top of page

Resultados de busca

Search this site

329 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Epístola de Judas: Comentário Bíblico Completo

    ✓ Clique sobre as palavras em destaque para visualizar os comentários . JUDAS INTRODUÇÃO À CARTA DE JUDAS O objetivo de Judas ao escrever à Igreja era alertar os irmãos acerca dos falsos mestres , que estavam corrompendo a mensagem do Evangelho, levando-os a uma vida libertina e sem temor, pois, o perfil deles é de homens que se infiltram secretamente nas igrejas como se fossem irmãos em Cristo (são lobos em pele de cordeiro), mas que:   ·         apostataram de Cristo, e perderam a fé; ·         não possuem o temor a Deus, e não têm o Espírito Santo ; ·         são sensuais e cheios de imoralidade ; ·         são gananciosos e avarentos ; ·         sendo rebeldes , eles causam divisões na Igreja; ·         difamam os obreiros fiéis; ·         semeiam heresias em seus ensinos, a ponto de negar a Cristo que os resgatou!   Pedro também se referiu a esses lobos dizendo:   “haverá entre vocês falsos mestres , que introduzirão   heresias  de perdição, e negarão  o Senhor que os comprou , trazendo sobre si mesmos repentina destruição .” (2 Pedro 2:1, tradução literal)   Esta Carta está totalmente alinhada com 2Pedro 2:1 — 3:3 (se possível, leia antes de prosseguir).    Passagens paralelas entre as Epístolas     Judas     2 Pedro     Judas 1:3   2 Pedro 1:5   Judas 1:4   2 Pedro 2:1,3   Judas 1:6   2 Pedro 2:4   Judas 1:7   2 Pedro 2:6-9   Judas 1:8   2 Pedro 2:10   Judas 1:9   2 Pedro 2:11   Judas 1:10   2 Pedro 2:12   Judas 1:11   2 Pedro 2:15,16   Judas 1:12,13   2 Pedro 2:13-17   Judas 1:16   2 Pedro 2:18   Judas 1:17   2 Pedro 3:1,2   Judas 1:18   2 Pedro 3:3   Judas 1:19   2 Pedro 2:2   Comentário sobre a Epístola de Judas por Felipe Morais – 1ª Edição, 2024

  • A Luz da Cruz sobre o Exorcismo e a Maldição

    Por que a Transformação Espiritual vai além do Exorcismo? Para início de conversa, as Sagradas Escrituras NUNCA chamam de exorcismo a prática de expulsar demônios realizada pelos discípulos de Jesus! Você já se sentiu atraído pelo mistério das batalhas espirituais ou pelo desejo de entender o que realmente acontece nos bastidores do mundo espiritual?. Muitas vezes, a nossa busca por paz e liberdade pode te levar a caminhos que parecem oferecer soluções rápidas, mas que acabam focando mais no espetáculo do que na cura real da alma. A verdade é que a libertação espiritual é um tema profundo, frequentemente mal compreendido, e que exige muito mais do que rituais externos (leia Atos 19:11-20 ) : ela pede uma mudança genuína de quem somos por dentro. Neste artigo, exploramos uma visão bíblica equilibrada e profunda sobre como enfrentar as forças das trevas, baseando-nos na ideia de que a nossa maior arma não é um carisma especial, mas o caráter e a verdade. O Foco Correto: Pessoas em Vez de Demônios Atualmente, existe uma curiosidade excessiva sobre o mundo demoníaco , onde se gasta muito tempo tentando descobrir nomes de espíritos ou detalhes sobre como eles agem. No entanto, a Palavra de Deus nos ensina que o foco nunca deve ser o diálogo com o mal, mas sim o seu silenciamento. Jesus, por exemplo, frequentemente proibia os demônios de falarem ( Marcos 1:34 ; Lucas 4:41 ), mostrando que não há necessidade de conhecer particularidades das trevas para exercer autoridade sobre elas. O verdadeiro ministério de libertação deve ser focado no acompanhamento pastoral e no cuidado com o oprimido ( Mateus 12:43 ; Lucas 11:24-26 ). Em vez de darmos atenção aos demônios (que adoram recebê-la), deveríamos dedicar nosso tempo a ensinar as pessoas a vencerem através do evangelho e de uma vida de amor e justiça. A Raiz do Problema e a Armadura do Caráter Muitos acreditam que o domínio (chamado de possessão ) ou a opressão acontecem apenas porque as forças espirituais são mais fortes que os humanos. Contudo, o problema real costuma ser de cunho espiritual e moral. A verdadeira proteção contra o mal não consiste em pertencer a uma elite religiosa com poderes especiais, mas em desenvolver as qualidades do caráter cristão. As armas da luz (com o a verdade , a fé e a santidade ) sã o o que realmente aterroriza as trevas ( Romanos 13:12-14; Gálatas 5:22 ; Efésios 5:9 ). “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” Romanos 12:21 Vencer o mal é, sobretudo, uma questão de conformidade com o caráter de Deus. Quando falta essa base interior, a pessoa torna-se como uma "cidade derrubada sem muros", vulnerável a invasões. Portanto, o maior desafio não é expulsar o invasor, mas fechar a brecha na vida do indivíduo que permitiu a invasão. A Cruz como Solução Definitiva Você já se perguntou por que a redenção precisou de uma cruz ?. A liberdade espiritual não é uma questão de força bruta, mas de direito legal conquistado por Jesus Cristo . O pecado é uma transgressão da lei , e o problema principal do ser humano não é com o diabo , mas com a justiça de Deus . A vitória sobre as trevas foi conquistada no Calvário , onde a penalidade da lei foi cumprida. É por isso que os demônios são expulsos pela autoridade do Nome de Jesus ( Marcos 16:17 ) , baseada em um direito adquirido por lei através do sangue de Cristo . Tentar libertar alguém apenas pela força, sem tratar da questão legal da redenção e d o arrependimento, seria como ajudar um prisioneiro a fugir: ele continuaria sendo um fora da lei aos olhos da justiça divina (leia Mateus 12:43 e Lucas 11:24-26 ). Sobriedade e a Ilusão do Êxtase Em muitos contextos modernos, busca-se a espiritualidade através de estados de transe, delírio emocional ou perda de consciência. No entanto, a ordem bíblica é para que sejamos sóbrios , vigilantes e equilibrados . O fruto do Espírito inclui o domínio próprio , e não a perda dele. Abandonar a lucidez mental pode, na verdade, abrir portas para influências malignas , pois a mente e a consciência são faculdades essenciais para discernirmos entre o bem e o mal. A oração eficaz exige concentração e um espírito vigilante, não alucinações ou fugas da realidade. A verdadeira força espiritual manifesta-se no dia a dia, quando estamos com os pés no chão, enfrentando a vida com coragem e fé. Desmistificando a Maldição Hereditária Existe muito medo em torno das chamadas " maldições hereditárias " e " poder das palavras ", mas é preciso entender que palavras humanas, por si só, não têm poder mágico para causar dano a quem é protegido por Deus. A verdadeira causa de qualquer maldição é a desobediência consciente à lei do Senhor. A boa notícia é que qualquer maldição pode ser revertida em bênção através do arrependimento e da conversão genuína. Ninguém precisa de rituais especiais para "quebrar" maldições se estiver em Cristo, po is Ele mesmo se fez maldição em nosso lugar na cruz (Gálatas 3:13,14). A nossa defesa é andar na verdade e na justiça, e não confiar em fórmulas mágicas de exorcismo. Conclusão: O Caminho da Nova Vida A libertação definitiva não acontece em um momento de alívio temporário durante um culto emocionalmente carregado. O alívio sem transformação é passageiro e pode até piorar o estado da pessoa no futuro (leia novamente Mateus 12:43  e Lucas 11:24-26 ). O que realmente liberta é o novo nascimento: uma regeneração que transforma quem somos ( 2Coríntios 5:17 ; Gálatas 6:15 ; Tito 3:5 ; 1Pedro 1:3,23 ). Em vez de buscarmos experiências mirabolantes, somos convidados a retornar à simplicidade e ao poder da mensagem da cruz . A liberdade real floresce quando decidimos obedecer à verdade, permitindo que o nosso espírito abatido reviva e se torne uma personalidade equilibrada e cheia de alegria. Que você seja fortalecido por uma fé que não foge da realidade, mas que se apoia somente em Cristo.

  • O Jejum que Agrada a Deus: Guia Completo para Vencer Batalhas Espirituais

    Vivemos na era do barulho. Nossos ouvidos são bombardeados por notificações incessantes, a ansiedade pelo amanhã nos consome e a fome de entretenimento cria um "ruído estático" constante na nossa alma. No meio de toda essa agitação, como conseguir ouvir a voz suave do Espírito Santo? Ao longo da história, grandes homens e mulheres de fé utilizaram uma chave antiga para baixar o volume do mundo e aumentar o volume do Céu: o jejum bíblico . Muitos cristãos hoje negligenciam essa prática, achando que é "coisa do passado" ou puro legalismo. Mas a verdade é que o jejum é uma arma devastadora contra as trevas e um convite a uma intimidade profunda com o Senhor. Se a sua vida de oração parece estagnada, este artigo é para você. Afinal, o que é o jejum bíblico? Para começar, precisamos derrubar um mito: jejuar não é fazer dieta para emagrecer e muito menos uma greve de fome para "chantagear" a Deus. O jejum é a abstenção voluntária de alimentos com um propósito puramente espiritual. Na Bíblia, essa prática é frequentemente chamada de "afligir a alma" (Levítico 16:29). É o momento em que você diz ao seu corpo: "A minha necessidade da presença de Deus é maior do que a minha necessidade do pão físico" . A carne humana tem uma inclinação natural para o conforto, a autossuficiência e o prazer (Gálatas 5:17). Quando você decide não comer, você corta a "linha de suprimentos" da sua carne, enfraquecendo o próprio ego para que o seu espírito ganhe fôlego e autoridade. O jejum é, na prática, uma oração sem palavras . Um alerta em Isaías: O jejum que Deus REJEITA Você já fez um propósito, ficou dias sem comer, e sentiu que o Céu continuou em silêncio? No tempo do profeta Isaías, o povo de Israel passou exatamente por isso. Eles cumpriam o rito de deixar de comer, mas Deus rejeitava a adoração deles. Por quê? Em Isaías 58:1-5 , o Senhor expõe a hipocrisia de um ritual vazio. No dia do jejum, o povo continuava oprimindo seus trabalhadores, buscando apenas seus próprios interesses e alimentando contendas. Deus deixa claro que um jejum divorciado da ética cristã, da justiça e do amor ao próximo é apenas uma dieta religiosa. O verdadeiro jejum que agrada a Deus começa antes de você fechar a boca para a comida; começa quando você abre o coração para perdoar (Mateus 5:23-24), para repartir o pão com o faminto e para abandonar o pecado ( Isaí­as 58:6-14) . Perigo: Uma "receita" escondida nas Bíblias Modernas Existe um motivo pelo qual o Inimigo tenta a todo custo tirar o jejum da sua rotina. Os demônios temem que o crente jejue, porque essa prática subjuga a carne — o único território onde Satanás tem legalidade para operar através das tentações. Jesus foi claro sobre certas batalhas espirituais: "E disse-lhes: Esta casta [de demônios] não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum "  (Marcos 9:29, ACF, grifo nosso). Um alerta vital:  Você sabia que muitas traduções modernas da Bíblia simplesmente apagaram a palavra "jejum" de versículos cruciais? Infelizmente, a palavra "jejum" em Marcos 9:29 e até o versículo inteiro de Mateus 17:21 são omitidos! Além disso, Em Atos 10:30 , Cornélio diz que estava em jejum  quando recebeu a visitação angelical. Algumas versões mudaram para "observando a oração". Em 1 Coríntios 7:5 , o apóstolo Paulo orienta o casal a se abster da intimidade por consentimento mútuo para se dedicar "ao jejum e à oração" . Bíblias recentes cortaram a palavra "jejum". Seja cauteloso. Para estudos profundos e batalha espiritual (segundo as Escrituras), utilize Bíblias fiéis e completas, como a Almeida Corrigida e Fiel (ACF)  ou a Bíblia King James 1611 . Satanás quer esconder essa arma de você; não permita. Os 3 Tipos de Jejum (E Como Começar) Se você deseja iniciar essa jornada, não precisa tentar quebrar recordes. A Bíblia nos mostra diferentes níveis de consagração: Jejum Normal:  Abstenção de alimentos sólidos, permitindo-se beber água (Lucas 4:2). É flexível e pode ser feito pulando o café da manhã e indo até o almoço, ou até o pôr do sol. Jejum Absoluto:  Abstenção total de comida e água. Ester e o apóstolo Paulo fizeram isso por três dias (Ester 4:16; Atos 9:9). Devido ao impacto na saúde, o limite seguro (sem intervenção sobrenatural) são três dias, devendo ser feito com muita prudência. O ideal é consultar o médico antes de iniciá-lo. Jejum Parcial (Propósito de Daniel):  Na prática, trata-se de um "propósito" para muitos dias . Ideal para iniciantes, pessoas com restrições de saúde, gestantes ou diabéticos. Consiste em retirar "manjares desejáveis", algo que você goste muito (doces, carnes, refrigerantes) e optar por uma alimentação simples e restrita (ex: frutas, verduras e legumes sem exageros) e água, como Daniel fez na Babilônia (Daniel 10:3; Daniel 1:8-21 ). A Seriedade do Voto a Deus Preste muita atenção: quando você faz um Propósito (como o de Daniel ou abster-se de algo que deseja ou precise se livrar, como redes sociais, séries, etc.), você está fazendo um voto . E a Palavra de Deus é severa: "Melhor é que não votes do que votares e não cumprires"  (Eclesiastes 5:5). Se você prometeu a Deus que ficaria 10 dias ou 1 ano sem tomar café (refrigerante, chocolate, etc) para afligir sua alma em prol de algo, cumpra sua promessa com temor ( Deuteronômio 23:21-23; cf. Números 30:1-16). Importante: Não faça voto de tolo! (Provérbios 20:25; Eclesiastes 5:1-7 ) Passo a Passo: Como fazer o seu Propósito na Prática Pronto para começar? Siga este roteiro simples e bíblico: Escolha o seu dia:  Separe um dia da semana (como o sábado/domingo) em que você terá mais tempo para ler a Bíblia e se afastar da correria para se dedicar ao Senhor. Respeite seus limites:  Comece devagar. Vá até o meio-dia, depois até as 15h, 18h, e vá evoluindo. O Senhor sonda a sinceridade do seu coração, não somente o relógio. Entenda o propósito do jejum para perceber que a intensidade da sua entrega vale mais que a extensão do período. Mantenha a vigilância:  O diabo vai tentar você exatamente no meio do jejum (assim como fez com Jesus). Você ficará irritado, ou alguém oferecerá sua comida favorita. Vigie para não pecar e invalidar seu propósito (observe em Mateus 4 e Lucas 4, que durante o jejum, o diabo queria promover o pecado). Este estado de vigilância é exatamente o objetivo do jejum: afligir a sua alma, silenciar suas paixões visando disciplinar seu coração diante do Senhor. Coloque isso em mente: Você deve passar todo o período do jejum sem pecar em momento nenhum! Se você pecar, você deve se arrepender imediatamente e reiniciar a partir daquele momento. Se não for possível reiniciar imediatamente, refaça em outro dia. Esse estado de alerta lhe trará enormes benefícios, pois você passará a perceber que dia após dia você pode ter se acostumado com "pecadinhos de estimação" imperceptíveis, mas, com o jejum, silencia o mundo e desperta o seu espírito, você estará mais apto a ouvir a voz do Espírito Santo acerca de cada detalhe que, até então, não te incomodava (ou você fingia que não percebia até ter a mente cauterizada nesta área). Transforme fome em oração:  Se você não come, mas passa o dia maratonando séries, está apenas passando fome. Use o horário da refeição para dobrar os joelhos. Levante-se e ouça louvores, dedique o período para leitura da Palavra de Deus e ouvir pregações. Submeta sua alma a Cristo! Santidade no Lar:  Se é casado, o jejum deve ser acompanhado da abstenção íntima não por imposição, mas por consentimento mútuo , como Paulo ensina em 1 Coríntios 7:5. Detalhe: A relação íntima não é pecaminosa dentro do casamento, assim como a alimentação não é pecado. Afinal, sendo o jejum o ato de "afligir a alma", além da alimentação e distrações (entretenimentos), a abstinência sexual é mais uma das "satisfações" carnais que obviamente deve ser evitada neste período. O Noivo Vem! Por que jejuamos debaixo da Graça do Novo Testamento? Jesus nos deu a resposta em Mateus 9:15. Ele é o Noivo, e nós somos a Noiva. Enquanto Ele caminhava na terra, não havia motivo para seus discípulos jejuarem. Mas Ele avisou: " Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão ". Nós vivemos esses dias! Hoje, o nosso jejum não é para "pagar" pela salvação, mas é um "silencioso grito" de saudade. Jejuamos para manter nossa lâmpada acesa enquanto aguardamos o toque da trombeta. É a nossa forma física de dizer: " Ora vem, Senhor Jesus!" (Apocalipse 22:20 ) O seu desafio prático:  Não saia deste artigo e volte para a mesma rotina morna. Separe um dia nesta semana. Faça o seu voto com prudência. Mortifique a sua carne e fortaleça sua vida espiritual. E veja como Deus ainda responde com fogo do Espírito Santo àqueles que O buscam de todo o coração. "E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração." (Jeremias 29:13) (Gostou deste conteúdo? Ele foi baseado no livro "O Jejum que Agrada a Deus: A Luta entre a Carne e o Espírito" . Compartilhe este artigo com um irmão em Cristo e ajude a resgatar essa arma poderosa na Igreja!) ✓ Conheça os nossos cursos gratuitos, acesse e participe conosco:

  • O TABERNÁCULO e JESUS – A Tenda da Revelação

    Este será o primeiro de estudo que vamos falar sobre Tabernáculo. Existem vários estudos que podemos ver sobre a revelação de suas características com as características de Jesus Cristo. Mas neste estudo veremos uma parte dos significados existentes dentro do Tabernáculo, comparando-os e visualizando-os com o nosso Senhor Jesus e suas características. Segue abaixo uma imagem geral do Tabernáculo dado por Deus a Moisés. A revelação dada a Moisés sobre a construção do Tabernáculo foi algo maravilhoso, vindo diretamente de Deus para que o Todo Poderoso viesse a habitar no meio dos homens. Toda essa revelação são sombras, ou seja, figuras e exemplos das coisas celestiais, assim como diz em Hb 8:5 ( os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés devidamente foi avisado, estando já para acabar o Tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte te se mostrou) . Isso significa que são coisas escondidas em símbolos. Em Hb 10:1 (Porque tendo a Lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem a cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam) e nos fala também que a Lei é a sombra dos bens futuros e não a imagem real. Quando vemos a sombra de uma mão, por exemplo, nós podemos identificar que é uma mão, mas não conseguimos ver os detalhes dos dedos, da pele, etc…, mas sabemos que se trata de uma mão. Isso não quer dizer que a revelação dada a Moisés não possa ter um significado profundo. Podemos sim ver muitos detalhes e significados naquilo que o Senhor revelou. Vamos iniciar com alguns deles. No Tabernáculo temos o Altar de bronze (Ex 38:1-7) , que fica logo na entrada e é a maior peça, também chamado de altar do holocausto, devido ser ali que ocorriam os holocaustos. Era feita de madeira de Acácio ou madeira de Cetim, dependendo da sua tradução. Ali era onde aconteciam os sacrifícios, sendo assim uma figura da cruz onde cristo foi sacrificado. Essa revelação se torna maior quando João fala sobre Jesus em Jo 1:29 ( ), Cristo é identificado neste momento como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Os cordeiros que eram sacrificados no Altar de Bronze não removiam completamente o pecado, mas era uma figura de Jesus. E é neste momento que é totalmente revelada e feita a associação do cordeiro, que era imolado no Altar, com Jesus, o cordeiro de Deus. Essa é uma grande revelação. Na próxima peça do Tabernáculo vemos a Bacia, Pia ou Lavatório, dependendo da sua tradução, Ex 40:30 (Pôs também a pia entre a tenda da congregação e o altar, e nela pôs água para lavar) , essa água existente era para se lavar e não para beber, isso nos remete a algo que aconteceu entre Jesus e seus discípulos, que foi o ato de Jesus lavar os pés de seus apóstolos Jo 13:5-8 (Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés dos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha que estava cingido) 15:3 (Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado) . Pedro até repreende Jesus na hora de lavar seus pés, mas Jesus alerta que se não ocorrer isso não poderá ter parte com Ele. Jesus é o portador dessa “água” que limpa, o portador da Palavra que é espirito de vida. Indo mais para dentro do Tabernáculo, após o primeiro véu, no primeiro ambiente, chamado de Santo Lugar, temos a direita a Mesa dos Pães da Proposição , Ex 37:10-16. A mesa sustentava doze pães, duas fileiras de seis pães que representavam as 12 tribos de Israel, ou o povo de Deus ali em sombra. Pão este feito de trigo e não de joio. A mesa representa, também, Cristo, que sustenta seu povo. Cristo pode ser também o pão da vida. Ele também fala que é o cabeça da sua igreja, do seu povo Jo 6:35 (E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá cede) . Também indica para Cristo chamando o seu povo para ficarem juntos com Ele, cearem com Ele, pois Ele também é o pão da ceia. Muitos outros significados existem nesta revelação, mas isso é para outro estudo. Ainda no primeiro ambiente, no Santo Lugar, do lado esquerdo temos o Castiçal, Menorá ou Candelabro . Uma peça extremamente preciosa, pois era feita de ouro puro, que serve para iluminar o local, pois com aquele ambiente totalmente fechado haveria a necessidade de algo para iluminar, sedo assim, nos remete também a figura de Cristo quanto a ser a Luz do mundo Jo 9:5 (enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo) Lc 2:32 (Luz para iluminar as nações, e glória para teu povo Israel) . Do mesmo modo que Cristo também é o pão junto com seu povo Ele também diz que o seu povo é o sal da terra e que deve servir de luz para o mundo, dentro destas trevas espirituais que nos rodeiam. Continuando dentro do mesmo ambiente, no Santo Lugar mais a frente, no centro, próximo ao segundo véu, temos o Altar do Incenso Ex 37:25-29, que aponta para as orações do povo, como dito em Ap 5:8 (E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.) . Isso representa Cristo devido Ele ser o intercessor entre os homens e Deus como dito em Jo 17:20 (E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua palavra hão de crer em mim) . Jesus não está ali intercedendo somente pelos Apóstolos, mas também por todos aqueles que futuramente irão crer Nele. Ou seja, por cada um que tenha comunhão com Ele. O Tabernáculo é uma figura riquíssima de Cristo, más antes de avançarmos para dentro do próximo compartimento, que é o Santíssimo Lugar, vamos falar do Véu . Este véu, Ex 26:33, é o que separava o Santo Lugar, onde haviam os objetos anteriores relatados (a mesa dos pães, o candelabro e o altar do incenso) é uma figura de Cristo. Logo depois do véu estava a Arca da Aliança ou, também chamada de Arca do Testemunho. Somente o Sumo sacerdote poderia ultrapassar o véu para chegar à Arca e somente uma vez por ano. A bíblia diz que somos sacerdotes de Deus, então se Jesus não abrisse esse véu, não teríamos acesso ao trono de Deus que é representado pela Arca. Só Jesus poderia ter acesso direto ao Pai, Ele é o véu e fazia essa separação, mas quando Ele veio, abriu-se o caminho de acesso ao Pai. Vamos ver algumas passagens sobre isso: Jo 14:6 (Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.), Mc 15:37-38 (E Jesus, dando um grande brado, expirou. E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo.), Hb 10:20 (Pelo novo e vivo caminho que ele no consagrou, pelo véu, isto é, pela carne,…) . No livro de Marcos fica claro que, quando o véu se rasga de alto a baixo demonstra que não é uma ação humana, como seria se fosse de baixo para cima, mas uma ação divina devido a altura do véu também. Como Cristo também era o véu, Ele teve que rasgar a sua carne, na cruz, para poder abrir esse caminho para nós direto ao Pai, sem precisarmos de um intercessor humano. Seguindo agora para mais adiante temos o Lugar Santíssimo, onde se encontra a Arca da Aliança Ex 37:25-29. Dentro da Arca temos: as duas pedras da Lei, onde estavam escritos os dez mandamentos, tínhamos também a vara de Arão que floresceu, representando os milagres de Deus, tínhamos também um pote de ouro contendo o maná que traduz a provisão de Deus para o seu povo. A tampa da Arca, onde estão os querubins, também é chamada de propiciatório, uma peça muito importante e de grande significado. Identificamos também como Cristo, conforme 1 Jo 2:2-3 (E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelo de todo o mundo. E nisso sabemos que O conhecemos: Se guardamos os seus mandamentos) . Ele é a propiciação se guardamos os seus mandamentos. E os mandamentos estavam guardados dentro da Arca, remetendo assim a Jesus. O Tabernáculo, como um todo, também representa a cristo. A finalidade era para representar que Deus havia determinado um local ou um ambiente para que Ele pudesse habitar no meio do seu povo, um lugar santo para que o povo pudesse saber que Deus estava com eles e que poderia caminhar no deserto junto com eles, no meio deles. Sendo assim, visualizamos Jesus como o santuário e o santo de Deus. Quando Jesus chega ao templo e vê aquilo tudo acontecendo, os judeus lhe pedem um sinal. Foi quando o Senhor fala o que está citado em Jo 2:19-21 (Jesus respondeu, e disse-lhes: Destruí este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo.) . Ali estava falando do templo do seu corpo. O Tabernáculo representava o próprio corpo de Cristo que seria levantado em três dias. O mesmo representa também o nosso corpo, a igreja de Cristo, o templo do Espirito Santo. Tudo isso é uma revelação maravilhosa para nós. E para reafirmarmos tudo isso podemos ver, também, a passagem em Jo 1:14 (E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade) . Muitas versões estão escrito que Ele habitou entre nós, mas a melhor tradução seria “TABERNACULOU” entre nós. A palavra no grego é SKENOO= fixar Tabernáculo , ter o tabernáculo, permanecer ou viver num tabernáculo ou tenda. Este foi um estudo para iniciantes, sobre os objetos e seus significados. São significados mais aparentes, mais simples. Existem outros sinais mais complexos que poderão ser objetos de estudos mais a frente. Se você chegou até este ponto no estudo pode-se considerar um vencedor, pois o inimigo tenta de toda maneira nos atrapalhar de conhecermos mais a Cristo, pois ele também sabe que quanto mais conhecemos a Deus e ao seu Filho, mais O amaremos e por consequência mais o serviremos por amor. Que a Paz do nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos nós! ✓ Conheça os nossos cursos gratuitos, acesse e participe conosco: ✓ Se Inscreva em nosso Canal no YOUTUBE : https://www.youtube.com/c/CursoBiblicoOnlineTeologia ✓ Nossa página no INSTAGRAM : https://www.instagram.com/cursobiblicoonline ✓ Ouça os estudos em áudio em Podcast : http://cursobiblicoonline.com.br/podcast-audios/ ✓ Nosso Canal no TELEGRAM : https://t.me/cursobiblicoonline #arcadaaliança #castiçal #menorah #tabernáculo

  • Quem era a mulher cuxita que Moisés casou?

