiúscula, usadas nos manuscritos do NT até c.800. Existem cerca de trezentas unciais.” (UNGER, 2006, p. 714) A grande variedade de manuscritos da Bíblia Norman Geisler destaca a credibilidade do texto bíblico: “Os escritos clássicos da Grécia e de Roma ilustram de modo extraordinário o caráter da preservação dos manuscritos bíblicos. Em contraposição ao número total de mais de 5 mil manuscritos, do Novo Testamento conhecidos hoje, outros livros históricos e religiosos do mundo antigo praticamente desaparecem. Só 643 exemplares da Ilíada de Homero sobreviveram em forma de manuscrito. Da História de Roma, de Tito Lívio, restaram apenas 20 exemplares, e a obra Guerras gálicas, de César, só se conhece mediante 9 ou 10 manuscritos. Da obra de Tucídides, Guerra do Peloponeso, dispomos em apenas 8 manuscritos; as Obras de Tácito só podem ser encontradas em 2 manuscritos. Uma pesquisa das evidências em manuscritos do Antigo Testamento, embora não sejam tão numerosas como as do Novo, revela a natureza e a comprovação documentária dos textos originais da Bíblia hebraica.” (GEISLER e NIX, 2006, p. 135) Notas [1] Panorama da Bíblia, Rio de Janeiro, CPAD, 2016, pág. 3 [2] In: ACIOLI, V. L. C. A escrita no Brasil Colônia: um guia para leitura de documentos manuscritos. Recife: UFPE/ Editora Massangana, 1994, p. 6. [3] (DIAS, 2005) [4] M.M. BACUEZ e Vigouroux, Manuel Biblique Ou Cours Décriture Sainte, Paris, Éditeur: A. Ropger et F. C. – Paris, 1901. Curso de Teologia Gratuito | Teologia EAD Deseja aprofundar seus conhecimentos bíblicos e teológicos? Então você está no lugar certo! Acesse nossa plataforma de cursos de ensino à distância agora mesmo: www.cursobiblicoonline.com.br/acessar ✓ Cursos completos em videoaulas ✓ Materiais para Download ✓ Avaliações ✓ Certificado ✓ Totalmente Gratuito Fontes e Referências BLOMBERG, C. L. Questões Cruciais do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009. DIAS, E. N. A História, a Codicologia e os Reclames. Arquivo Público do Estado de São Paulo, 2005. Disponivel em: . Acesso em: 21 Agosto 2020. GEISLER, N. L. Teologia Sistemática. 1a. ed. Rio de Janeiro: CPAD, v. 1, 2010. GEISLER, N. L.; NIX, W. Introdução Bíblica: como a Bíblia chegou até nós. São Paulo: Editora Vida, 2006. UNGER, M. F. Manual Bíblico Unger. São Paulo: Vida Nova, 2006. Baixe este artigo em PDF
- Salvo pelo fogo – Explicação de 1 Coríntios 3
–Artigo de Bible Highlighter (Traduzido e publicado aqui com autorização do autor para Felipe Morais) Em 1 Coríntios 3, Paulo confronta aqueles crentes na igreja de Corinto que estão vivendo nos pecados de "inveja e contenda", conforme declarado em 1Coríntios 3:3. Estes são exatamente os mesmos pecados listados em Gálatas 5:19-21 entre "as obras da carne", onde Paulo adverte que "os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus". Clique para ampliar e baixar Paulo identifica os coríntios como o edifício de Deus, dizendo em 1Coríntios 3:9: "vós sois edifício de Deus". Ele então acrescenta a solene advertência em 1Coríntios 3:17, "Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá", o que está em paralelo com o próprio ensino de Jesus de que o pecado é o que contamina uma pessoa em Marcos 7:20-23. Paulo aplica isso diretamente aos crentes em Corinto que estavam justificando a inveja e a contenda, mostrando que o pecado continuado os coloca sob a ameaça de destruição em vez de segurança garantida. Isso segue o mesmo padrão condicional encontrado em Jeremias 18, onde Deus dá advertências reais com consequências reais, dependendo das escolhas daqueles que ouvem a Sua Palavra. Os materiais na parábola de Paulo representam a condição espiritual das próprias pessoas. Paulo diz explicitamente em 1Coríntios 9:1, "Não sois vós a minha obra no Senhor?", o que mostra que os coríntios são a própria obra que ele está edificando ①. Ele também se identifica como um construtor em 1Coríntios 3:10, dizendo, "segundo a graça de Deus que me foi dada, como sábio mestre de obras, lancei o fundamento". Pelo fato de ele ser o construtor, a declaração em 1Coríntios 3:15 de que um homem "será salvo, todavia, como que pelo fogo" se refere ao construtor que sofre perda quando sua obra falha no teste. Neste caso, Paulo será salvo através do fogo, mesmo que alguns daqueles a quem ele ministrou se desviem. Contudo, os coríntios, que são o edifício e o templo, são advertidos de que se continuarem justificando a inveja e a contenda, serão destruídos, assim como Jeremias adverte que Deus reverterá a bênção quando Seu povo se voltar para o mal (Jeremias 18). Este mesmo princípio se aplica a nós hoje. Quaisquer crentes aos quais pregamos o evangelho e que aceitam a verdade podem mais tarde se tornar ouro, prata, pedras preciosas, ou podem se tornar feno e palha. Aqueles crentes que ajudamos a trazer para a fé, se mais tarde eles continuarem a justificar o pecado e se recusarem a se arrepender, serão como feno e palha e serão destruídos no Lago de Fogo (1Coríntios 3:17), embora nós mesmos possamos ser salvos através do fogo se permanecermos fiéis. Em outras palavras, não seremos responsáveis pelos pecados deles se os colocarmos no caminho certo e permanecermos fiéis ao fundamento de Cristo. ① Nota lateral. Em 1Coríntios 3, Paulo também diz, "vós sois a lavoura de Deus", significando que eles são o campo de Deus. Isso se conecta diretamente à Parábola do Joio de Jesus em Mateus 13, onde o Senhor explica o que acontece dentro de Seu reino na hora do julgamento. Jesus diz: Mateus 13:41-42: "Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem a iniquidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes." Aqui Jesus diz: "O Filho do homem" (este é Jesus), "mandará os seus anjos", e "eles colherão do 'seu' reino" (o reino de Cristo, porque diz 'Seu') "tudo o que causa escândalo, e os que cometem a iniquidade" (aqueles que cometem pecado e recusam o arrependimento), e "lançá-los-ão na fornalha de fogo" (o Lago de Fogo no julgamento final). Jesus está claramente descrevendo indivíduos que estão dentro de Seu reino, mas continuam no pecado, e que são colhidos e condenados no fim. Assim como um campo pode produzir trigo ou joio, os crentes que permanecem no pecado podem ser removidos do reino de Cristo no julgamento final se escolherem a iniquidade em vez da obediência. Isso se encaixa perfeitamente com a advertência de Paulo em 1Coríntios 3 de que os coríntios, que são o campo de Deus e o edifício de Deus, devem se afastar da inveja e da contenda ou enfrentar a destruição. ② __________ ② Nota do Tradutor: Sendo assim, o "sofrer perda" e "ser salvo pelo fogo" refere-se ao pregador/líder (o construtor), enquanto a "destruição" refere-se ao membro da igreja que vive em pecado (o edifício/templo que ele mesmo destrói com a iniquidade – Ezequiel 33:18; Mateus 7:23 – e Deus o destruirá no Lago de Fogo). O que mostra que os coríntios mesmos são a obra e o perigo reside em justificar o pecado e recusar o arrependimento. Vídeo Relacionado
- Reconheceremos as pessoas no céu? A Verdade Bíblica sobre a Eternidade
Reconheceremos as Pessoas no Céu? A Resposta Bíblica Que Trará Paz ao Seu Coração *[O termo "céu" usado neste artigo se refere ao "Reino dos Céus"] Uma das maiores angústias que enfrentamos ao perder alguém que amamos é a incerteza do amanhã. O luto nos faz olhar para o alto e perguntar: reconheceremos as pessoas no céu? Será que vou abraçar minha mãe, meu filho ou meu cônjuge e saber exatamente quem eles são? Se você está buscando respostas, saiba que essa é uma das dúvidas mais comuns entre os cristãos. A boa notícia é que a Palavra de Deus não nos deixa no escuro sobre o nosso futuro. Neste artigo, vamos mergulhar profundamente nas Escrituras para entender como será a nossa mente, a nossa identidade e os nossos relacionamentos na Glória. Prepare-se para descobrir que a eternidade é muito mais relacional e consciente do que você imagina. O Mito da "Amnésia Celestial": Entendendo Apocalipse 21:4 Muitas pessoas, ao tentarem explicar como não haverá tristeza no paraíso, acabam criando uma doutrina que não existe na Bíblia: a ideia de que Deus apagará a nossa memória. O versículo mais usado, muitas vezes fora de contexto, para defender isso é: "E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas." (Apocalipse 21:4 - ACF) O argumento é que, se lembrarmos do nosso passado na Terra, inevitavelmente sofreremos. Portanto, para "enxugar as lágrimas", Deus precisaria deletar nossas memórias, como se passássemos por uma lavagem cerebral divina. Mas será que é isso mesmo que o texto ensina? A resposta é um sonoro não. A expressão "limpar toda a lágrima" não indica apagar a memória, mas sim que não sofreremos mais pelas dificuldades passadas. Na eternidade, teremos uma perspectiva redimida. Lembraremos de quem fomos e do que passamos, mas veremos tudo através das lentes da graça, da justiça e da soberania perfeita de Deus. A dor será substituída por uma gratidão eterna pela salvação (ver vídeo sobre "A Nova Jerusalém" de Apocalipse 21. Comparativo: A Visão Distorcida vs. A Verdade Bíblica A Visão Distorcida (Mito) A Verdade Bíblica (Fato) Perderemos nossa identidade individual. Manteremos nossa identidade, agora glorificada. Esqueceremos quem amamos na Terra. Nossos laços em Cristo serão aperfeiçoados. Não teremos memórias da vida terrena. Lembraremos do passado para louvar a redenção divina. O fim do choro significa fim da memória. O fim do choro significa a cura total da dor e do luto. 3 Provas de que Lembraremos das Pessoas na Eternidade Para afirmar que conheceremos as pessoas na etenidade, não precisamos de achismos. A Bíblia nos fornece evidências claras de que a identidade pessoal sobrevive à morte física. 1. O Banquete com Abraão, Isaque e Jacó Jesus frequentemente usava a figura de um grande banquete para ilustrar o Reino dos Céus. Em uma de suas declarações mais contundentes, Ele diz: "Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus;" (Mateus 8:11 - ACF) Pense na lógica desta promessa. Que sentido faria Jesus prometer que sentaríamos à mesa com figuras históricas específicas se, ao chegarmos lá, não soubéssemos quem eles são? A promessa de comunhão exige reconhecimento. Se vamos reconhecer patriarcas que nunca vimos, com certeza reconheceremos aqueles com quem dividimos a vida: 1 Tessalonicenses 4:14: A Promessa da Ressurreição e do Arrebatamento dos Crentes. 2. O Monte da Transfiguração No episódio da Transfiguração, vemos um vislumbre maravilhoso de como será o estado glorificado. "E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. E Pedro, respondendo, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui..." (Mateus 17:3-4a - ACF) Moisés e Elias haviam deixado a Terra séculos antes. Os discípulos (Pedro, Tiago e João) nunca haviam visto o rosto deles, pois não existiam fotografias na época. No entanto, no ambiente de glória, o reconhecimento foi imediato. A identidade deles estava intacta e plenamente reconhecível. 3. A Certeza do Rei Davi no Luto Quando o filho recém-nascido do Rei Davi faleceu, Davi tomou uma atitude que surpreendeu seus servos. Ele parou de jejuar, lavou-se e foi adorar a Deus. A sua justificativa é uma das declarações de esperança mais lindas do Antigo Testamento: "Porém, agora que está morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim." (2 Samuel 12:23 - ACF) Davi não estava apenas dizendo "eu também vou morrer um dia". Ele estava expressando a profunda convicção de um reencontro consciente. Ele sabia que veria e reconheceria seu filho novamente. A Memória na Eternidade: A Parábola do Rico e Lázaro Jesus nos conta a história de dois homens que morreram e foram para realidades distintas no além (Lucas 16:19-31). Mesmo sendo uma narrativa sobre o estado intermediário antes do juízo final, ela nos ensina muito sobre a consciência após a morte. O homem rico, estando em tormentos, levanta os olhos e reconhece Abraão de longe, e também Lázaro em seu seio. Mais do que isso, o rico se lembra dos seus cinco irmãos que ainda estavam vivos na Terra. Se até mesmo no estado de perdição a memória e a identidade são preservadas, quanto mais no estado de glória celestial, onde nossa mente será plenamente restaurada e livre das limitações do pecado? O Consolo de Paulo: Por que ter esperança? O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos de Tessalônica que estavam desesperados com a morte de seus irmãos na fé. Ele os ensina sobre o arrebatamento e a ressurreição para trazer alento. "Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras." (1 Tessalonicenses 4:17-18 - ACF) A chave aqui está na palavra "juntamente". O consolo cristão não é apenas que a pessoa que faleceu está bem com Deus. O consolo é que nós estaremos juntos novamente. Se na eternidade fôssemos espíritos sem rosto e sem memória vagando pelo cosmos, as palavras de Paulo não trariam consolo algum. A Adoração Exige Memória Como poderíamos louvar a Deus pela salvação se não lembrássemos do que fomos salvos? Em Apocalipse 5:9, os redimidos cantam que foram comprados por Deus, de toda tribo, língua e nação. Eles sabem de onde vieram. Eles sabem que foram perdoados. A nossa memória terrena será o combustível para a nossa adoração eterna. A diferença é que a lembrança do passado não trará amargura, mas sim um deslumbre com a maravilhosa graça de Cristo. As Pessoas Também Perguntam As minhas memórias ruins serão apagadas na eternidade? Não há indícios de que Deus aplicará uma "amnésia" seletiva. O que a Bíblia garante é que as memórias não causarão mais dor, pranto ou sofrimento (Apocalipse 21:4). Você verá sua história inteira sob a luz da justiça e do amor redentor de Deus. Como será o nosso corpo no reino dos céus? Vamos nos reconhecer fisicamente? Sim. A Bíblia diz que teremos corpos glorificados, semelhantes ao corpo de Jesus após a ressurreição (Filipenses 3:21). Jesus era perfeitamente reconhecido por seus discípulos após ressuscitar. Seremos nós mesmos, mas sem as falhas, doenças e limitações causadas pelo pecado. E se alguém que eu amo não estiver no céu, eu vou sofrer? Esta é uma das perguntas mais difíceis. A teologia nos ensina que, no reino dos céus, o nosso amor e o nosso senso de justiça estarão perfeitamente alinhados com o caráter de Deus. Não haverá tristeza no paraíso. Confiaremos plenamente nos justos juízos do Senhor, e a Sua presença suprirá toda e qualquer falta. Conclusão A angústia de perder alguém é real, mas a esperança cristã também é. Após essa jornada pelas Escrituras, fica evidente que reconheceremos as pessoas no céu. A morte não tem o poder de destruir a nossa identidade ou de apagar a bela história que Deus escreveu na nossa vida e nos nossos relacionamentos cristãos. A eternidade não é um oceano de esquecimento. É o lugar da comunhão perfeita, onde sentaremos à mesa com os patriarcas, veremos os heróis da fé e, pela graça de Deus, abraçaremos novamente aqueles que partiram no Senhor. O luto de hoje dará lugar à alegria de um reencontro que nunca mais terá fim. Você tem alguma dúvida sobre a vida eterna ou perdeu alguém e encontrou consolo nesta mensagem? Deixe seu comentário abaixo ou compartilhe este artigo com alguém que precisa de uma palavra de esperança hoje. O consolo da Palavra de Deus precisa alcançar mais corações! Curso de Teologia Gratuito | Teologia EAD Deseja aprofundar seus conhecimentos bíblicos e teológicos? Então você está no lugar certo! Acesse nossa plataforma de cursos de ensino à distância agora mesmo: ✓ Cursos completos em videoaulas ✓ Materiais para Download ✓ Avaliações ✓ Certificado ✓ Totalmente Gratuito Vídeo explicativo sobre o tema