    Afinal, quem foi a mulher cuxita que Moisés se casou? Seria uma princesa etíope? Uma rainha da Etiópia? O que a Bíblia fala sobre isso? Antes de mais nada, vamos mostrar onde está o texto bíblico: Miriã e Arão falaram contra Moisés, por causa da mulher cuxita que este havia tomado; pois ele tinha tomado uma mulher cuxita . – Números 12:1 Vamos expor as análises acerca da mulher cuxita (ou “mulher cusita” em algumas traduções), tanto na tradição hebraica como nas Escrituras. Não uma mulher etíope, mas a própria Zípora! Há ainda uma teoria, apoiada por Rashi [1] e Ibn Ezra, entre outros exegetas judaicos, que parecem não admitir a ideia de Moisés ter arrumado uma esposa etíope. Eles alegam que a mulher “cuxita” se trate de Zípora, filha de Jetro, cuja beleza era reconhecida por todos, do mesmo modo que contrasta com a negritude de uma etíope [2] . E, para negar essa possibilidade de Moisés ter possuído uma mulher etíope, fazem cálculos baseados na Guemátria, buscando um valor numérico equivalente entre as palavras “vistosa” (ou “reconhecida beleza”) e “cushita” [ cushit , cuja tradução literal é etíope]. De acordo com Rashi, o termo cushita (ou cuxita) foi repetido, para ressaltar que sua beleza física era tão grande quanto as qualidades de seu caráter [3] . Rashi [4] ainda vai dizer que: Ela foi chamada de “etíope” por conta de sua beleza, assim como um homem chamaria seu filho bonito de “etíope” para evitar que recaia sobre ele o mau-olhado. Em contrapartida, Kent Dobson (2019, p. 196) sugere que “talvez eles estivessem chateados que Moisés tivesse se casado com uma estrangeira de uma região geográfica completamente diferente. É possível que, em um momento de justiça poética, a punição de Míriam de ter uma pele branca como a neve (veja v. 10) fosse para contrastar com a pele negra da mulher de Moisés.” Cuxe é a Etiópia ou seria Midiã? Alguns comentaristas, preferem associar o adjetivo “cuxita” a alguma tribo do noroeste da Arábia, vizinha ou talvez idêntica à Midiã (país de origem de Zípora). Buscando um suposto paralelo entre os termos em Habacuque 3:7, sugerem que Cuxe deveria ser uma designação arcaica de Midiã. Porém, fica claro no próprio texto que se trata de nações distintas, pois se for aplicado o mesmo método de interpretação a vários textos similares; por exemplo em Isaías 7:18, deveríamos concluir que o termo Egito seria apenas uma designação arcaica de Assíria. É evidente que tal afirmação não é coerente! Dessa forma e sem base sólida, sustentam que a mulher etíope deveria ser a própria Zípora. Por que implicar com a mulher cuxita? Entretanto, surge então uma pergunta: Qual podia ser o motivo das reprovações que Miriã e Arão fazia a seu irmão a esse respeito? De acordo com Rashi, “era o fato de Moisés abandonar a esposa: absorvido por suas tarefas de profeta, ele teria negligenciado o lar. […] A opinião de Rashi foi vivamente criticada desde a Idade Média por numerosos comentadores.” (CHOURAQUI, 1997, p. 126) Outra teoria na tradição judaica sobre a mulher cuxita: Uma Rainha Etíope! Outros exegetas judeus, “dizem que esta mulher era uma das rainhas da Abissínia [Etiópia], que Moisés tinha tomado como mulher durante sua estadia de quarenta anos naquele país.” (TORÁ, 2017, p. 422, grifo nosso) O que Josefo falou sobre isso? Uma Princesa Etíope! De acordo com o historiador Flávio Josefo (1990, p. 141), os etíopes fizeram uma investida militar contra o Egito e obtiveram importante vitória. Os egípcios reconheceram-se muito fracos para resistir a tão grande força e receberam uma mensagem que havia apenas um homem – um hebreu – capaz de salvar o Egito nessa guerra. “O rei não teve dificuldade em julgar, por essas palavras, que Moisés era o hebreu em questão, ao qual o céu destinava salvar o Egito, e pediu à filha para fazê-lo general de todo o exército.” Moisés então, como um “ilustre general” do Egito, impeliu os etíopes até Sabá, capital da Etiópia. Sendo reconhecido por seu ato de bravura, por “Tarlis, filha do rei da Etiópia”, que “mandou oferecer-lhe a mão em casamento. Ele aceitou a honra, com a condição de que ela lhe entregasse a cidade. A promessa foi confirmada com um juramento e, depois que o tratado foi feito, em boa fé de parte a parte, ele deu graças a Deus por tantos favores e reconduziu os egípcios vitoriosos de volta à sua pátria.” (JOSEFO, 1990, p. 142). Esta princesa, portanto, teria permanecido no Egito durante a fuga de Moisés para Midiã (onde Moisés conheceu e se casou com Zípora), depois teria voltado à vida conjugal como segunda mulher, ao lado de Zípora, por ocasião do Êxodo. A mulher cuxita na Bíblia – Até onde a Escritura fala sobre isso? As Sagradas Escrituras não se preocupam em explicar os detalhes acerca dessa mulher e, muito menos, em qual momento Moisés a conheceu levando-a ao deserto. Até porque, isso não tem a menor importância para explicar o evento. A palavra cuxita (כושׂית Kûshiyth) provém do termo hebraico כושׂ Kûsh, que de acordo com o Dicionário Strong, significa Cuxe ou Etiópia ou etíopes = “negro”. (Strong) De forma simples (como está escrito), basta dizer que Moisés havia tomado uma mulher etíope. Na Bíblia, Cuxe é o primogênito de Cam, sendo um importante neto de Noé: “Os filhos de Cam: Cuxe , Mizraim, Pute e Canaã.” Gênesis 10:6 Por que não eu? E disseram: — Será que o Senhor falou somente por meio de Moisés? Será que não falou também por meio de nós? E o Senhor ouviu o que eles disseram. – Números 12:2 Arão, o porta-voz oficial de Moisés (Êx 7:1,2) e sumo sacerdote era um profeta. Miriã também era uma profetisa. “A profetisa Miriã, irmã de Arão, pegou um tamborim, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamborins e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantem ao Senhor , porque triunfou gloriosamente e lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.” (Êxodo 15:20,21). Ambos deixaram-se levar pela ideia errônea de que, por serem usados por Deus deveriam assumir o posto de Moisés. Podemos observar que o problema aqui não tinha relação com a mulher cuxita. Ela foi usada apenas como um pretexto para atacar seu relacionamento especial com Deus e seu ministério profético. O problema real não era a esposa, e sim que eles manifestaram ter inveja (Moisés se acha o preferido?) e orgulho (também somos usado por Deus!). Ainda hoje, muitos obreiros não percebem, mas suas esposas são alvo constante dos ataques do inimigo, pois sabe que elas são os vasos mais frágeis (1 Pedro 3:7) e, portanto, arma planos constantes com a finalidade de destruir o casamento e o ministério dos maridos! ___________________________ Quer aprender mais? Conheça nossos CURSOS GRATUITOS  e amplie seus conhecimentos bíblicos e teológicos! Vídeo relacionado Deus te abençoe! ⬤ Os materiais didáticos e demais artigos publicados no site estão protegidos por direitos autorais © | Se desejar utilizar algum texto em uma obra ou publicação, entre em contato conosco clicando aqui   ___________________________ Clique aqui para saber mais sobre A LEPRA em MIRIÃ   ___________________________ Bibliografia CHOURAQUI, A. A Bíblia – No Deserto (Números) . Tradução de Paulo Neves. Rio de Janeiro: Imago Ed., 1997. DOBSON, K. Ensinamentos da Torá: conciliando a história judaica com a fé cristã / com notas de Kent Dobson. Tradução de Maurício Bezerra Santos Silva. 1ª. ed. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2019. JOSEFO, F. História dos Hebreus . Tradução de Vicente Pedroso. Rio de Janeiro: CPAD, 1990. RASHI. Torá-Rashi: Sefer Bamidbar-Números: com comentários de Rashi. Tradução de Yaacov Nurkin; Haftarot traduzidas e Targum Onkelos. São Paulo: Maayanot, 2018. (Coleção Torá Rashi; v.4). TORÁ. A Lei de Moisés . São Paulo: Sêfer, 2017. [1] Rashi, comentarista judeu que viveu na França, em Troyes, Champagne, no século XI [2] (RASHI, 2018, p. 125) [3] (TORÁ, 2017, p. 422) [4] (RASHI, 2018, p. 125) #cuxita #Números121 #etiópia #cusita #lepra #etíope #mulhercuxita #Moisés #cuxe #Arão #miriã

  • Gafanhoto e mel: O que João Batista comia?

    É verdade que João batista comia gafanhoto e mel? Gafanhoto, isso mesmo! João Batista comia gafanhotos e mel silvestre! A Crítica Hoje em dia, você que mora no ocidente que é abundante em variedade de alimentos, pode até achar estranho que uma pessoa possa comer gafanhotos. Mas comer insetos é uma prática comum em outras partes do mundo até hoje. Principalmente nas regiões orientais onde a concentração populacional é imensa e o alimento é escasso. Com a ascensão da crítica textual do NT desde os séculos XVII e XVIII tendo um forte crescimento no século XIX, vários críticos começaram a sugerir que a Bíblia não era inspirada pelo Espírito Santo, outros diziam que o conteúdo bíblico era “em parte” divino (negando a totalidade do registro bíblico como autêntico). Sugeriu-se que as traduções devessem passar por revisões baseadas em 3 ou 4 manuscritos que, agora eram considerados os mais antigos. Várias mudanças foram propostas (e ainda são) pelos críticos da Bíblia. Os textos que foram colocados entre colchetes são bons exemplos dessas tentativas de mudança no conteúdo bíblico (fique atento a isso)! Esses textos geralmente são citados pelos cristãos muito antes dos tais manuscritos aclamados pela crítica. ATENÇÃO: OS TEXTOS COLOCADOS ENTRE COLCHETES PELA CRÍTICA TEXTUAL As alterações propostas Entres as sugestões, entram tentativas de moldar a literatura a partir de suposições. Por exemplo a expressão “fundo de uma agulha” seria uma suposta referência a uma pequena porta; o “mel” não seria de abelha, mas somente de tâmaras; “cantar do galo” um toque de trombeta romana. e também que a dieta de João Batista não fosse o inseto chamado “gafanhoto”, mas uma planta como a alfarrobeira. É evidente que algumas dessas proposições podem sim fazer sentido, mas nem todas! O que a Bíblia diz sobre comer gafanhotos? Muitos ignoram que na Lei de Moisés (a qual vigorava nos tempos de João Batista) era permitido comer gafanhotos, pois eles contêm mais de 70% de proteínas, aminoácidos e outros nutrientes. "Mas de todo inseto que voa, que anda sobre quatro pés, cujas pernas traseiras são mais compridas, para saltar com elas sobre a terra, estes vocês podem comer. Deles, vocês podem comer estes: a locusta, segundo a sua espécie; o gafanhoto devorador, segundo a sua espécie; o grilo, segundo a sua espécie; e o gafanhoto, segundo a sua espécie." - Levítico 11:21,22 Por isso, tanto Mateus como Marcos dizem a mesma coisa sobre a alimentação de João Batista: “João usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinto de couro. O seu alimento eram gafanhotos e mel silvestre.” Mateus 3:4 “A roupa de João era feita de pelos de camelo. Ele usava um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre”. Marcos 1:6 Qual o significado do termo no idioma original? No texto bíblico a palavra grega traduzida por gafanhotos é ἀκρίς, que de acordo com os mais diversos Dicionários (veja abaixo) significa gafanhoto (locusta), o inseto: STRONG “1) gafanhoto, locusta, em particular a espécie que infesta principalmente os países orientais, devastando campos e arvoredos. Enxames incontáveis deles quase a cada primavera são levados pelo vento da Arábia até a Palestina, e tendo devastado aquele país, migram para as regiões mais ao norte, até perecerem caindo no mar. Os orientais acostumaram-se a comer locustas, quer cru ou assado e temperado com sal (ou preparado de outros modos). Os israelitas também tinham permissão para comer locustas.” James Strong, Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong (Sociedade Bíblica do Brasil, 2002). ἀκρίς, -ίδος, ἡ, gafanhoto TAYLOR, William Carey, Dicionário do Novo Testamento Grego (Rio de Janeiro, RJ: JUERP, 2011), p. 15. ἀκρίς, a locust. SOUTER, Alexander, A Pocket Lexicon to the Greek New Testament (Oxford: Clarendon Press, 1917), p. 11. ἀκρίς n., locust: Le 11:22 (1×) HOOGENDYK, Isaiah, The Lexham Analytical Lexicon of the Hebrew Bible (Bellingham, WA: Lexham Press, 2017). ἀκρίς (akris), locust. Heb. equiv. fr. LXX: אַרְבֶּה (15×), חָגָב (3×), יֶ֫לֶק (3×); + 3 גֹּבַי (2×), גֵּבָה (1×), חַרִגֹּל (1×) BRANAAN, Rick, The Lexham Analytical Lexicon to the Greek New Testament (Logos Bible Software, 2011). Observações finais Os mais diversos comentaristas concordam que se trata do inseto e lembram que, diante das orientações divinas, João Batista não se alimentava de forma incorreta. Chouraqui (1996) afirma que “as roupas e a alimentação de Iohanân se assemelham às dos essênios e dos ascetas consagrados a IHVH. Ele foi um dos que, entre os hebreus, perseguiam um ideal de pureza e de consagração a IHVH na solidão do deserto. As roupas e a alimentação de Iohanân se assemelham também às de Eliyahou (Elias) (2Rs 1,8; MI 4,5; Eclo 48,10).”. CHOURAQUI, A. A Bíblia – Matyah (o Evangelho segundo Mateus) – um novo pacto, anúncio dos quatro. Tradução de Leneide Duarte. Rio de Janeiro: Imago Ed., 1996, p. 66. Quanto aos gafanhotos, Chouraqui diz: “ gafanhotos : o consumo deste inseto, muito rico em vitaminas, é autorizado pela Torá. Hoje em dia, ainda é consumido pelos árabes. Eram habitualmente comidos pelos hebreus e ainda hoje o são pelos beduínos.” CHOURAQUI, A. A Bíblia – Marcos (O Evangelho segundo Marcos) um novo pacto, anúncio dos quatro. Tradução de Leila Duarte. Rio de Janeiro: Imago Ed., 1996, p. 47. Portanto, João Batista se alimentava corretamente ao comer o inseto (gafanhoto), seguindo as instruções da Lei de Deus, dada a Moisés. Deus te abençoe Quer aprender mais? Conheça nossos CURSOS  e amplie seus conhecimentos bíblicos e teológicos! Clique aqui  para acessar a página dos CURSOS. Qualquer dúvida, entre em contato de suporte dos cursos clicando no ícone flutuante do WhatsApp que aparece na tela. Vídeo relacionado ATENÇÃO: OS TEXTOS COLOCADOS ENTRE COLCHETES PELA CRÍTICA TEXTUAL #gafanhoto #gafanhotos #JoãoBatista

  • A Rainha Ester: Hadassa

    Em tempos de crise e incerteza, essa história de coragem e confiança em Deus continua a inspirar gerações. A rainha Ester , uma figura central no Antigo Testamento , exemplifica isso de forma poderosa. Sua jornada de uma órfã judia para rainha da Pérsia revela o valor profundo da fé e da obediência, mostrando como Deus usa pessoas comuns para cumprir Seus propósitos. As circunstâncias usadas por Deus descritas no livro de Ester , transformaram não só sua vida, mas a de todo o seu povo. A Ascensão de Ester A história de Ester começa em um contexto de exílio e mudança. Após a rainha Vasti ser deposta, o rei Assuero ordena uma busca por uma nova rainha. Ester, cujo nome hebraico é Hadassa (Ester 2:5-7), é uma jovem judia órfã criada por seu primo Mardoqueu (Ester 2:7) . Ela é levada ao palácio real, onde sua beleza e graça chamam atenção (Ester 2:8,9) . Ester demonstra obediência desde o início, seguindo as orientações de Mardoqueu: " Ester, porém, não declarou o seu povo e a sua parentela, porque Mardoqueu lhe tinha ordenado que o não declarasse " (Ester 2:10, ACF). Essa discrição não era mera estratégia humana, mas um ato de obediência que posicionava Ester para um papel maior. Ao ser escolhida como rainha, " o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti " (Ester 2:17, ACF). Aqui, vemos como a obediência a autoridades terrenas, alinhada à providência divina, prepara o terreno para intervenções maiores. Ester não busca o poder; ela o recebe , confiando no plano de Deus. O Desafio da Fé O ponto de virada vem quando Hamã, um oficial do rei, trama o extermínio dos judeus. Mardoqueu, ao descobrir o plano, urge Ester a interceder junto ao rei. Mas aproximar-se do monarca sem ser chamada era arriscar a morte. Ester hesita inicialmente, respondendo: "Todos os servos do rei, e o povo das províncias do rei, bem sabem que todo o homem ou mulher que chegar ao rei no pátio interior, sem ser chamado, não há senão uma sentença, a de morte, salvo se o rei estender para ele o cetro de ouro, para que viva; e eu nestes trinta dias não tenho sido chamada para ir ao rei" (Ester 4:11, ACF). Mardoqueu, porém, a desafia com palavras proféticas: "Não imagines no teu íntimo que, por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?" (Ester 4:13-14, ACF). Essa exortação desperta a fé de Ester. Ela responde com determinação: "Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci" (Ester 4:16, ACF). Sua fé não é passiva; envolve jejum, oração coletiva e uma entrega total a Deus, demonstrando que a verdadeira obediência muitas vezes exige risco pessoal. Obediência que Traz Vitória Com fé fortalecida, Ester age. Vestida com trajes reais, ela se apresenta ao rei: " E sucedeu que, vendo o rei a rainha Ester, que estava no pátio, ela alcançou graça aos seus olhos; e o rei estendeu para Ester o cetro de ouro, que tinha na sua mão, e Ester chegou, e tocou a ponta do cetro " (Ester 5:2, ACF). Em banquetes preparados com sabedoria, Ester revela o plano de Hamã. No clímax, ela declara: " Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição, e o meu povo como meu desejo. Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e aniquilarem de vez " (Ester 7:3-4, ACF). O rei, furioso, ordena a execução de Hamã: "Enforcaram, pois, a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se aplacou" (Ester 7:10, ACF). A obediência de Ester, guiada pela fé, inverte o destino: os judeus recebem permissão para se defender, e "para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra" (Ester 8:16, ACF). Aplicando a Fé e Obediência de Ester Hoje O Livro de Ester nos ensina que a fé genuína se manifesta em obediência ativa, mesmo em face do medo. Ela não confiou em sua posição real, mas em Deus, que a elevou "para tal tempo como este". Em um mundo onde desafios semelhantes surgem, como perseguições, injustiças ou dilemas éticos, a história de Ester nos convida a jejuar, orar e agir com coragem. Sua vida prova que Deus opera por meio daqueles que O buscam, transformando ameaças em triunfos. Se a história de fé de Hadassa te fortalece, reflita: como você tem sido desafiado a demonstrar obediência em sua própria vida? Continue acompanhando nosso site! Vídeo relacionado (O Livro de Ester - COMPLETO)

  • Reis e Profetas – Linha do Tempo

    Você já deve ter percebido que quase sempre os Profetas estão dirigindo suas mensagens aos Reis das nações, certo? Já parou para pensar que, antes de ler um profeta, você deveria ler a história desses reis para saber em qual contexto a profecia se encaixa? Vamos a um exercício simples: O período em que o profeta Miquéias profetizou… “Palavra do SENHOR, que veio a Miquéias , morastita, nos dias de Jotão , Acaz e Ezequias , reis de Judá, a qual ele viu sobre Samaria e Jerusalém.” – Miquéias 1:1 Miquéias foi citado por Jeremias… “ Miquéias , o morastita, profetizou nos dias de Ezequias , rei de Judá, e falou a todo o povo de Judá, dizendo: Assim disse o Senhor dos Exércitos: Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedras, e o monte desta casa como os altos de um bosque.” – Jeremias 26:18 Depois… Jeremias foi citado por Daniel “No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias , em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.” – Daniel 9:2 Sendo assim, sabemos que Miquéias profetizou antes de Jeremias , que por sua vez veio antes de Daniel … Clique aqui para BAIXAR o PDF: Os Reis e os Profetas – Linha do Tempo ✓ Estude TEOLOGIA com a gente: Teologia Sistemática (Curso Completo) https://www.cursobiblicoonline.com.br/teologia/ ✓ Se Inscreva em nosso Canal no YOUTUBE : https://www.youtube.com/c/CursoBiblicoOnlineTeologia ✓ Nossa página no INSTAGRAM : https://www.instagram.com/cursobiblicoonline ✓ Ouça os estudos em áudio em Podcast : http://cursobiblicoonline.com.br/podcast-audios/ ✓ Nosso Canal no TELEGRAM : https://t.me/cursobiblicoonline #reiseprofetas #tabeladereisdeisrael #tabeladosreisdeJudá

  • O Calvinismo é o Evangelho?

    É comum ouvir de pregadores calvinistas a ideia propagada por Spurgeon associando diretamente o Evangelho ao escopo teológico de Calvino: “Calvinismo é apenas um apelido; Calvinismo é o evangelho, e nada mais.” ( Charles Spurgeon, The New Park Street Pulpit , Vol. 1, 1856 ). É óbvio que essa ideia não passa de um exclusivismo por parte do pregador, por isso, esse artigo escrito por Ben Kiger se torna tão importante. *[Artigo traduzido e publicado com autorização do autor para Felipe Morais ] Neste artigo escrito por Ben Kiger, demonstrará que o Evangelho está muito acima de qualquer esquema soteriológico e que sua abrangência é universal. — escrito por Ben Kiger “O calvinismo é o evangelho , e nada mais.” — Charles Spurgeon O Calvinismo é o Evangelho? Spurgeon tinha uma barba bem bonita... Ele também fez uma afirmação aqui que merece ser examinada diretamente. Equiparar o calvinismo a “Cristo e Este crucificado” é uma extrapolação teológica. Isso toma um sistema explicativo particular e o eleva ao nível do próprio Evangelho . O Evangelho não é uma estrutura sobre poder, decretos ou inevitabilidade . O Evangelho é a revelação do Amor do Pai , tornado conhecido no Filho , através da iluminação do Espírito Santo (João 3:16; João 1:14; 1 João 4:9). Cristo crucificado não é Deus provando quão soberano Ele é sobre os pecadores. É Deus entregando-se por eles. O calvinismo, em seu ponto mais forte, busca defender o poder de Deus. Mas, ao fazê-lo, frequentemente diminui algo que as Escrituras se recusam a subordinar: o Amor de Deus não é secundário ao Seu poder, nem explicado por ele. O Amor não é um resultado de decreto; é a própria Natureza de Deus (1 João 4:8). O poder serve ao Amor — e não o contrário. A Cruz não revela um Deus que salva porque precisa cumprir um sistema. Ela revela um Deus que salva porque deseja entregar a Si mesmo, porque Ele é Amor. O calvinismo é comumente resumido por cinco pontos, lembrados pelo acrônimo TULIP (em inglês): Depravação Total ( Total Depravity ) Diz-se que a humanidade é incapaz de responder a Deus de qualquer forma. Contradição:  Um amor que cria pessoas, mas remove sua capacidade de responder, não é mais relacional , é mecânico. Eleição Incondicional ( Unconditional Election ) Deus escolhe alguns para a salvação sem referência à fé, desejo ou participação. Contradição:  Uma escolha que exclui a resposta colapsa o amor em uma preferência ou decreto arbitrário . Expiação Limitada ( Limited Atonement ) O Amor de Cristo é restrito àqueles pré-escolhidos, tornando a cruz desnecessária [para os outros]. Contradição:  Um amor revelado na cruz que não é oferecido a todos não é mais uma boa nova universal . Graça Irresistível ( Irresistible Grace ) O chamado salvífico de Deus não pode ser resistido. Contradição:  Um chamado que não pode ser recusado não é um convite, mas uma imposição . Perseverança dos Santos ( Perseverance of the Saints ) Os eleitos inevitavelmente perseverarão até o fim porque foram feitos para isso. Contradição:  Uma fé que não pode falhar não é fé verdadeira — é inevitabilidade vestindo linguagem religiosa. Deus preservará os crentes genuínos através da fé , mas não é porque eles foram escolhidos arbitrariamente . O Evangelho anuncia o Amor de Deus Tomados em conjunto, esses pontos formam um sistema fechado no qual os resultados são fixados por decreto . A questão não é que eles enfatizem a iniciativa de Deus, mas que eles redefinem o Amor , a responsabilidade e o sofrimento de maneiras que entram em conflito com o caráter de Deus revelado em Cristo . As Escrituras não apresentam a fé como a suspensão da razão , mas como o seu cumprimento. “Vinde, pois, e arrazoemos”, diz o Senhor (Isaías 1:18). O Logos  convida à coerência, não à contradição — significando que a justiça de Deus, o Amor e as ações devem ser inteligíveis com Quem Ele revelou ser em Cristo. O amor pode ser recebido ou recusado O Evangelho proclama que o chamado de Deus é universal (João 1:9; Tito 2:11; João 12:32), que Cristo é “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29), e que o Amor convida em vez de coagir . Um Amor que não pode ser recusado não é Amor relacional, mas poder efetivo. Embora a humanidade seja responsável, essa responsabilidade só é justa porque Deus estende Seu chamado a todos (Atos 17:30). Caso contrário, o sofrimento se tornaria ilógico. A existência que não seja Deus é imperfeita por natureza e, sem Cristo, o Logos  que cura e completa, a imperfeição necessariamente colapsa em falha. Portanto, Deus supre o remédio para essa imperfeição não através da dominação ou exclusão, mas cumprindo a Lei do Amor através da autoentrega. Esta é a expressão suprema da Lógica Divina. Qualquer coisa menos do que isso tornaria o sofrimento arbitrário e contrário à natureza e ao caráter do Logos , Aquele que é Luz, Verdade e Amor (João 1:1–5). O Amor de Deus se revela no Cristo Crucificado Quando Cristo diz: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14:9), Ele não revela dominação, arbitrariedade ou misericórdia seletiva. Ele revela fidelidade de autoentrega, paciência e compaixão. A Cruz não é Deus afirmando controle sobre o destino humano — é Deus entrando no sofrimento humano para redimi-lo (Filipenses 2:5–8). O Evangelho é Boa Notícia para Toda a Humanidade Dizer que “o calvinismo é o Evangelho” colapsa a Pessoa de Cristo em uma teoria ilógica sobre Ele. Reduz o Evangelho da revelação de autoentrega do Amor do Pai para um sistema abstrato de decretos . Nós não escolhemos a vida, e qualquer sistema que retrate Deus criando arbitrariamente a maioria das pessoas apenas para confiná-las a um tormento inevitável contradiz o caráter do Amor revelado em Cristo. Tal visão fratura a coerência do Logos  e torna a bondade divina ininteligível. O Evangelho não é um apelido para uma doutrina falha . É a boa nova... ... de que Deus amou o mundo de tal maneira , que o Filho foi dado , que a Luz entrou na escuridão, e que o Amor, livremente dado, tem a palavra final. Porque Ele é Justo. O calvinismo não esgota o Evangelho. E quando qualquer sistema afirma que o faz, arrisca diminuir o próprio Amor que afirma defender. O Evangelho não pode ser confinado a um sistema , nem reduzido a uma teoria ilógica de poder. É a revelação do Amor do Pai, dada em Cristo. Vídeo relacionado:

  • O Mistério de Gênesis 1: Por que Deus não disse que "era bom" no segundo dia?