- Introdução à Teologia: Guia Completo sobre os Prolegômenos Teológicos
O estudo da teologia cristã não é uma tarefa que se inicia de forma aleatória ou sem fundamentos sólidos. Antes de explorar as profundas doutrinas sobre a divindade, a humanidade ou o destino final do universo, o estudante deve passar por uma etapa preparatória essencial conhecida como Prolegômenos. O que são os Prolegômenos? O termo "prolegômenos" deriva do grego e significa, literalmente, "primeiras palavras" ou "considerações preliminares" (STURZ, 2012, p. 21). Em uma obra de teologia sistemática, eles funcionam como um prefácio necessário que estabelece os parâmetros, a ênfase e as limitações do estudo. Como observa Sturz (2012, p. 21), iniciar o pensamento teológico sem esses parâmetros é como entrar em uma "terra de ninguém", onde não há recursos para remediar erros fundamentais, pois as conclusões estariam baseadas em premissas obscuras. Portanto, os prolegômenos servem para "limpar o terreno", definindo o método e a fonte de autoridade antes de qualquer construção doutrinária (RYRIE, 2003, p. 15). Definição e Escopo da Teologia Etimologicamente, a palavra Teologia é composta pelos vocábulos gregos theos (Deus) e logos (palavra, discurso ou razão). Em seu sentido mais estrito, refere-se ao discurso racional sobre Deus (CHAFER, 2003, v. 1, p. 47). No entanto, o conceito foi ampliado para abarcar não apenas a pessoa de Deus, mas também suas obras e a relação entre o Criador e a criação. Augustus Strong define a teologia como "a ciência de Deus e das relações entre Deus e o universo" (STRONG, 2007, v. 1, p. 29). Para ser considerada uma ciência, ela não deve ser vista apenas como um acúmulo de sentimentos, mas como a disposição lógica e sistemática de fatos comprovados a respeito de Deus, sendo historicamente intitulada como a "a maior de todas as ciências" (CHAFER, 2003, v. 1, p. 5). A Possibilidade da Teologia: Revelação e Razão Fazer teologia só é possível porque Deus, embora infinito e transcendente, escolheu voluntariamente se dar a conhecer à humanidade finita. Esse processo é chamado de revelação. Sem a iniciativa divina, o ser humano seria incapaz de alcançar o conhecimento de Deus por seus próprios esforços (THIESSEN, 2001, p. 10). A teologia tradicional divide a revelação em duas categorias principais: Revelação Geral: É a manifestação de Deus disponível a todas as pessoas, em todos os lugares e tempos, através da natureza, da história e da consciência humana (ERICKSON, 1997, p. 43). Ela revela o "eterno poder e a deidade de Deus" (SPROUL, s.d., p. 24), e é dirigida a todos os homens (BAVINCK, 2001, p. 39). Revelação Especial: Consiste em comunicações particulares de Deus a pessoas específicas, culminando na encarnação de Jesus Cristo e no registro das Escrituras Sagradas (ERICKSON, 1997, p. 43). É através desta revelação que se obtém o conhecimento redentor (HORTON, 2013, p. 43). A teologia também faz uso da razão humana, mas uma razão que deve ser exercida com humildade e sob a iluminação do Espírito Santo, reconhecendo que a Escritura, e não a mente humana, é o padrão final da verdade (GRUDEM, 1999, p. 25). A Necessidade da Teologia Por que precisamos sistematizar nossas crenças? Os teólogos apontam razões intelectuais e práticas: O Instinto Organizador do Intelecto: A mente humana busca naturalmente unificar e harmonizar seus conhecimentos. Como afirma Campos (s.d., p. 16), o intelecto não se contenta com fatos isolados, mas busca uma visão sistêmica da verdade. Desenvolvimento do Caráter: A sã doutrina é a base para uma vida cristã inteligente e santificada. O conhecimento correto de Deus protege o crente de ser levado por "ventos de doutrina" (THIESSEN, 1989, p. 8-9). Apologética e Missões: Uma teologia bem estruturada é essencial para a defesa da fé contra ataques externos e para a comunicação clara do Evangelho ao mundo (CHAFER, 2003, v. 1, p. 10). As Divisões da Teologia A "teologia é uma disciplina complexa, que reúne uma série de áreas relacionadas umas às outras" (MCGRATH, 2005, p. 180). Dessa forma, podemos dizer que a arquitetura teológica é composta por ramos interconectados que auxiliam na compreensão do todo: Teologia Exegética: Foca na extração do significado original dos textos bíblicos através do estudo das línguas originais (PEARLMAN, 2006, p. 10). Teologia Bíblica: Divide-se em Teologia Bíblica do Antigo Testamento e Teologia Bíblica do Novo Testamento. Estuda a revelação de Deus de forma progressiva, respeitando o contexto histórico de cada autor bíblico (BRUNELLI, 2016, v. 1, p. 10). Teologia Histórica: Investiga como a igreja entendeu e formulou suas doutrinas ao longo dos séculos (ALLISON, 2017, p. 29). Teologia Sistemática: Organiza os ensinos bíblicos por temas (como a Doutrina de Deus, Cristo, Salvação), buscando formar um sistema coerente (BERKHOF, 2012, p. 39). Teologia Prática: Aplica as verdades teológicas à vida da igreja, englobando a ética, liderança e cuidado pastoral (MCGRATH, 2005, p. 184). Conclusão A teologia não é apenas um exercício acadêmico; seu alvo final é a transformação do ser humano e a criação da imagem de Cristo no crente (STURZ, 2012, p. 34). Através dos prolegômenos, estabelecemos que a base de toda verdade é a autorrevelação de Deus, e que o objetivo supremo do teólogo é conhecer a Deus para adorá-Lo e servi-Lo com maior fidelidade. Curso de Teologia Gratuito | Teologia EAD Deseja aprofundar seus conhecimentos bíblicos e teológicos? Então você está no lugar certo! Acesse nossa plataforma de cursos de ensino à distância agora mesmo: ✓ Cursos completos em videoaulas ✓ Materiais para Download ✓ Avaliações ✓ Certificado ✓ Totalmente Gratuito ⦿ Baixe este artigo completo para conhecer: Referências Bibliográficas ALLISON, Gregg R. Teologia histórica: uma introdução ao desenvolvimento da doutrina cristã. Tradução de Daniel Kroker e Thomas de Lima. São Paulo: Vida Nova, 2017. BAVINCK, Herman. Teologia sistemática. Tradução de Vagner Barbosa. Amsterdã: SOCEP, 2001. BERKHOF, Louis. Teologia sistemática. São Paulo: Cultura Cristã, 2012. BRUNELLI, Walter. Teologia para pentecostais: uma teologia sistemática expandida. Volume 1. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2016. CAMPOS, Geraldo Magela C. S. Teologia em perguntas e respostas. [s.l.]: [s.n.], s.d. CHAFER, Lewis Sperry. Teologia sistemática. Volumes 1 e 2. São Paulo: Hagnos, 2003. ERICKSON, Millard J. Introdução à teologia sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1997. GRUDEM, Wayne. Manual de teologia sistemática. São Paulo: Vida Nova, 1999. HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia sistemática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2013. McGRATH, Alister E. Teologia sistemática, histórica e filosófica: uma introdução à teologia cristã. São Paulo: Shedd Publicações, 2005. PEARLMAN, Myer. Teologia sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. RYRIE, Charles C. Teologia básica: ao alcance de todos. São Paulo: Mundo Cristão, 2003. SPROUL, R. C. Somos todos teólogos: uma introdução à teologia sistemática. São José dos Campos: Fiel, s.d. STRONG, Augustus Hopkins. Teologia sistemática. Volume 1. São Paulo: Hagnos, 2007. STURZ, Richard Julius. Teologia sistemática. São Paulo: Vida Nova, 2012. THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em teologia sistemática. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1989.
- Quando os Evangelhos foram escritos? Qual a data de publicação dos Evangelhos?
Apresentação — O presente artigo trata-se de uma pesquisa exaustiva feita pelo Dr. Wilbur Norman Pickering, acerca das Declarações de data de publicação dos 4 Evangelhos, publicada com autorização. Vale observar que a data em que foram escritos pode ser muito anterior à data de publicação. [Nota introdutória: Felipe Morais] Declarações de data de publicação (colofões de data) Wilbur N. Pickering, ThM PhD Ao final de cada um dos quatro Evangelhos no meu texto grego (de acordo com a Família 35), há uma nota de rodapé que começa: “Nos colofões, f 35 [50%] consta: ‘publicado oito [ou dez, quinze, trinta e dois] anos após a ascensão de Cristo’.” Recentemente, um correspondente me pediu a fonte dessa informação. Ao procurá-la, finalmente a encontrei na edição de Marcos de Legg ( Novum Testamentum Graece Secundum Westcotto-Hortianum. Evangelium Secundum Marcum [Ed. S.C.E. Legg, Oxonii: E. Typographeo Clarendoniano, 1935]). No entanto, a descrição das evidências feita por Legg é genérica, e decidi que deveria verificar os manuscritos por mim mesmo, a fim de apresentar uma descrição precisa das evidências. Eis o que descobri. Utilizo a expressão ‘declarações de data de publicação’ em vez de ‘colofões de data’ porque descobri que essas declarações ocorrem em diversos lugares, não apenas no final de um Evangelho. (Até onde sei, tais declarações ocorrem somente nos Evangelhos.) Elas podem aparecer na introdução de um Evangelho, em um local incomum sem motivo aparente, e, no caso de manuscritos com comentários, no início do comentário, especialmente com Marcos. Se eu encontrava uma declaração para Mateus, não procurava mais; na maioria dos casos, os outros também a teriam. Um número considerável de manuscritos não apresenta uma declaração para Mateus, mas apresenta para Marcos. Se Marcos também não a apresentasse, eu prosseguia para Lucas, onde encontrava algumas. Em cerca de quatro manuscritos, encontrei uma apenas no final de João; dois deles continham uma declaração resumida para os quatro Evangelhos. Sugiro que esse quadro indique atividade independente, e não uma campanha organizada. Como os manuscritos são cópias, e não autógrafos, eles repetem uma tradição anterior. Mas de onde veio essa tradição, quando começou, se não é verdade? Quando digo que um determinado manuscrito tem uma declaração de data de publicação, é porque a vi com meus próprios olhos, e isso só foi possível graças ao trabalho do INTF (Instituto de Pesquisa Textual do Novo Testamento). Sua Kurzgefasste Liste (doravante K. L.) foi uma ferramenta indispensável [Aland, Kurt (ed.); Kurzgefasste Liste der Griechischen Handschriften des Neuen Testaments ; Berlin: Walter de Gruyter, 1994, com suplemento]. A lista inclui todos os manuscritos do Novo Testamento catalogados: papiros, unciais, minúsculos e lecionários, exceto que os lecionários não eram relevantes para este estudo (percorri a lista um por um). Um recurso muito útil da K. L. são as notas de rodapé, que fornecem o conteúdo dos papiros, além de outros fragmentos. Não precisei consultar nenhum manuscrito sem o início ou o fim de um Evangelho. Este estudo não teria sido possível sem a Sala Virtual de Manuscritos do Novo Testamento (New Testament Virtual Manuscript Room) deles. Ela contém imagens em PDF dos microfilmes dos manuscritos do Novo Testamento, página por página. Quando digo, abaixo, que um manuscrito "não está disponível", significa que o INTF ainda não postou essas imagens para esse manuscrito. Frequentemente, o conteúdo em versículos de uma determinada página é fornecido ao lado da imagem, página por página, mas o mais importante para este estudo foi a declaração do conteúdo em versículos no início de cada Evangelho, com poucas exceções. Assim, eu podia simplesmente rolar a página até essa declaração, livro por livro. Sem essa ajuda, eu provavelmente não teria tentado este estudo. Por isso, expresso um sincero e profundo "Obrigado" a todas as pessoas do INTF que contribuíram para essas ferramentas. Dos 141 manuscritos catalogados escritos em papiro, nenhum contém o final de um Evangelho, sendo, portanto, irrelevantes para este estudo. Dos 326 manuscritos catalogados escritos em letras unciais (maiúsculas), em pergaminho (couro), apenas 28 são relevantes para este estudo (verifiquei outros onze que estavam ‘deficientes’). Cerca de 90% deles são fragmentários ou apresentam grandes lacunas; um número significativo deles são palimpsestos. Dos 28, quatro têm uma declaração de data de publicação: G, K, S e Ômega (011, 017, 028, 045). O manuscrito S é do século X e os outros três do século IX. Ora, como esses três são cópias, e não autógrafos, eles tinham exemplares que teriam de ser mais antigos (talvez por um ou dois séculos, ou até mais), e se esses exemplares eram cópias, e não autógrafos, os exemplares deles eram ainda mais antigos, e assim por diante. Até que ponto precisamos retroceder para encontrar um exemplar que seja uma criação original, e não uma cópia? Em outras palavras, a tradição provavelmente era antiga, talvez até muito antiga. Embora a K. L. aliste 3327 manuscritos minúsculos, devido à repetição e ao desaparecimento, o número real de manuscritos disponíveis é um pouco menor (isso inclui todos os manuscritos, não apenas aqueles que contêm os Evangelhos). Apresentarei as evidências em termos de manuscritos que eu mesmo verifiquei (existem centenas de manuscritos catalogados que não estão disponíveis na internet atualmente, mas precisei acessar o número deles para descobrir isso). De passagem, é preciso fazer uma distinção entre ‘catalogado’ e ‘existente’: sem dúvida, existem manuscritos que certamente existem, mas ainda não foram descobertos, portanto não são catalogados. Há também uma situação como a dos vinte manuscritos no skevophylakion (tesouraria) do mosteiro Megistis Lavras, na península do Monte Atos: nada sabemos sobre eles, exceto que certamente existem, portanto nunca foram catalogados. Já visitei esse mosteiro, mas o acesso à tesouraria era restrito. Para este estudo, fiz uma distinção entre manuscritos com comentário e manuscritos de texto puro. Um manuscrito com comentário foi copiado para preservar o comentário, não o Texto; o Texto é secundário. Portanto, era previsível que a porcentagem de tais manuscritos com declaração de data de publicação seria significativamente menor do que a dos manuscritos de texto puro, e assim se confirmou. Verifiquei 331 manuscritos com comentário. Destes, 162 não estavam disponíveis, estavam mutilados ou ilegíveis (não contei os "destruídos"). 123 não continham declaração de data de publicação, incluindo um manuscrito uncial (033). 46 continham tal declaração; aqui estão seus números GA: 41, 48, 188, 233, 237, 305, 428, 549, 590, 599, 684, 719, 723, 847, 863, 881, 888, 890, 949, 951, 970, 1021, 1029, 1078, 1160, 1252, 1261, 1262, 1263, 1302, 1332, 1336, 1337, 1392, 1506, 1533, 1534, 1536, 1616, 1677, 1678, 2107, 2148, 2188, 2206, 2604. Assim, as percentagens são aproximadamente 27% com e 73% sem. Os poucos manuscritos bilíngues também não continham a declaração. Agora, vamos para a ‘peça principal’, os manuscritos minúsculos em texto corrido. Verifiquei 1715 desses manuscritos que têm um numero GA, além de sete dos quais tenho uma cópia, mas que não tinham tal número (agora têm, mas não estão disponíveis na internet) [portanto, com os comentários e unciais, verifiquei mais de 2000 manuscritos]. 