    Gênesis 1 Ao ler o primeiro capítulo do livro de Gênesis , somos apresentados à majestosa narrativa da criação. Há um refrão conhecido que ecoa ao longo dos dias criativos: "E viu Deus que isso era bom" . No entanto, um olhar atento ao texto bíblico revela um detalhe intrigante que muitas vezes passa despercebido: essa frase de aprovação divina está ausente no relato do segundo dia . Por que o Criador , que celebrou a luz no primeiro dia e a terra seca no terceiro, silenciou sobre a obra do segundo dia? Este artigo explora essa questão baseada nas Escrituras, revelando um princípio espiritual profundo sobre completude e propósito. A Sequência da Criação e a Ausência da Bênção Para compreender o mistério, precisamos revisitar a ordem dos eventos descritos em Gênesis 1 . O Primeiro Dia: A Luz O texto inicia afirmando que "No princípio, criou Deus os céus e a terra"  (Gênesis 1:1) e que o Espírito de Deus se movia sobre as águas. Ao ordenar "Haja luz" , houve luz. O relato é claro ao afirmar a satisfação divina: " E viu Deus que era boa a luz ; e fez Deus separação entre a luz e as trevas."  (Gênesis 1:4) Aqui, a obra foi iniciada e aprovada. O Segundo Dia: A Separação das Águas No segundo dia, a tarefa divina focou nas águas . Deus disse: "Haja uma expansão[firmamento] no meio das águas, e haja separação entre águas e águas"  (Gênesis 1:6). Deus então fez o firmamento para separar as águas que estavam debaixo dele das que estavam acima. Ele chamou a essa expansão de "Céus". O dia termina com "e foi a tarde e a manhã, o dia segundo"  (Gênesis 1:8), mas sem a declaração de que "era bom" . O Terceiro Dia: A Resposta do Enigma A resposta para esse silêncio divino não está no segundo dia, mas no terceiro dia! No início do terceiro dia, Deus continua a lidar com as águas: "Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca."  (Gênesis 1:9) Deus chama a porção seca de Terra e o ajuntamento das águas de Mares. É neste momento exato — após finalizar o trabalho com as águas iniciado no dia anterior — que o texto afirma: " e viu Deus que era bom "  (Gênesis 1:10). O Princípio da Completude: Nada Incompleto é Chamado de "Bom" A análise do texto nos ensina uma lição valiosa: Deus iniciou uma obra de separação e organização das águas no segundo dia, mas essa tarefa só foi concluída  no terceiro dia, com o surgimento da porção seca. A razão pela qual Deus não elogiou o segundo dia é teologicamente profunda: nada que está incompleto pode ser considerado "bom" . O trabalho estava em andamento. A separação feita no segundo dia era apenas uma etapa para um propósito maior que se concretizaria no dia seguinte. Assim que a obra das águas foi finalizada no terceiro dia , a aprovação veio imediatamente. A Bênção Dupla do Terceiro Dia Um fato curioso decorre dessa dinâmica: o terceiro dia possui duas declarações de aprovação . A primeira  ocorre logo após o surgimento da terra seca e dos mares, concluindo a obra das águas iniciada no segundo dia (Gênesis 1:10). A segunda  ocorre após Deus ordenar que a terra produzisse relva, ervas que deem semente e árvores frutíferas (Gênesis 1:11-12). Ao final da criação da vegetação, o texto repete: "e viu Deus que era bom"  (Gênesis 1:12). Portanto, o terceiro dia é duplamente abençoado porque Deus finalizou duas obras distintas: a organização dos mares/terra e a criação da vida vegetal. Conclusão O livro de Gênesis, mais do que um relato histórico, nos oferece princípios de vida. O "silêncio" de Deus no segundo dia não indicava um erro na criação, mas sim que o processo ainda estava em curso. Isso nos ensina que existem etapas em nossa vida e projetos que não devem ser julgados antes do tempo. Assim como o Criador esperou a conclusão da obra para declarar sua bondade, aprendemos que a excelência está ligada ao acabamento. Se algo parece não ter recebido o "selo de aprovação" imediato, pode ser apenas porque o terceiro dia — o dia da conclusão — ainda está por vir. Além disso, aprendemos também que nem tudo deve ser feito "de uma vez", mas algumas tarefas serão realizadas por etapas! Quer aprender mais? Conheça nossos CURSOS  e amplie seus conhecimentos bíblicos e teológicos! Clique aqui  para acessar a página dos CURSOS . Qualquer dúvida, entre em contato de suporte dos cursos clicando no ícone flutuante do WhatsApp que aparece na tela. Vídeo relacionado

  • O que é Legalismo?

    O legalismo é algo MUITO PERIGOSO para a vida de um cristão. Isso não é Legalismo! Embora muitas pessoas usem incorretamente o termo “legalismo”, ele é algo que realmente existe. Diferente do que alguns pensam, o verdadeiro legalismo não está no fato de alguém obedecer à Lei de Deus e buscar viver dentro da vontade divina . O verdadeiro Legalismo “Legalismo” é quando alguém cria uma regra ou lei (fora das Escrituras) e exige que todos obedeçam para não serem pecadores. No entanto, essa regra ou lei não se baseia diretamente na Palavra de Deus . Portanto, Deus não considera alguém “pecador” se essa pessoa violar essa regra ou lei. O principal problema do legalista Um verdadeiro “legalista” acaba condenando os inocentes e os sem culpa (em relação a algum ato pecaminoso) com base em suas regras ou leis criadas por homens. Onde a Palavra de Deus silencia sobre os assuntos, nós devemos silenciar sobre os assuntos. A Bíblia chama isso de “coisas duvidosas” e as pessoas devem ser guiadas pelo Espírito Santo em aspectos específicos que a Bíblia não aborda. Usos e costumes Aqui é preciso distinguir Doutrina (que é Bíblica ) de Usos e Costumes ( tradição ). É evidente que é possível haver um uso prudente dos “usos e costumes”, que são práticas relacionadas a um período e uma cultura local, visando preservar a congregação dos excessos que ocorreram naquela sociedade, porém, diversas denominações fazem disso suas verdadeiras “doutrinas de homens”, impedindo que alguém permaneça como membro por não seguir suas tradições humanas. Essa prática é uma forma de legalismo. Exclusivismo Devemos ter cuidado para não condenar pessoas a quem Deus não condena. A Palavra de Deus determina o que é pecado e o que não é pecado. Devemos nos apegar às Escrituras. Qual o limite do permitido ou proibido? Dito isso, cada pessoa tem o direito de ter suas próprias convicções quanto ao que fará ou não, desde que isso não seja definido como “pecado” segundo as Escrituras . Cada chefe de família tem o direito de liderar sua família da maneira que escolher, tendo suas próprias preferências, desde que não leve sua família ao pecado . Cada igreja tem o direito de ter suas próprias preferências, desde que não se desvie para o pecado . Não confunda pecado com preferência pessoal A linha é traçada quando preferências são chamadas de “pecado” e as pessoas são condenadas ao Inferno por não “obedecerem” às preferências de outra pessoa. Devemos andar em amor altruísta para com nossos irmãos e irmãs mais fracos, dispostos a abrir mão de nossas liberdades por eles. (Romanos 14; Mateus 15:1-20; Mateus 12:1-14). ___________________________ Quer aprender mais? Conheça nossos CURSOS  e amplie seus conhecimentos bíblicos e teológicos! Clique aqui  para acessar a página dos CURSOS . Qualquer dúvida, entre em contato de suporte dos cursos clicando no ícone flutuante do WhatsApp que aparece na tela.

  • O QUE É ARMINIANISMO?