253 deles não estavam disponíveis, estavam mutilados ou ilegíveis (não contei os "destruídos"). 739 deles não tinham uma declaração de data de publicação. 730 deles tinham sim tal declaração (mais de 200 deles pertencem à Família 35); aqui estão seus números GA: 4, 6, 7, 9, 12, 13, 18, 28, 35, 43, 45, 46, 52, 53, 55, 61, 65, 71, 72, 83, 90, 98, 105, 111, 113, 114, 116, 117, 122, 124, 125, 126, 128, 132, 141, 147, 153, 155, 159, 160, 163, 167, 173, 174, 199, 201, 205, 209, 211, 214, 218, 224, 230, 231, 246, 263, 264, 266, 267, 276, 277, 285, 290, 292, 293, 297, 330, 339, 345, 346, 347, 355, 361, 363, 367, 376, 386, 387, 388, 389, 394, 399, 402, 408, 409, 413, 415, 417, 420, 422, 435, 443, 444, 448, 472, 478, 479, 480, 482, 483, 485, 486, 489, 494, 496, 502, 508, 510, 512, 516, 517, 521, 529, 530, 531, 533, 536, 538, 543, 547, 551, 553, 558, 564, 575, 577, 586, 587, 588, 594, 597, 645, 650, 652, 653, 655, 656, 664, 673, 680, 685, 686, 689, 691, 693, 694, 695, 696, 702, 706, 709, 713, 714, 716, 717, 725, 748, 755, 757, 758, 761, 763, 764, 765, 768, 769, 774, 775, 778, 781, 785, 787, 789, 792, 795, 797, 799, 801, 803, 804, 806, 808, 811, 824, 825, 826, 827, 828, 837, 844, 852, 867, 871, 872, 873, 896, 897, 901, 902, 903, 906, 922, 923, 924, 925, 927, 928, 932, 933, 934, 937, 938, 940, 943, 945, 947, 952, 953, 955, 957, 958, 959, 960, 961, 962, 966, 971, 973, 979, 981, 983, 986, 988, 991, 995, 996, 997, 999, 1003, 1006, 1009, 1017, 1018, 1019, 1020, 1023, 1024, 1025, 1030, 1031, 1033, 1037, 1040, 1042, 1046, 1050, 1058, 1059, 1061, 1062, 1065, 1068, 1072, 1075, 1081, 1082, 1084, 1086, 1088, 1090, 1092, 1095, 1111, 1114, 1116, 1117, 1121, 1122, 1123, 1126, 1127, 1132, 1133, 1136, 1138, 1139, 1144, 1145, 1146, 1147, 1158, 1165, 1166, 1168, 1169, 1171, 1181, 1185, 1186, 1187, 1189, 1190, 1191, 1192, 1196, 1198, 1199, 1201, 1202, 1203, 1204, 1213, 1214, 1219, 1221, 1222, 1224, 1225, 1226, 1227, 1230, 1232, 1233, 1234, 1235, 1236, 1237, 1238, 1240, 1242, 1247, 1248, 1250, 1251, 1269, 1280, 1285, 1289, 1294, 1298, 1301, 1309, 1314, 1315, 1316, 1321, 1322, 1323, 1324, 1326, 1328, 1329, 1330, 1331, 1334, 1338, 1339, 1340, 1341, 1348, 1351, 1353, 1362, 1383, 1384, 1388, 1389, 1390, 1391, 1394, 1395, 1396, 1397, 1398, 1400, 1401, 1404, 1406, 1407, 1409, 1410, 1413, 1414, 1416, 1425, 1426, 1427, 1431, 1432, 1435, 1436, 1438, 1441, 1442, 1443, 1445, 1447, 1448, 1449, 1451, 1453, 1454, 1456, 1460, 1461, 1462, 1463, 1464, 1465, 1469, 1471, 1472, 1475, 1476, 1477, 1479, 1482, 1486, 1487, 1488, 1489, 1490, 1491, 1492, 1493, 1494, 1495, 1496, 1499, 1501, 1502, 1503, 1508, 1509, 1510, 1511, 1512, 1514, 1520, 1528, 1530, 1531, 1538, 1539, 1543, 1544, 1545, 1548, 1551, 1552, 1554, 1555, 1557, 1558, 1559, 1560, 1562, 1563, 1569, 1571, 1572, 1573, 1574, 1575, 1576, 1577, 1578, 1583, 1584, 1589, 1590, 1591, 1592, 1595, 1596, 1598, 1599, 1600, 1601, 1605, 1606, 1614, 1615, 1617, 1618, 1619, 1620, 1621, 1622, 1624, 1625, 1626, 1627, 1628, 1632, 1633, 1634, 1636, 1637, 1638, 1639, 1642, 1645, 1646, 1647, 1648, 1649, 1650, 1651, 1652, 1653, 1654, 1656, 1657, 1658, 1659, 1661, 1664, 1666, 1667, 1668, 1670, 1671, 1675, 1680, 1685, 1686, 1688, 1689, 1693, 1694, 1695, 1698, 1699, 1700, 1702, 1703, 1704, 1712, 1713, 1779, 1783, 1784, 1786, 1788, 1789, 1792, 1794, 1813, 1816, 1823, 1901, 1966, 2098, 2099, 2112, 2120, 2122, 2131, 2133, 2135, 2139, 2140, 2173, 2174, 2175, 2191, 2193, 2200, 2201, 2203, 2204, 2221, 2236, 2238, 2249, 2250, 2255, 2260, 2261, 2265, 2266, 2273, 2277, 2280, 2281, 2282, 2284, 2291, 2292, 2296, 2301, 2309, 2322, 2223, 2352, 2355, 2356, 2367, 2382, 2387, 2389, 2394, 2396, 2399, 2400, 2407, 2418, 2422, 2444, 2445, 2446, 2454, 2455, 2459, 2460, 2463, 2466, 2467, 2471, 2472, 2474, 2476, 2477, 2483, 2491, 2494, 2496, 2503, 2508, 2510, 2520, 2521, 2533, 2535, 2549, 2554, 2555, 2559, 2561, 2562, 2567, 2586, 2590, 2598, 2610, 2620, 2621, 2623, 2635, 2647, 2649, 2653, 2658, 2660, 2670, 2673, 2686, 2687, 2689, 2691, 2692, 2694, 2699, 2702, 2703, 2705, 2709, 2711, 2713, 2714, 2721, 2725, 2729, 2734, 2735, 2745, 2749, 2753, 2754, 2765, 2767, 2773, 2774, 2775, 2779, 2782, 2783, 2787, 2791, 2806, 2813, 2831, 2856, 2861, 2863, 2875, 2876, 2905, Iviron 2107, 2108, 2109, 2110, 2113, 2114, Leukosia 65. (Os manuscritos Iviron agora têm um número GA: 2947, 2967, 2968, 2948, 2950, 2969 respetivamente.) Como trabalho sozinho, sem secretária ou revisor, pode haver algum deslize ocasional. Além disso, posso ter deixado passar alguma declaração em manuscritos não alistados, por estar ‘escondida’ em um local incomum. Mas nada disso altera o panorama geral. Os minúsculos dividem-se em 49,7% com e 50,3% sem as declarações. Acrescentando os comentários e unciais, a divisão é de 46,8% com e 53,2% sem as declarações. Confesso de bom grado que estou bem feliz que meu palpite baseado no “Marcos” de Legg foi tão preciso! Pois então, o que podemos concluir a partir deste exercício? Praticamente qualquer mosteiro, biblioteca ou museu com pelo menos cinco manuscritos do Novo Testamento terá pelo menos um manuscrito com as declarações, e muitos com menos também as têm. Mas os mosteiros que as possuem estão espalhados por toda a região do Mediterrâneo. Como explicar essa distribuição geográfica? As declarações ocorrem em diversos lugares, não apenas no final de um Evangelho. Elas também podem aparecer na introdução de um Evangelho, em um local incomum sem motivo aparente, e, no caso de manuscritos de comentários, no início do comentário, especialmente em Marcos. Sugiro que esse quadro indica atividade independente, não uma campanha organizada. Como os manuscritos são cópias, e não autógrafos, eles repetem uma tradição anterior, e não sabemos até que ponto remonta a linhagem de exemplares ancestrais. Já demonstrei, em outro lugar, pelo menos para minha própria satisfação, que a Família 35 remonta pelo menos ao século III, e é massivamente favorável às declarações, 90%. Como poderia uma tradição inventada no século III sobreviver e prosperar? E se a tradição remontar ao início? Se as datas de publicação forem precisas, elas apagam as pressuposições que sustentam qualquer teoria eclética da crítica textual do Novo Testamento: que os primeiros cristãos não reconheceram os escritos do Novo Testamento como Escritura; que, portanto, não fizeram nenhum esforço para protegê-los e preservá-los; assim, a redação original se perdeu além da possibilidade de recuperação por meios objetivos; que a transmissão do Texto não foi normal desde o início. Contudo, esse inconveniente não invalida as evidências. Antes de o erudito jesuíta José O'Callaghan identificar o fragmento 7Q5 de Qumran com Marcos 6:52-53, ele havia sido datado por volta de 50 d.C. (e, em qualquer caso, tem de ser anterior a 70 d.C.). Se Marcos foi "publicado", ou seja, entregue ao público, em 40 d.C., então 7Q5 poderia facilmente ser uma cópia. Reconheço abertamente que não posso provar a precisão das datas de publicação, mas ninguém pode provar o contrário também. Convido o leitor a avaliar as evidências por si mesmo.