    O QUE É ARMINIANISMO? com um Breve Esboço de Armínio. PELO REV. D.D. WHEDON, D, D, LLD. COM UMA INTRODUÇÃO DO REV. E. H. DEWART, D.D. TORONTO: WILLIAM BRIGGS, PUBLlSHER.1879.   Daniel Denison Whedon INTRODUÇÃO Frequentemente se afirma que a controvérsia entre o calvinismo e o arminianismo é uma questão morta, transmitida de uma época passada; e que as questões em disputa pertencem ao reino da filosofia, e não à teologia prática. Há bons motivos para questionar a exatidão dessa alegação. Se o assunto em disputa é uma questão de filosofia, é uma filosofia que fundamenta e molda nossos pontos de vista na teologia cristã. É verdade, de fato, que, quando se trata de direções práticas a respeito do trabalho da vida, até mesmo os calvinistas devem falar como arminianos. Mas, no entanto, é um fato que existe uma contradição irreconciliável entre os princípios fundamentais dos dois sistemas de teologia; de modo que ambos não podem estar certos. Às vezes nos dizem que ambas as visões são ensinadas na Bíblia e que, portanto, devemos aceitar ambas, embora não possamos reconciliá-las. Basta dizer, em resposta a isso, que não podemos acreditar em duas proposições que nos parecem contraditórias; e que a Bíblia não pode realmente ensinar liberdade e não-liberdade - uma Expiação limitada e ilimitada. Um dos dois sistemas deve ser aceito e o outro repudiado por todos os pensadores lógicos. O seguinte ensaio convincente e instrutivo, do Dr. Whedon, é recomendado para o estudo cuidadoso dos leitores canadenses; porque coloca em clara luz as principais características do arminianismo, que acreditamos estar em harmonia tanto com o ensino das Sagradas Escrituras quanto com as intuições não de toda mente sã. É surpreendente que equívocos do arminianismo são apresentados nas obras dos teólogos calvinistas. É frequentemente mencionado como uma heresia antibíblica; que nega "as doutrinas da graça" e sustenta que o homem pode salvar a si mesmo e merecer o céu por sua própria justiça. É, no entanto, um elogio não intencional ao arminianismo, que é tão geralmente considerado necessário deturpar e caricaturar seu ensino, antes que possa parecer digno de condenação. A liberdade da vontade humana, como atestada pela consciência e pela razão, e o testemunho do Novo Testamento da universalidade da Expiação, vindicam incontestavelmente os princípios essenciais do arminianismo contra todas as cavilações de seus oponentes. Nenhuma liberalidade sentimental deve nos induzir a renunciar a princípios que são a base da responsabilidade humana. Este ensaio aparece na edição de julho da Methodist Quarterly Review , tirado da " Johnson's Universal Cyclopoedia "; no qual há um parágrafo, interpolado por alguma mão estrangeira, projetado para suavizar e neutralizar a força dos argumentos do Dr. Whedon contra o calvinismo. Neste parágrafo, é sugerido que a maioria das dificuldades do calvinismo surge da limitação de nossas faculdades, levando-nos a conectar a ideia de tempo com as ações divinas que não têm relação com o tempo. Essa sugestão pode nos deixar perplexos, lançando dúvidas sobre nosso direito de aceitar as conclusões a que o exercício de nossa razão nos leva. O que quer que seja verdade a respeito do modo de ação divina, é certo que não podemos formar nenhuma concepção de quaisquer atos, humanos ou divinos, que não estejam relacionados ao tempo. A objeção levantada neste caso igualmente prenderia todos os nossos pensamentos, depreciaria todas as nossas conclusões a respeito do caráter e propósitos de Deus e nos levaria ao agnosticismo. Quando se alega que qualquer doutrina é contrária ao caráter divino revelado na Bíblia, não é uma resposta adequada a essa objeção dizer que, porque a mente humana não pode compreender as infinitas perfeições de Jeová, não podemos dizer o que está ou não em harmonia com sua natureza moral. Pois todas as nossas convicções e esperanças religiosas são baseadas em nossas concepções do caráter de Deus. E aqueles que assim se opõem a fazer das concepções humanas de Deus um padrão pelo qual testar qualquer sistema, quando essas concepções condenam suas teorias, em todos os outros casos apelam para essas concepções humanas da misericórdia, sabedoria e fidelidade de Deus, como base de confiança e motivo para impor as obrigações do dever. E. HARTLEY DEWART . Toronto, 8 de agosto de 1879. O QUE É ARMINIANISMO? O arminianismo , como a antítese habitual do calvinismo , é, dentro dos limites das doutrinas evangélicas, a teologia que tende à liberdade em oposição à teologia da necessidade, ou absolutismo. Esse contraste se eleva ao pensamento entre todas as nações que alcançam a reflexão e a filosofia. Assim, no pensamento grego e romano, o estoicismo e todo o ateísmo materialista sustentavam que a mente, a vontade, está sujeita a leis tão fixas em suas volições quanto os eventos físicos em suas sucessões. Quando, no entanto, homens como Platão e Cícero alcançaram um senso mais transcendente de responsabilidade moral, especialmente de responsabilidade eterna, eles vieram a dizer, como Cícero: "Aqueles que mantêm uma série eterna de causas despojam a mente do homem do livre-arbítrio e a prendem na necessidade do destino". O fatalismo teísta, ou predestinação, consiste na predeterminação da vontade divina, que, determinando tanto as volições da vontade quanto a sucessão de eventos físicos, reduz ambas a uma falta de liberdade semelhante; mas aqueles que sustentam a predestinação muito uniformemente sustentam também a necessidade volitiva, ou a sujeição da vontade em sua ação ao controle da força motriz mais forte. E como a Vontade Divina está sujeita à mesma lei, a Necessidade, como mestre de Deus, do homem e do universo, torna-se um Destino universal e absoluto. Essa doutrina, instalada por Agostinho de Hipona , e ainda mais absolutamente po r João Calvino , na teologia cristã, é deles chamada de agostinianismo, ou, mais comumente, calvinismo. Em oposição a essa teologia, o arminianismo sustenta que, para a verdadeira responsabilidade , culpa , penalidade , especialmente penalidade eterna , deve haver no agente um livre-arbítrio;  e em um verdadeiro livre-arbítrio responsável a liberdade deve consistir no poder, mesmo nas mesmas circunstâncias e sob os mesmos motivos, de escolher qualquer um dos caminhos.  Nenhum homem pode ser condenado eternamente com justiça, de acordo com o arminianismo, por uma escolha ou ação que ele não pode evitar. Se fixado por decreto divino ou necessidade volitiva ao ato particular, ele não pode ser responsabilizado ou punido com justiça. Em todas essas declarações, no entanto, pressupõe-se, para uma responsabilidade justa, que o agente não abdicou ou destruiu responsavelmente seu próprio poder. Nenhum agente pode alegar em barra de responsabilidade qualquer incapacidade que ele tenha livre e voluntariamente causado a si mesmo. Também deve ser admitido que pode haver sofrimento que não é penalidade - sofrimentos finitos para os quais há compensações e para os quais cada um aproveitaria sua chance por causa da vida. Mas o sofrimento eterno, para o qual não há compensação, infligido como penalidade judicial  com base na justiça , só pode ser infligido com justiça por pecado evitável. Se o decreto divino ou a necessidade volitiva determinam o ato, é irresponsável e a penalidade judicial é injusta. O arminianismo também sustenta que ninguém, exceto a pessoa que comete livremente o pecado, pode ser culpado desse pecado. Uma pessoa não pode ser culpada do pecado de outra pessoa. Um tentador pode ser culpado de tentar outro a pecar, mas então um é culpado do pecado e o outro apenas do pecado da tentação. Portanto, não pode haver culpa vicária; e como a punição, tomada estritamente, só pode ser infligida por culpa ao culpado, não pode haver literal e estritamente nenhuma punição vicária. Se o inocente Damon morrer por Pítias culpado de assassinato, Damon não é culpado porque ele toma o lugar de Pítias na morte, e sua morte não é para ele uma punição, mas um sofrimento, que é um substituto para a punição de outro homem. O praticante do pecado é apenas o pecador, o culpado ou o punido. Estas declarações preliminares elucidarão as questões entre o calvinismo e o arminianismo nos seguintes pontos: 1. Preordenação. O calvinismo afirma que Deus, imutável e eternamente, preordena tudo o que acontece. Ou seja, Deus, desde toda a eternidade, predetermina não apenas todos os eventos físicos, mas todas as volições dos agentes responsáveis. A isso o arminianismo objeta que a predeterminação das volições do agente destrói a liberdade de sua vontade; que faz de Deus o pré-determinador responsável e o desejante do pecado; e que faz com que todo pecador diga que seu pecado está de acordo com a Vontade Divina e, portanto, no que diz respeito a si mesmo, é certo. Faz com que Deus primeiro decrete o pecado e depois puna o pecador pelo pecado decretado. A teoria arminiana é esta: Deus, desde toda a eternidade, predetermina as leis da natureza e a sucessão de eventos físicos e necessários; mas quanto aos agentes morais livres, Deus, conhecendo todos os futuros possíveis, escolhe aquele plano de sua própria conduta que, em vista do que cada agente fará em liberdade, trará os melhores resultados. Seu sistema é um sistema de suas próprias ações. E as predeterminações de Deus sobre seus próprios atos são tão contingentes quanto baseadas em seu pré-conhecimento do que o agente fará livremente; no entanto, como sua onisciência conhece o futuro com perfeita precisão, ele nunca será enganado nem frustrado em seus planos e providências. Alguns arminianos negam a presciência de Deus, com base na impossibilidade intrínseca de uma contingência futura ser conhecida de antemão. Assim como a realização de um ato contraditório é impossível, intrinsecamente, até mesmo para a Onipotência, assim, dizem eles, a cognoscibilidade de uma contingência futura, sendo uma contradição essencial, é impossível até mesmo para a Onisciência. Uma contradição é um nada; e é muito desnecessário dizer em nome da onisciência de Deus que ele pode fazer todas as coisas e todos os nadas também. Portanto, é igualmente absurdo dizer em nome de sua onisciência que ele conhece todas as coisas e todos os nadas também. A exclusão das contradições não limita  a onipotência ou onisciência de Deus, mas  a define . Os arminianos não condenam esse raciocínio, mas geralmente sustentam que sua teoria é sustentável contra o calvinismo na suposição da presciência. Eles negam, contra o calvinista, que a presciência tenha qualquer influência sobre o futuro do ato, como a predeterminação. A predeterminação fixa o ato - a presciência é fixada pelo ato. Na preordenação , Deus determina o ato como lhe agrada; Na presciência, o agente fixa a presciência como lhe agrada. No primeiro caso, Deus é o único responsável pelo ato da criatura; neste último caso, Deus responsabiliza a criatura, e um governo divino justo se torna possível. No entanto, a maioria dos arminianos, provavelmente, diria, com o eminente filósofo, Dr. Henry More, Se a presciência divina das volições de um agente livre contradiz a liberdade, então a liberdade, e não a presciência, deve ser acreditada. 2. Soberania Divina. O calvinismo afirma que, se o homem é livre, Deus não é soberano. Na medida em que o homem é livre para querer de qualquer maneira, o poder de Deus é limitado. Os arminianos respondem que, se o homem não é livre, Deus não é um soberano, mas afunda em um mero mecanicista. Se a vontade do homem é tão fixa quanto a maquinaria física do universo, então tudo é maquinaria e não um governo, e Deus é maquinista e não governante. O livre arbítrio do homem superior é exaltado acima do mecanismo, muito mais alto é Deus elevado como soberano. Aqui, de acordo com os arminianos, o calvinismo degrada e destrói a soberania de Deus, e o arminianismo exalta que a liberdade do homem não limita o poder de Deus mais do que as leis da natureza por ele estabelecidas; que em ambos os casos, igualmente, há simplesmente uma autolimitação por Deus do exercício de seu poder; que o arminianismo defende a absolutez da onipotência de Deus tão verdadeiramente quanto o calvinismo, e a grandeza de sua soberania ainda mais exaltadamente. 3. Imputação do pecado de Adão. O calvinismo afirma que a posteridade de Adão é verdadeiramente culpada  do pecado de Adão, de modo a ser eterna e justamente punível por isso sem remédio. Como culpado  desse pecado, Deus poderia fazer com que toda a raça nascesse sob uma maldição, sem o poder ou meios de libertação, e consignada ao castigo eterno. Sobre isso, os arminianos olham como um dogma violador dos princípios fundamentais da justiça eterna. Eles negam que a culpa e a punição literal possam, na natureza das coisas, ser assim transferidas. Sua teoria é que, após o pecado de Adão, um Salvador foi imediatamente interposto para a raça como uma condição anterior à permissão da propagação da raça por Adão, e uma provisão para desvantagens herdadas. Se não tivesse sido provido um Redentor, a humanidade, depois de Adão, não teria nascido. A raça herda a natureza do Adão caído, não por ser considerada culpada de seu pecado, mas pela lei da descendência natural, assim como toda a posteridade herda as qualidades da espécie, física, mental e moral, do progenitor. Antes de sua queda, a presença do Espírito Santo com Adão em plenitude o capacitou sobrenaturalmente para a santidade perfeita - a árvore da vida lhe conferiu uma imortalidade sobrenatural. Separado de ambos, ele afundou em uma mera natureza, sujeito ao apetite e a Satanás. A raça em Adão, sem redenção, é totalmente incapaz de salvação; no entanto, sob Cristo, é colocado em uma nova provação redentora, é capacitado pelo Espírito vivificador dado a todos e, por meio de Cristo, pode, pelo exercício do livre arbítrio, alcançar a vida eterna. 4. Reprovação. De toda a massa da humanidade assim envolvida na culpa e punição pelo pecado que eles nunca cometeram de fato, o calvinismo afirma que Deus deixou uma grande parte "passada" - isto é, sem meios adequados de recuperação, e sem intenção de recuperá-los - e isso pelo "beneplácito de sua vontade", e por uma demonstração de sua "gloriosa justiça". A outra porção da humanidade Deus faz, por "mero beneplácito", sem qualquer preferência superior neles, "elege" ou escolhe, e confere-lhes regeneração e vida eterna, "tudo para o louvor de sua gloriosa graça". Os arminianos pronunciam tal procedimento arbitrário e não conseguem ver nele "justiça" ou "graça gloriosa". A reprovação parece-lhes injustiça, e a "graça", com tal acompanhamento, indigna da aceitação de agentes livres honrados. A eleição e a reprovação, como o arminianismo as sustenta, estão condicionadas à conduta e ao caráter voluntário dos súditos. Toda submissão a Deus e à justiça, pelo arrependimento do pecado e pela verdadeira fé autoconsagrada, atende às condições dessa eleição; todos os que persistem no pecado apresentam as qualidades das quais depende a reprovação. E como essa preferência pelos obedientes e santos, e a rejeição dos desobedientes e profanos, está na própria natureza de Deus, essa eleição e reprovação são anteriores à fundação do mundo. 5. Necessidade Filosófica ou Volitiva. O calvinismo mantém a doutrina de que todas as volições são determinadas e fixadas pela força do motivo mais forte, assim como os golpes de um martelo de relógio são fixados e determinados pela força mais forte. A vontade não pode escolher de outra forma em um determinado caso mais do que o martelo do relógio pode atacar de outra forma. Não há "poder de escolha contrária". O calvinismo frequentemente fala, de fato, de "agentes livres", "livre-arbítrio", "poder de autodeterminação" e "escolha da vontade por seu próprio poder"; mas traga-o à análise, e sempre, dizem os arminianos, será descoberto que a liberdade é a mesma que a do martelo do relógio - a liberdade de bater como ele faz, e não de outra forma. O arminianismo afirma que se o agente não tem poder para querer de outra forma do que a força motriz determina, não mais do que um martelo de relógio pode bater de outra forma, então não há justiça em exigir uma volição diferente mais do que uma batida de relógio diferente. Seria exigir uma impossibilidade. E punir um agente por não realizar uma impossibilidade é injustiça, e puni-lo eternamente, uma injustiça infinita. O arminianismo acusa, portanto, que o calvinismo destrói todo castigo justo e, portanto, toda a livre vontade e todo governo divino. 