- Desvendando o coração de Satanás: A estratégia da tentação e o uso da Palavra – Parte 3
Você já parou para pensar que o inimigo conhece a Bíblia de cor? Este é o terceiro artigo de nossa série onde mergulhamos nas Escrituras para desmascarar o caráter do nosso adversário. Se nas partes anteriores vimos a inveja, a rebelião e a mentira, agora chegamos a um ponto crucial e assustador sobre a nossa caminhada cristã: o confronto direto entre Jesus e Satanás no deserto. Ao analisarmos Mateus 4:1-11 e Lucas 4:1-13 , descobrimos que Satanás não se limita a ataques frontais ou evidentes. Sua estratégia mais letal envolve o uso da própria Palavra de Deus, porém distorcida, fora de contexto e revestida de uma falsa piedade. Vejamos como essa batalha espiritual se desenrolou e o que ela nos ensina sobre resistir no dia mau (Efésios 6:13). Semeando a Dúvida: "Se" O Espírito Santo conduz Jesus ao deserto (Mateus 4:1). Após quarenta dias de jejum e provações (Lucas 4:2), "depois teve fome" (Mateus 4:2). É justamente nesse momento de fragilidade física e exaustão que o tentador busca aplicar seu golpe mais certeiro. Aproveita-se do cansaço (seja físico ou emocional), da fome, da carência, da solidão e de qualquer outra necessidade que nos torne vulneráveis. E, assim como fez com Eva, a palavra dele é carregada com uma semente de dúvida: " Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães." (Mateus 4:3) Note a sutileza. O inimigo não nega explicitamente a divindade de Jesus; ele a coloca à prova: "Se tu és o Filho de Deus" . Como assim, " Se tu és " ? Jesus é o Filho de Deus, e sabia muito bem disso desde criança (Lucas 2:49). O ataque aqui é contra a Paternidade de Deus . A insinuação diabólica é: "Se Deus é teu Pai e te ama, por que você está passando fome? Use seu poder para satisfazer suas necessidades agora, não espere pelo Pai." Quantas vezes não ouvimos esse sussurro? "Se você é filho de Deus, por que está doente? Por que está sem dinheiro?" . Não precisamos da validação do diabo. A tentação é nos levar a agir independentemente de Deus (como aconteceu com Eva) para satisfazer necessidades legítimas de maneira ilegítima. A Resposta Fundamental à Satanás Cuidado com as emoções! Jesus não discute sentimentos. Ele se firma na verdade absoluta: "Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus." (Mateus 4:4) Jesus cita Deuteronômio 8:3, reafirmando que a obediência e a confiança na provisão do Pai são mais vitais que o próprio alimento. Eisegese: Torcendo as Escrituras Diferente da Exegese, que busca compreender e extrair o verdadeiro significado do Texto Bíblico, a Eisegese acontece quando alguém força sobre ele um sentido que não existe originalmente. Assim, se o ataque à identidade falha, Satanás muda a tática para algo ainda mais perigoso: distorcer a própria Escritura. Então, leva Jesus ao pináculo do templo e declara: "Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra." (Mateus 4:6) Aqui vemos o coração enganador de Satanás exposto. Ele cita o Salmo 91:11-12 , um salmo que fala sobre proteção. Porém, ele comete um erro hermenêutico proposital: ele ignora o contexto. Teólogos e comentaristas bíblicos frequentemente apontam que o Salmo 91 promete proteção àqueles que habitam no esconderijo do Altíssimo e andam em seus caminhos, não para aqueles que testam a Deus com atitudes imprudentes e exibicionistas. O diabo queria que Jesus forçasse a mão de Deus, transformando fé em um ato de orgulho e desafio. A lição para nós é clara: Não basta citar um versículo. É preciso entender o caráter de Deus. Como todos sabemos: "Texto sem contexto é pretexto para heresia" . Jesus rebate com outra Escritura que e esclarece a aplicação: "Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus." (Mateus 4:7) A Oferta da Glória sem a Cruz Por fim, Satanás leva Jesus a um monte alto (Mateus 4:8), mostra a glória dos reinos do mundo e faz uma proposta de "atalho": "Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares." (Mateus 4:9) Satanás oferece a coroa sem a cruz, pois o caminho do diabo é o sucesso sem processo, a busca de uma glória sem submissão a Deus. Ele promete poder, autoridade e glória imediata, exigindo apenas uma "pequena" concessão: a adoração desviada. Jesus veio para herdar as nações (Salmos 2:6-9), mas o caminho do Pai passava pela renúncia, pelo sofrimento, pela morte e ressurreição (Isaías 53). O inimigo ofereceu um destino glorioso, mas pelo caminho errado. Hoje, essa tentação ressoa na busca pelo sucesso imediato, na teologia que promete prosperidade sem santidade, e na busca por influência e reconhecimento a qualquer preço. A resposta de Jesus, porém, é definitiva e põe fim à investida do inimigo: "Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás." (Mateus 4:10) Por um breve momento é dito: “Então o diabo o deixa” (Mateus 4:11). Porém, sabemos que o inimigo não se cansa de lutar contra nossas vidas; por isso está escrito: “E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo” (Lucas 4:13). A Espada que Vence o Inimigo Ao analisarmos esse confronto, percebemos que o "coração" de Satanás é oportunista, manipulador e conhecedor do Texto Bíblico, mas vazio do entendimento que vem do Espírito. Ele procura: nos levar a duvidar do cuidado do Pai em meio à necessidade; usar a Bíblia para justificar atitudes presunçosas; e oferecer atalhos para a glória sem se submeter à vontade de Deus. Mas a boa notícia é que temos um Sumo Sacerdote que foi tentado em tudo, mas sem pecado (Hebreus 4:15). Ali no deserto, Jesus venceu como homem, cheio do Espírito Santo (Lucas 4:1), manejando a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus (Efésios 6:17; Hebreus 4:12). Assim também nós, que estamos sendo tentados no deserto da vida, devemos olhar para Jesus (Hebreus 12:1-4), para vencer as tentações do dia a dia (Hebreus 3:13). Quando a tentação bater à sua porta, não tente dialogar com o inimigo usando sua própria lógica: “Não deis lugar ao diabo” (Efésios 4:27). Antes, faça como nosso Senhor Jesus: encha-se da Palavra, conheça o que "Está Escrito" e adore somente ao Senhor. "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós." (Tiago 4:7) ✓ Conheça os nossos cursos gratuitos, acesse e participe conosco: Ouça este artigo no Spotify Narração: Maya Costa ✓ Este artigo também foi publicado no Portal GUIAME : Ver aqui
- Desvendando o coração de Satanás: O que o Livro de Jó revela – Parte 2