6. Condenação Infantil. Sustentando que a raça é verdadeiramente culpada e judicialmente condenável a tormento sem fim pelo pecado de Adão, o calvinismo necessariamente sustenta, de acordo com os arminianos, que é justo que Deus condene todas as crianças ao castigo eterno, mesmo aquelas que nunca realizaram nenhum ato moral próprio. Isso foi sustentado por Agostinho, e onde quer que o calvinismo tenha se espalhado, isso tem sido uma parte da doutrina, mais ou menos explicitamente ensinada. Os calvinistas anteriores sustentavam contra os arminianos que há reprovação real - isto é, um envio real para o inferno - bem como a eleição particular de crianças. O arminianismo, negando que a raça seja judicialmente culpada, ou justamente condenável pelo pecado de Adão, afirma a salvação de todas as crianças. O homem individual, como nascido, possui, de fato, irresponsavelmente em sua constituição aquela natureza que, em meio às tentações da vida, começará a pecar quando obtiver sua força adulta. Ele não é, como o Cristo não nascido, "aquela coisa santa". Há, portanto, uma repugnância que Deus e todos os seres santos têm em relação a ele por contrariedade da natureza, e uma inadequação irresponsável para o céu e a santa associação. Se nascer imortal, com tal natureza imutável, ele deve ser para sempre profano e para sempre naturalmente infeliz sob a repugnância divina. Sob tais condições, a Justiça Divina não permitiria que a raça, após a queda, nascesse. Mas imediatamente o futuro Redentor Encarnado se interpõe, restaura a complacência divina e coloca a raça em uma nova provação. O homem nasce assim em um "estado de salvação inicial", como Fletcher de Madeley o chamou, e os meios de salvação final são amplamente colocados ao alcance de sua livre escolha. 7. Condenação Pagã. Em seu próprio princípio, que o poder de realizar não é necessário para a obrigação de realizar, o calvinismo sustenta facilmente que os pagãos, que nunca ouviram falar de Cristo, são corretamente condenados por falta de fé em Cristo. Eles podem ser condenados pelo pecado original, e por seu próprio pecado, e pela incredulidade em Cristo, sem qualquer Salvador. O arminianismo, ao contrário, sustenta que sem dúvida há muitos em terras pagãs salvos até mesmo pelo desconhecido Redentor. Eles, não tendo lei, são uma lei para si mesmos. Não, eles podem ter o espírito de fé , de modo que, se Cristo fosse verdadeiramente apresentado, ele seria verdadeiramente aceito. Eles podem ter fé naquilo de que Cristo é a personificação, como os antigos dignitários enumerados em Heb. xi. Pode não haver diferenças tão grandes nas chances de salvação em diferentes terras como o calvinismo supõe. Onde pouco é dado, muito não é necessário. O arminianismo sustenta que ninguém da raça humana é condenado se não tiver tido plena chance de salvação. As missões são, no entanto, menos importantes para apressar o dia em que todos serão convertidos. Se essa era milenar vier, e for de longa duração, o arminianismo espera que a grande maioria de toda a raça de todas as épocas possa ser finalmente salva. 8. Doutrinas da Graça. O calvinismo sustenta que a morte de Cristo é uma expiação pelo pecado do homem: primeiro, pela culpa dos homens pelo pecado de Adão, de modo que é possível que Deus perdoe e salve; e segundo, pelo pecado atual - que assim a influência do Espírito restaura os poderes morais relapsos, regenera e salva o homem. Mas esses benefícios de poupança são reservados apenas para os eleitos.  O arminianismo, reivindicando uma doutrina da graça muito mais rica, estende-a aos próprios fundamentos da existência da posteridade de Adão. A graça está subjacente à nossa própria natureza e vida. Nascemos e vivemos porque Cristo se encarnou e morreu por nós. Todos os institutos da salvação - a chance de provação, o Espírito, a Palavra, o perdão, a regeneração, a ressurreição e a vida eterna - são através dele. E o arminianismo, contra o calvinismo, proclama que estes são para TODOS. Cristo morreu por todos igualmente; pois ninguém mais do que para qualquer outro homem, e graça e oportunidade suficientes para a salvação são dadas a todos os homens.O calvinismo sustenta a irresistibilidade da graça; ou, mais fortemente ainda, que a graça é absoluta , como o ato da criação, que é chamado de irresistível com uma espécie de impropriedade, pelo fato de que a resistência nessa conexão é verdadeiramente impensável. Contra esta resposta arminiana, que a vontade, auxiliada pela graça preveniente, é livre até mesmo para aceitar a graça perdoadora, que, embora essa aceitação não seja mais meritória do que a aceitação de um mendigo de uma fortuna oferecida, ainda assim é aceita livremente e com pleno poder de rejeição, e não é menos graça por isso. 9. Fé Justificadora e Salvadora. A fé, de acordo com o calvinismo, é uma aceitação de Cristo forjada absolutamente, como um ato de criação no homem, pelo qual é tão impossível para ele não crer para a salvação quanto para um mundo não ser criado, ou uma criança não nascer. E como essa fé está irresistivelmente presa no homem, ela é mantida irresistivelmente lá, e o homem necessariamente persevera até o fim. A fé, de acordo com o arminianismo, é, como um poder , de fato o dom de Deus, mas como um ato  é o ato livre, evitável, mas realmente realizado do intelecto, coração e vontade, pelo qual o homem se entrega a Cristo e a toda santidade para o tempo e a eternidade. Em consequência desse ato, e não por seu valor meritório ou por sua forma de compensar ou ganhar a salvação, ele é aceito como justiça, e o próprio homem é aceito, perdoado e salvo. E como essa fé é livre e rejeitável em seu início, ela continua ao longo da vida. O cristão é tão obrigado, pela graça de Deus auxiliando, a retê-lo livremente quanto primeiro a exercê-lo livremente. É da própria essência de sua liberdade probatória que ele seja tão capaz de renunciar à sua fé e apostatar quanto de rejeitá-la a princípio. 10. Extensão da Expiação e Ofertas de Salvação. O calvinismo anterior sustentava que Cristo morreu somente pelos eleitos; o calvinismo posterior afirma que ele morreu por todos e por todos, e assim oferece salvação a todos sob a condição de fé. Mas o arminianismo pergunta: Com que consistência se pode dizer que a expiação é para todos quando, pelo decreto eterno de Deus, é preordenado que uma grande parte  da humanidade será excluída de seus benefícios? Como também pode ser para todos  quando ninguém pode aceitá-lo, exceto pela graça eficaz, e essa graça é arbitrariamente retida de uma grande parte?  Como pode ser para todos , quando Deus fixou tanto a vontade de uma grande parte da humanidade, pela força motriz contrária, que eles são incapazes de aceitá-la? Os mesmos argumentos mostram a impossibilidade de uma oferta  legítima de salvação a todos , seja por Deus ou pelo púlpito calvinista. Como a salvação pode ser racionalmente oferecida àqueles a quem Deus, por um decreto eterno, excluiu da salvação? Que direito exortar ao arrependimento os próprios homens que Deus determina, por necessidade volitiva, a não se arrependerem? Que direito exortar os homens a fazerem de outra forma que Deus desejou, decretou e preordenou que eles façam? Se Deus decretou uma coisa, essa coisa não está certa? Que pecador terrível é o pregador que se levanta para se opor e derrotar os decretos de Deus? Se um homem deve ser condenado por cumprir os decretos de Deus, esse Deus imaginário não deveria ser, a fortiori,  condenado por fazer tais decretos? Se um homem faz o que Deus decreta, ele não deveria ser aprovado e salvo por Deus? E uma vez que todos os homens fazem o que Deus decreta, deseja e determina que façam, todos os homens não deveriam ser salvos, de modo que a verdadeira teoria seja o universalismo? Como a graça pode ser oferecida ao homem a quem Deus decretou nunca ter graça? ou a fé seja pregada àqueles a quem Deus retém o poder de cumprir condições? Portanto, o arminiano afirma que em todas as ofertas públicas de uma salvação gratuita ou condicional para todos , o púlpito calvinista contradiz seu próprio credo. 11. Analogia das Superioridades Temporais. O calvinismo argumenta que neste mundo Deus distribui vantagens, como riqueza, posição, beleza, vigor e intelecto, não de acordo com o merecimento, mas puramente como um soberano. Portanto, da mesma forma, ele pode conceder a uma fé e a vida eterna, e a outros a incredulidade e a morte eterna. O arminianismo responde que essa mesma analogia entre a doação temporal e a eterna prova exatamente o contrário. Neste mundo probatório, as vantagens são professamente  distribuídas sem levar em conta a retidão judicial.  Os homens não são recompensados de acordo com suas obras ou caráter voluntário. Os ímpios são colocados no alto, e Satanás é o deus deste mundo. E a própria diferença entre a dispensação do mundo e a do reino de Deus é que, nesta última, a bem-aventurança é colocada à escolha de cada homem, e o resultado é judicialmente de acordo com a fé e as obras voluntárias. A Bíblia em nenhum lugar coloca a beleza ou o intelecto em nossa própria escolha, mas declara que a fé, o arrependimento e a vida eterna estão em nosso próprio poder e nos responsabiliza por não exercer o poder. Base da moralidade. O calvinismo afirma que a própria severidade de seu sistema, sua visão profunda da culpa humana e da condenabilidade necessária por nascimento e natureza, sua inteira sujeição ao absolutismo divino, independentemente das ideias humanas de justiça, tendem a produzir uma profunda piedade. O arminianismo responde que isso está faltando o verdadeiro ideal de piedade. Parece estar baseando a moralidade cristã na imoralidade fundamental. Para Deus querer e predeterminar o pecado, e então condenar o pecador - para ele imputar culpa ao inocente, e assim condenar eternamente o inocente como culpado - são procedimentos que parecem fundamentalmente injustos, até onde as intuições mais profundas de nossa natureza podem decidir. Assim, primeiro tornar Deus nos fatos  intrínseca e absolutamente mau, e depois exigir que atribuamos santidade e bondade ao seu caráter e conduta, perverte o senso moral. É fazer dele o que temos o dever de odiar e, em seguida, exigir que o amemos e adoremos. Tal adoração, assegurada pela abdicação não apenas da razão, mas do senso moral, e pela prostração da alma ao absolutismo puro e nu, resulta naturalmente na piedade sombria do medo; assim como as crianças são assustadas em uma bondade fictícia por imagens de terror. Enquanto a piedade de Jesus é serena, firme, vitoriosa e gentil, mas poderosamente subjugadora, a piedade do absolutismo tende a ser severa e judaica. Embora aparentemente defeituoso nas raízes, ele apresenta, no entanto, muitas vezes um caráter objetivo de retidão, uma resistência prática e uma energia agressiva na causa da moralidade e da liberdade regulada. O arminianismo, a fim de uma piedade verdadeira e racional, vê o ideal de retidão no caráter e conduta divinos, não por meras atribuições contraditas pelos fatos , mas tanto nos fatos  quanto nas atribuições . Uma harmonia de fatos e razão intuitiva é produzida, o amor ao Ser Divino torna-se um sentimento racional e uma piedade alegre, esperançosa, misericordiosa e alegremente obediente torna-se realizada. Liberdade Civil e Religiosa. Como a liberdade do indivíduo e sua própria responsabilidade intransferível por seu próprio caráter e conduta voluntários são princípios fundamentais do arminianismo, ele é, em sua própria natureza, adverso ao despotismo civil ou religioso. Foi dito que quando o romanismo persegue, ele está de acordo com seu princípio fundamental, a negação do direito de julgamento privado, enquanto quando o protestantismo persegue, ele se contradiz. Assim, quando o calvinismo persegue, ele obedece a um absolutismo intrínseco, enquanto que se o arminianismo persegue, ele contradiz sua própria liberdade e individualismo. No entanto, a posição muitas vezes na história produziu em todos esses partidos violações palpáveis e discordância de seus princípios . Os romanistas frequentemente se tornam por posição  de ultra-democracia e protestantes de despotismo absoluto. E assim o calvinismo tem sido, historicamente, por posição  o defensor da revolução, e o arminianismo o afirmador da autoridade. De fato, como o arminianismo tem sido, como mostrado acima, a doutrina dominante da Igreja, e o calvinismo uma especialidade insurgente, a posição  histórica do primeiro tem sido favorável à afirmação de autoridade, e a posição normal do último tem sido a revolta. Isso pode ser chamado de um dos acidentes da história . Assim, o erudito Selden, em sua "Conversa à Mesa", comentou sobre a curiosa contradição na guerra civil inglesa, que os defensores do absolutismo na religião eram os defensores da liberdade política e vice-versa . No entanto, pode-se, talvez, dizer com verdade que, quando o absolutista religioso ganha o poder, ele tende a ser um déspota absoluto, embora consciencioso. Ele faz um rebelde melhor do que governante. O professor Fisher, um calvinista, dá uma imagem severamente verdadeira do despotismo consciencioso do calvinismo em Genebra. Um despotismo semelhante em maior escala, na Inglaterra, sob Cromwell, tornou a nação disposta por reação a se precipitar nas depravações da Restauração. Levado para a América, mesmo sob o domínio de uma monarquia arminiana, um despotismo semelhante, em pequena escala, se espalhou pela Nova Inglaterra. Nem o calvinismo, como o professor Fisher realmente afirma, era o defensor da liberdade de consciência. O próprio Calvino não apenas baniu Bolsec, arruinou Castellio e favoreceu a execução de Servet, mas manteve, doutrinariamente, o dever do magistrado de punir a heresia.   Beza , seu erudito sucessor, escreveu um tratado a favor da punição dos hereges. Bogerman, o presidente do Sínodo de Dort, foi o tradutor do ensaio de Beza. É muito evidente que os calvinistas protestantes diferiam dos romanistas, não sobre a punição dos hereges, mas sobre quem eram os hereges a serem punidos. A este respeito, o calvinismo da nova Igreja e o arminianismo da antiga estavam quase no mesmo nível. A nova Igreja, no entanto, pertencia à ordem progressiva das coisas; mas se, finalmente, o calvinismo ou o arminianismo da nova Igreja realmente proclamou a tolerância é uma questão de questão. Moralidade Comparada. O Sr. Froude se esforça, em comparação, para mostrar que o calvinismo é superior ao arminianismo na moral, selecionando seus próprios exemplos. Mas o arminiano pode, talvez, em resposta, fazer também suas seleções. O calvinismo escocês tem uma severidade moral inquestionável, mas o caráter e a história escoceses, como um todo, são eticamente superiores aos ingleses? A moralidade do presbiterianismo, em todo o seu aspecto, é superior à do moravianismo, quakerismo ou metodismo wesleyano? Nossos batistas calvinistas americanos são mais cristãos na moral do que os batistas do livre-arbítrio? Existe algum árbitro qualificado para decidir que o presbiteriano devoto é superior ao episcopal devoto? Jonathan Edwards apresentou um tipo de piedade superior à de Fletcher de Madeley? ou João Calvino ao de James Arminius? O calvinismo pode mostrar um tipo maior de evangelista do que John Wesley na Inglaterra ou Francis Asbury na América? Ela produziu, em toda a sua história, um sistema de evangelismo tão sério, tão abnegado, tão agressivo, quanto o ministério itinerante do metodismo inglês e americano? Tomando todo o corpo do calvinismo desde a Reforma, ele se destaca em pureza, martírio, doutrina e empreendimento missionário a Igreja (arminiana) dos primeiros séculos? Se se trata de contar pessoas, qualquer seção da Igreja tem nomes mais nobres do que Justino Mártir, Inácio, Irineu, Orígenes, Atanásio, Tertuliano, Jerônimo, Crisóstomo, João Damasceno, Hincmaro de Reims, Erasmo, Lutero, Melâncton, Sir Thomas More, Calixto, Savonarola , Armínio , Grotius , Episcopius, Limborch, Curcellsaeus, John Milton, John Goodwin, Jeremy Taylor, Cudworth, Bispo Butler, Bispo Bull, Bengel, Wetstein, Wesley, Fletcher e Richard Watson? Republicanismo comparativo. Nem a predestinação, em comparação com o arminianismo, possui qualquer afinidade peculiar com o republicanismo contra a monarquia. Por sua própria natureza, o calvinismo estabelece uma distinção infinita e eterna entre diferentes partes da