A batalha espiritual nem sempre acontece com estrondos ou manifestações visíveis; muitas vezes, ela ocorre no campo das intenções, das palavras sussurradas e das acusações diante do Trono de Deus (Ap 12:10). Neste segundo artigo da nossa série sobre o caráter do inimigo, mergulharemos em um dos diálogos mais profundos e reveladores das Escrituras, encontrado nos dois primeiros capítulos do livro de Jó. Se no primeiro artigo analisamos como ele distorce a Palavra, hoje veremos como o coração de Satanás é movido por uma inveja corrosiva e um cinismo profundo em relação à humanidade. Vamos analisar o texto bíblico para compreender não apenas quem ele é, mas, principalmente, quem Deus é em meio às nossas provações. A Inquietude do Mal: "Rodear a Terra" O texto bíblico inicia com uma cena onde Deus questiona Satanás sobre sua trajetória, a resposta revela a natureza inquieta e predadora do adversário: "Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela." ( Jó 1:7 , ACF) Esta mesma afirmação se repete em Jó 2:2 . Diferente de Deus, que é onipresente, Satanás é um ser criado e limitado. Ele precisa "rodear a terra". No entanto, essa movimentação não é um passeio turístico; é uma busca por presas. Como o apóstolo Pedro mais tarde nos alertaria, ele anda "bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (1Pedro 5:8). Aqui aprendemos a primeira lição sobre o coração do inimigo: ele é um observador incansável . Ele observa os servos de Deus não para admirar sua fidelidade, mas para encontrar brechas, calcular ataques e formular acusações. O Cinismo Satânico: A Acusação da Fé Interesseira O ponto central da narrativa de Jó não é apenas o sofrimento do servo de Deus, mas o ataque de Satanás à integridade da adoração humana. Deus aponta para Jó como um exemplo de "homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal" ( Jó 1:8 ). A resposta de Satanás destila veneno: "Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura teme Jó a Deus em vão? Porventura tu não cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra." ( Jó 1:9-10 , ACF) Perceba a distorção teológica do inimigo aqui. Satanás levanta a tese de que ninguém ama a Deus por quem Ele é, mas apenas pelo que Ele dá . O Diabo, sugere que a piedade de Jó era como um negócio, uma troca comercial. Ao mencionar a "sebe" (uma cerca de proteção), Satanás revela sua frustração. Ele sabia da proteção divina porque, muito provavelmente, já havia tentado tocar em Jó e falhado. A proteção de Deus é irritante para o império das trevas (1João 5:18). A acusação revela que o coração de Satanás é incapaz de compreender o amor genuíno, a graça e a fidelidade desinteressada. "Pele por Pele": O Ódio pela Imagem de Deus Quando Deus permite o primeiro teste e Jó permanece fiel, Satanás não se dá por vencido. No segundo capítulo, ele eleva a aposta com uma frase que expõe seu desprezo pela raça humana: "Então Satanás respondeu ao Senhor, e disse: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Porém estende a tua mão, e toca-lhe nos ossos, e na carne, e verás se não blasfema contra ti na tua face!" ( Jó 2:4-5 , ACF) A expressão "pele por pele" parece um provérbio antigo que sugeria que um homem abriria mão de qualquer coisa para salvar a própria pele. Satanás está chamando Jó — e, por extensão, todos nós — de egoístas supremos. Este ódio não é apenas contra Jó, mas contra o que Jó representa: a Imago Dei (Imagem de Deus – Gênesis 1:27; 9:6). Como Satanás não pode ferir a Deus diretamente, ele ataca aquilo que Deus ama. Os pecados que vemos hoje na humanidade — egoísmo, violência, blasfêmia — são todos reflexos do caráter de Satanás sendo impresso no mundo. Ele deseja que o homem aja como ele: rebelde, ingrato e blasfemador. O Limite da Maldade e o Triunfo da Soberania Apesar de toda a fúria e inveja demonstradas por Satanás, o livro de Jó nos oferece um consolo extraordinário: Satanás sempre esteve numa coleira . Observe que em ambos os ataques, é Deus quem define os limites: 1. "Somente contra ele não estendas a tua mão" ( Jó 1:12 ). 2. "Eis que ele está na tua mão; porém guarda a sua vida" ( Jó 2:6 ). Satanás tocou nos bens, tocou na família e tocou na saúde (úlceras malignas, conforme Jó 2:7 ), mas ele não podia tocar na alma de Jó nem tirar-lhe a vida sem permissão divina. O objetivo de Satanás era provar que Jó blasfemaria na face de Deus. E qual foi o resultado final? O tiro saiu pela culatra. O sofrimento, em vez de afastar Jó de Deus, serviu como um canal para uma revelação mais profunda da soberania divina. No final, Jó não diz "eu te odeio", mas sim: "Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos." ( Jó 42:5 , ACF) Satanás conseguiu tirar os bens de Jó, mas acabou, inadvertidamente, empurrando Jó para uma intimidade maior com o Criador. E, como sabemos, o Senhor abençoou o último estado de Jó mais do que o primeiro ( Jó 42:12 ). Conclusão: Reflexos Espirituais do livro de Jó para Hoje Ao desvendarmos o coração de Satanás através do texto de Jó, entendemos que o inimigo é invejoso, cínico e limitado. Ele projeta nos servos de Deus o seu próprio egoísmo. Para nós, cristãos evangélicos, fica a lição preciosa: nossa adoração não deve depender das circunstâncias (Habacuque 3:17-18), mas da essência de quem Deus é. Quando passamos pelo vale da provação (Salmos 23:4-6), o inimigo espera blasfêmia, mas o Espírito Santo nos capacita a entregar louvor (Atos 16:25). Que possamos viver de tal maneira que a tese de Satanás seja envergonhada (Colossenses 1:10-16), provando que é possível, sim, amar a Deus acima de todas as coisas (1Tessalonicenses 2:12), não pelo que Ele faz, mas por quem Ele é. ✓ Conheça os nossos cursos gratuitos, acesse e participe conosco: Ouça este artigo no Spotify Narração: Maya Costa ✓ Este artigo também foi publicado no Portal GUIAME : Ver aqui
- Desvendando o Coração de Satanás
Desvendando o Coração de Satanás – Parte 1 Este é o primeiro artigo de uma série dedicada a examinar atentamente as palavras de Satanás e o que elas revelam sobre o coração do inimigo. Ao longo das Escrituras , vemos que o adversário não se limita a atacar de forma direta; sua estratégia mais perigosa é usar a própria Palavra de Deus, distorcendo-a e revestindo a mentira com aparência de verdade. Nos próximos estudos, vamos analisar como cada frase da boca de Satanás expõe sua essência: engano, manipulação e rebeldia contra o Senhor. O objetivo é compreender não apenas o que ele disse, mas o que isso significa para nós hoje, para que possamos estar alertas e firmes na verdade que liberta. A Origem do Pecado e da Morte O pecado e a morte já existiam antes da queda de Adão e Eva no jardim do Éden . Talvez você já tenha se questionado: “Se o diabo e seus anjos são seres imortais, como a morte poderia atingi-los?” . Lembre-se de que eles estão permanentemente afastados de Deus e predestinados “para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25:41), ou seja, serão “lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte” (Ap 20:14). A Entrada do Pecado no Mundo As Escrituras afirmam que “por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte” (Rm 5:12, grifo nosso). Satanás enganou apenas Eva (1Tm 2:14-15), então, por que está escrito que “ por um homem entrou o pecado no mundo” ? Observe que o Senhor Deus orientou Adão (Gn 2:15-17), o cabeça da família (1Co 11:3), o seguinte: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:16-17), por isso, responsabilizou-o pelo pecado (Gn 3:9). A Estratégia de Satanás: Sugestionamento A melhor maneira de vencer o oponente é tornar-se “invisível” e atacar sem ser percebido. Ciente disso, precisamos compreender o modus operandi do inimigo: “para que não sejamos sobrepujados por Satanás; porque não ignoramos os seus ardis” (2Co 2:10-11). Observe que o diabo pretendeu “falar sem dizer”. Dessa forma, por meio do sugestionamento, evitou ser imediatamente descoberto, além de se apresentar como um possível amigo. Como ele fez isso? Buscou o caminho mais fácil: a serpente não disse diretamente a Eva para comer o fruto, nem exerceu qualquer pressão ou obrigação sobre ela. Apenas a induziu, para que em seu coração surgisse um desejo rebelde de empoderamento. Dessa forma, ele quis que Eva se rebelasse contra a vontade explícita de Deus por meio de sua própria decisão. O Coração do Inimigo Acerca dos pecados dos homens, Jesus disse: “O que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 15:18-19). Da mesma forma que o mal do nosso coração se revela por meio daquilo que falamos, isso também se aplica às palavras da serpente. Observe as primeiras palavras de Satanás registradas nas Escrituras: “E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” (Gn 3:1). A primeira frase indica que Satanás pretende sempre usar e distorcer a Palavra de Deus: “É assim que Deus disse?” A segunda parte contém um acréscimo : “ Não comereis de toda a árvore do jardim?” — quando, na verdade, o Senhor havia dito: “De toda a árvore do jardim comerás livremente ” . Enquanto Deus disse que poderiam comer livremente de toda árvore, Satanás sutilmente omitiu “livremente” e acrescentou um “não” às palavras de Deus, invertendo tudo! Conclusão Ao observarmos atentamente a narrativa bíblica, percebemos que Satanás não se apresenta como um inimigo declarado, mas como alguém que manipula aquilo que é mais sagrado: a própria Palavra de Deus. Ele não chega impondo o pecado de maneira explícita, mas distorce , omite e acrescenta sutilezas que, aos olhos desatentos, parecem inofensivas. Essa estratégia revela o coração do adversário: usar o que é divino como instrumento de engano, levando homens e mulheres a questionarem a verdade e, pouco a pouco, a se afastarem do Senhor. Por isso, a vigilância espiritual não é opcional, mas essencial. Precisamos conhecer profundamente as Escrituras, não apenas para citá-las, mas para discernir quando são usadas de forma distorcida. O inimigo continua a agir da mesma maneira hoje: revestindo a mentira com aparência de verdade. Cabe a nós, como discípulos de Cristo , permanecer firmes, provando “se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4:1), buscando “o dom de discernir os espíritos” (1Co 12:10), lembrando que “a palavra de Deus é viva e eficaz… e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4:12), e nela encontramos a luz capaz de dissipar toda sombra de engano. Quer aprender mais? Conheça nossos CURSOS e amplie seus conhecimentos bíblicos e teológicos! Clique aqui para acessar a página dos CURSOS . Qualquer dúvida, entre em contato de suporte dos cursos clicando no ícone flutuante do WhatsApp que aparece na tela. ✓ Conheça os nossos cursos gratuitos, acesse e participe conosco: Ouça este artigo no Spotify Narração: Maya Costa ✓ Este artigo também foi publicado no Portal GUIAME : Ver aqui
- O Cristo de Deus: O Propósito Eterno e a Plenitude da Salvação
Você já parou para pensar na profundidade real do que significa chamar Jesus de "O Cristo de Deus" ( Lucas 9:20 ) ? Em um mundo saturado de opiniões passageiras e teologias superficiais, a obra clássica de Horatius Bonar , O Cristo de Deus ( The Christ of God ), nos convida a mergulhar no próprio coração do propósito divino. Escrito no século XIX, mas carregando uma mensagem que ecoa pela eternidade, o livro apresenta o mistério da encarnação, a majestade do Messias e as consequências transformadoras da verdadeira fé na vida do crente. Por isso, preparamos este artigo resumindo e adaptando de forma simples os principais pilares dessa obra. O Propósito Divino Não É um "Plano B" Quando o homem caiu, Deus não foi pego de surpresa. Deus é Onisciente , portanto, já sabia que o homem cairia, sendo assim "O Cristo de Deus" é o grande pensamento central do Criador, a raiz e o centro de todos os Seus planos desde a eternidade ( 1Pedro 1:19,20 ). Deus se fez homem não apenas para restaurar o que Adão perdeu, mas para elevar a humanidade a um patamar ainda mais alto e indestrutível, unindo o divino ao humano para sempre. É por isso que os céus declararam com tanta ênfase: " E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo " ( Mateus 3:17 , ACF). Dessa forma, quando o Verbo se fez carne, a cruz foi somente a o portunidade no tempo para o Senhor demonstrar a superabundante riqueza de Sua graça e sabe doria. "Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens." ( Tito 2:11 , ACF ) A Plenitude de Cristo e o Messias de Israel Sabemos que Cristo é tudo em todos (Efésios 1:23). Ele não é apenas um cordeiro oferecido para apagar a nossa culpa; Ele é a própria manifestação de Deus. Como diz a Escritura: " O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação " (Colossenses 1:15, ACF). Aqui temos a iluminação de uma questão necessária: o Messias esperado ansiosamente por Israel no Antigo Testamento é exatamente o Cristo revelado nas páginas do Novo Testamento. Em uma época em que a filosofia, a poesia e a ciência moderna muitas vezes tentam voltar a um paganismo intelectualizado (esperando um "novo messias" que se adapte às mentes do nosso tempo), estamos cientes de que a verdadeira Luz já veio e dissipou as trevas da ignorânci a ( João 1:9-12 ; João 3:19-21 ; João 12:46 ). Rejeitá-Lo é permanecer na escuridão ( 1João 2:8-11 ). "Tu És o Cristo" Um dos pontos mais impactantes gira em torno da pergunta cortante que Jesus fez aos Seus discípulos para provar o coração deles: "E vós, quem dizeis que eu sou?" . A resposta de Pedro reverbera até hoje: "Tu és o Cristo..." ( Mateus 16:15 ). Essa não é uma simples concordância teológica fria. Essa declaração é a linha divisória final entre a vida e a morte, entre a justificação e a perdição. Mas o que vem depois dessa confissão? A resposta é clara: vida através da fé. Pela fé, somos unidos a Cristo. A Sua morte na cruz não foi um ato de crueldade cósmica contra um inocente, mas a única forma perfeita de satisfazer a justiça divina e revelar um amor que abomina o pecado, mas resgata o pecador . O sacrifício de Jesus na cruz traz a garantia eterna: " Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna " ( João 3:16 , ACF). A Glória Futura e a Ressurreição A jornada cristã não termina apenas no perdão dos pecados; ela aponta inflexivelmente para a glória futura. E é nesse ponto que a Igreja precisa dar atenção a uma doutrina essencial muitas vezes esquecida: a ressurreição do c orpo ( 1Coríntios 15:13-19 ). A n ossa redenção, teve seu preço pago integralmente na cruz, mas a sua culminação prática (o resgate final) aguarda o momento glorioso da ressurreição, quando nossos corpos serão transformados ( 1Coríntios 15:51-58 ). O Cristo que hoje está entronizado à direita do Pai retornará. A morte, aquele "último inimigo" que atua levando nossos entes queridos aos cemitérios, será finalmente engolida na vitória ( 1Coríntios 15:26,54-56 ), e toda a longa rebelião desta terra chegará a um fim definitivo sob o reinado de Jesus ( Apocalipse 20:4-6 ). "E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra." (Apocalipse 5:10, ACF) Considerações Finais Essa meditação não é apenas para expandir o intelecto; é um alimento sólido para a alma. As Sagradas Escrituras são como uma bússola segura para navegarmos pelas complexidades da nossa fé, exortando-nos a permanecer inabaláveis em nosso Deus. Somos chamados a ser testemunhas ativas ( Apocalipse 12:17 ), espelhos refletindo a grandiosa luz de Cristo em um mundo que ainda jaz no erro ( 1João 5:19-21 ). Para qualquer pessoa que deseje que sua vida espiritual transcenda o raso e o superficial, é necessário compreender Jesus como o centro absoluto do propósito divino: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos li bertará" ( João 8:32 , ACF) . Af inal, a promessa inabalável dEle continua ecoando: "E esta é a promessa que ele nos fez: A vida eterna ." ( 1 João 2:25 )