humanidade, feita por prerrogativa divina, pela qual uma nasce em uma aristocracia divina e a outra em um eterno pariahismo desamparado e sem esperança; enquanto o arminianismo, mantendo todos os homens iguais diante de Deus, proclama uma graça igual, mas resistível, para todos, uma expiação universal e Salvador para todos, um poder igual de aceitação em todos, uma chance livre e não predestinada para cada homem ser o artífice de suas próprias fortunas eternas e temporais. Casta, parcialismo, são as características do primeiro; igualdade, universalidade, republicanismo, deste último. É tão claro quanto a consciência pode tornar qualquer fato que é este último o aliado natural, não de monarquias, aristocracias ou hierarquias, mas da liberdade regulada. Portanto, nem Lutero nem Calvino eram mais republicanos do que Eck ou Erasmo. Agostinho e Gottschalk eram bons papistas, e o agostinianismo estava tão inteiramente à vontade sob a tiara de Gregório Magno quanto sob o boné de Bogerman - na corte de Carlos Magno como no acampamento do Covenanter. Independentemente de seu calvinismo, os reformadores em todos os lugares agiram de acordo com as condições . Onde reis e nobres os favoreciam, eles favoreciam reis e nobres; onde (como era geralmente o caso) eles foram rejeitados pela posição e pelo poder, e não tinham nada para fazer da realeza e da aristocracia, eles formaram uma Comuna teocrática, da qual a experiência política moderna escolheu algumas ajudas e métodos para o governo voluntário. A experiência moderna eliminou a teocracia, a intolerância e o predestinacionismo, e acrescentou os elementos para fazer o republicanismo. Por tudo isso, agradece devidamente aos reformadores, mas não agradece ao calvinismo. A teologia da liberdade, essencialmente o arminianismo, em oposição à predestinação, às volições necessárias e à imputação de culpa aos inocentes é universalmente reconhecida como tendo sido a doutrina de toda a Igreja Cristã durante seu período mais glorioso, a era do martírio dos primeiros três séculos. O historiador calvinista da teologia, Hagenbach, diz, (vol. i. p. 155): "Todos os Padres gregos, bem como os apologistas Justino, Taciano, Atenágoras, Teófilo e o latino Minúcio Félix, exaltam a autonomia ou autodeterminação da alma humana. Eles não sabem nada sobre qualquer imputação de pecado, exceto quando uma autodeterminação voluntária ou moral é pré-suposta. Mesmo Irineu e Tertuliano insistem fortemente nessa autodeterminação no uso da liberdade da vontade. Novamente, (157:) "Mesmo os oponentes da liberdade humana, como Calvino, são compelidos a reconhecer essa notável unanimidade dos Padres e, para explicá-la, são obrigados a supor uma ilusão geral sobre essa doutrina!" Os arminianos afirmam que sabemos tão bem quando a predestinação foi introduzida na Igreja - ou seja, por Agostinho - quanto sabemos quando a transubstanciação e a adoração de imagens foram introduzidas; que foi no século IV, quando Pelágio, em um extremo, fez o livre-arbítrio dispensar a graça divina, Agostinho, no outro extremo, fez com que a graça divina anulasse irresistivelmente o livre-arbítrio,  e assim ambos perderam o equilíbrio; que ambos inventaram dogmas nunca antes reconhecidos na Igreja; que, julgados pela mente anterior da Igreja, ambos eram igualmente heréticos; que a heresia de um, levada ao extremo, se torna racionalismo e puro deísmo - a heresia do outro, levada ao extremo, torna-se antinomianismo presunçoso. Eles afirmam que a Igreja Oriental manteve sua posição primitiva, nem pelagiana de um lado nem agostiniana do outro, essencialmente na posição do arminianismo moderno; que, portanto, o arminianismo não é um compromisso , mas a posição histórica primitiva, o centro permanente, rejeitando inovações e extremos de ambos os lados; que a Igreja Ocidental, apesar do grande nome de Agostinho, nunca se tornou agostiniana. É, de fato, costumamente dito por escritores anti-arminianos que isso ocorreu porque a "era da teologia sistemática" não havia chegado. Os arminianos respondem que uma teologia não apenas não reconhecida durante aquele melhor período da Igreja, mas, ainda mais, uma teologia unanimemente condenada como herética por esse período, tem pouco agora para reivindicar uma ortodoxia cristã proeminente. A Igreja Oriental - ou seja, as Igrejas da Ásia, com as quais a linguagem de nosso Senhor e seus apóstolos era essencialmente vernácula; a Igreja Grega, para quem a linguagem do Novo Testamento era vernácula; e a Igreja Russa, abrangendo muitos milhões - todos herdaram e retêm, firme e unanimemente, a teologia da liberdade, o arminianismo essencial. O erudito estudioso calvinista, Dr. Shedd, em sua "História das Doutrinas", (vol. ii., p. 198) diz: "A antropologia agostiniana foi rejeitada no Oriente e, embora a princípio triunfante no Ocidente, foi gradualmente substituída pela teoria semi-pelagiana, ou a teoria do mal herdado [em vez da culpa herdada] e da regeneração sinérgica [ou cooperativa]. Esta teoria foi finalmente declarada para a Igreja papal na forma exata pelo Concílio de Trento. A antropologia agostiniana, embora defendida na Idade Média por alguns indivíduos como Gottschalk, Beda, Anselmo, adormeceu até a Reforma, quando foi revivida por Lutero e Calvino, e contestada pelos papistas. Assim, será visto, em uma revisão da Igreja universal em todas as épocas, quão pequena, embora respeitável, uma minoria, o agostinianismo, antes da Reforma, sempre foi. Com pequenas exceções, o arminianismo era a doutrina da Igreja universal. A exatidão da declaração do Dr. Shedd sobre a inexistência geral do agostinianismo durante a Idade Média não é invalidada pelo fato da grande autoridade do nome de Agostinho, decorrente do gênio poderoso e dos volumosos escritos do homem. Não era prova de que um homem era verdadeiramente agostiniano porque pertencia à "ordem agostiniana" ou citava a autoridade de Agostinho. Escolásticos como Bernardo, Anselmo e Pedro Lombardo modificaram materialmente a doutrina de Agostinho; Boaventura e Duns Scotus eram essencialmente arminianos, e Hincmaro de Reims, e Savonarola literalmente. Gottschalk, o alto predestinacionista, foi condenado por heresia, e Thonnis Bradwardine, o "segundo Gottschalk", fez queixas, sem dúvida exageradas, de que em sua época "quase o mundo inteiro havia se tornado pelagiano". Na Reforma, no entanto, encontramos o fenômeno de que todos os líderes eminentes a princípio não apenas adotaram, mas até exageraram, o absolutismo de Agostinho. Isso pode parecer estranho, pois era aparentemente natural que o papado absoluto se identificasse com o absoluto, e que os defensores da liberdade tivessem se sustentado na teologia do livre-arbítrio. As doutrinas gêmeas da supremacia das Escrituras e da justificação pela fé eram amplamente suficientes, sem predestinação, para seu propósito de abolir todo o sistema de corrupção papista. O primeiro destronou tanto a autoridade da tradição quanto o papado; este último varreu igualmente as mediações de Maria, santos e sacerdotes. Mas o primeiro impulso heróico de reforma tende a ampliar as questões em suas dimensões máximas. A velha teologia do livre-arbítrio pertencia universalmente à velha Igreja histórica e foi identificada pelos primeiros reformadores com suas corrupções. Lutero, a princípio, em sua resposta a Erasmo "Sobre a Escravidão da Vontade", proferiu fatalismos que provavelmente quase nunca foram ouvidos na Igreja Cristã, e talvez fosse difícil encontrar um calvinista nos dias atuais que adotasse as declarações predestinatórias de Calvino. Sob as doutrinações desses líderes, especialmente de Calvino em Genebra, as doutrinas absolutas foram difundidas e formadas nos credos da Alemanha, Holanda, França, Inglaterra e Suíça. Mas na Alemanha o "segundo pensamento sóbrio" de Melâncton, que a princípio coincidiu com Lutero, recuou da predestinação, e o próprio Melâncton sugere que Lutero recuou com ele; de modo que os luteranos são agora essencialmente arminianos. Nos Países Baixos, o mesmo "segundo pensamento", liderado pelo próprio Armínio, foi suprimido pelo poder do Estado. Na França, o protestantismo, que era calvinista, foi dominado em sangue. Na Inglaterra, o calvinismo era geralmente de um tipo gentil, e o mesmo "segundo pensamento" foi despertado pelos escritos arminianos de Grotius e Episcopius difundidos pela Europa. E como a Igreja Inglesa gradualmente se inclinou para o antigo alto episcopado da velha Igreja, ela adotou o antigo arminianismo. O calvinismo, perseguido e oprimido, derrubou a monarquia e a Igreja, e por um breve período governou com pouco menos intolerância, até que, derrubado por sua vez, o calvinismo se refugiou na América e lançou as bases aqui. Mesmo aqui, os sofrimentos passados não ensinavam tolerância, e essa doutrina tinha que ser aprendida a partir de verificações e lições administradas por fontes vizinhas. O calvinismo, no entanto, desempenhou aqui um papel nobre em nossa civilização cristã. Isso, talvez, divida igualmente a Igreja evangélica com o arminianismo. O arminianismo, propriamente dito e protestante, surgiu sob a severa perseguição do calvinismo holandês, no qual o grande e bom Armínio foi um mártir virtual. O Sínodo de Dort, o concílio padrão da fé calvinista, tornou-se subserviente ao usurpador sem princípios e sanguinário, Maurice; e mesmo durante suas sessões, o assassinato judicial do grande estadista arminiano e republicano, Olden Barnevelt, foi triunfantemente anunciado em Dort, para intimidar os arminianos no sínodo, que corajosamente mantinham sua causa sob a liderança do eloquente Episcopius. Seguiu-se então o banimento de Episcopius, a prisão de Grotius, a expulsão de centenas de ministros arminianos de seus púlpitos e o disparo de soldados contra as assembleias religiosas dos adoradores arminianos. Os grandes escritores arminianos da Holanda, Episcopius, Grotius e Limborch, são reivindicados pelos escritores arminianos como os primeiros proclamadores públicos da doutrina da liberdade de consciência na Europa, como esses dois puritanos arminianos, John Milton e John Goodwin, foram seus primeiros proclamadores na Inglaterra. O Metodismo Wesleyano é agora admitido por todos como um grande desenvolvimento arminiano moderno. Começando humildemente como um despertar meio inconsciente, em meio ao frio religioso geral do protestantismo, não apenas acelerou a vida religiosa da época, mas reuniu, diz-se, doze milhões de fiéis em suas congregações em todo o mundo. Sua teologia é muito definida e quase a teologia exata do próprio Jacó Armínio e dos primeiros três séculos. Embalado tanto no Arminianismo quanto no Alto Igrejismo do establishment inglês, os anos de maturidade de Wesley aprovaram fervorosamente o Arminianismo, mas o separaram do Alto Igrejismo. A conexão entre o Arminianismo e o Alto Igrejismo é claramente revelada como histórica e incidental, ao invés de intrínseca ou lógica. No entanto, mesmo depois de adotar a doutrina de que toda Igreja tem o direito de moldar seu próprio governo, como amante da Igreja primitiva e pós-apostólica, bem como de noções de conveniência cristã, Wesley preferiu e providenciou o metodismo americano, uma forma episcopal de governo. O Metodismo Arminiano, em pouco mais de um século de sua existência, aparentemente demonstrou que a "teologia sistemática" agostiniana é desnecessária, e o que considera a teologia primitiva amplamente suficiente para a produção de uma profunda profundidade de piedade, um sistema eclesiástico livre, um empreendimento missionário enérgico e um rápido sucesso evangélico. Ela exibe em suas várias fases todas as formas de governo, desde o sistema mais decisivo de episcopado até o mais simples congregacionalismo, todos adotados voluntariamente e mutáveis à vontade. Os problemas que ela assim forjou sugerem o pensamento de que a teologia livre e simples da era mais antiga pode ser a teologia universal da mais recente. HISTÓRIA PESSOAL DE ARMÍNIO. Jacó Armínio O nome de Armínio em sua língua nativa era Jacobus Hermans, idêntico a Herman, o nome do herói da Alemanha, que destruiu as legiões romanas sob Varus. E como esse nome foi transformado em Armínio por Tácito e outros escritores romanos, então, de acordo com o costume da época em que o latim era a língua da literatura atual, esse nome foi latinizado e desceu no inglês moderno como James Arminius. Ele nasceu em 1560 em Oudewater, uma pequena cidade no sul dos Países Baixos. Ele perdeu o pai na primeira infância e, como sua mãe foi deixada em circunstâncias difíceis, o intelecto promissor do menino atraiu tanto a atenção dos clientes que ele foi levado para a escola em Marburg. Aos quinze anos de idade, sua cidade natal, Oudewater, foi tomada pelos espanhóis, e sua mãe, irmão e irmã foram todos massacrados, deixando-o como o único sobrevivente de sua família. Ele foi enviado por seus patronos para a nova universidade de Leyden, onde permaneceu seis anos. Tal era sua proficiência que a cidade de Amsterdã o adotou como seu filho  adotivo, para ser educado às custas do público, estando vinculado por uma obrigação escrita de estar no comando da cidade por toda a vida. Ele estudou em Genebra com Beza, bem como em Basileia com Gryneas. Neste último lugar, foi-lhe oferecido um doutorado, mas recusou a oferta por causa de sua juventude. Por Beza, ele foi recomendado a Amsterdã em termos elevados. Ele então foi para a Itália para se tornar talentoso em filosofia com Zerabella e, tendo visitado Roma e as outras cidades principais, retornou a Amsterdã, onde foi nomeado ministro aos vinte e oito anos. O ministério de Armínio em Amsterdã, com duração de quatorze anos, constitui o segundo período de sua vida. Sua erudição e eloquência rapidamente o tornaram um dos principais teólogos e pregadores de sua época. Ele era de tamanho mediano, tinha olhos escuros e penetrantes, e voz clara, mas clara, e possuindo uma suavidade vencedora. Suas maneiras eram magnéticas e ele tinha o poder de prender amigos firmes. Ele era condescendente com os humildes e um guia compassivo para o inquiridor religioso. Ao mesmo tempo, ele era um buscador independente e seguidor da verdade. Em 1585, o predestinacionismo extremo predominante na Holanda havia sido por dez anos tão efetivamente atacado por Richard Coornhert, um eminente leigo patriótico e perspicaz de Amsterdã, que Armínio foi convidado pela cidade para refutá-lo. Em um debate em Delft entre Coornhert e dois altos clérigos calvinistas, estes últimos foram tão pressionados que cederam, e tomaram o terreno inferior ou sublapsariano, e publicaram um panfleto contra a visão superior. Os calvinistas extremistas chamaram Martin Lydius, professor de teologia na Frísia, para refutá-los, mas ele entregou a tarefa a Armínio, que tinha assim um duplo pedido em suas mãos. Ele corajosamente empreendeu a tarefa, mas logo se convenceu da insustentabilidade da predestinação superior ou inferior. À custa de um fracasso ignominioso em atacar  Coornhert, ele resolveu buscar a luz da convicção honesta. Evitando todo o assunto em público, ele prosseguiu suas investigações com estudo sério. No entanto, ao dar palestras sobre Romanos 7, tendo dado a interpretação não-calvinista, ele se viu geralmente atacado pelos altos calvinistas como um pelagiano e sociniano. Ele foi denunciado perante os tribunais eclesiásticos, onde se defendeu com sucesso com base no fato de que, embora adversa às opiniões predominantes, sua interpretação não contradizia nada nos padrões; ou seja, a Confissão Belga e o Catecismo. Sendo questionado quanto à predestinação, ele se recusou a responder, pois nenhum fato foi alegado contra ele. Ao prosseguir com suas investigações, ele decidiu consultar em particular os melhores teólogos da época. Ele iniciou uma correspondência confidencial com o professor Francis Junius, da Universidade de Leyden, o mais eminente dos teólogos holandeses. Ele ficou encantado ao descobrir até que ponto Junius coincidia com ele, mas quando dirigiu a Junius os argumentos para pontos de vista ainda mais avançados, o professor manteve a carta dele sem resposta por seis anos, quando morreu. Os amigos de Armínio acreditavam que esse silêncio surgia do fato de que Junius encontrou mais do que poderia responder ou estava disposto a admitir. Infelizmente, sua correspondência foi inadvertidamente exposta por Junius à descoberta e foi usada em desvantagem para Armínio. Armínio, também, tendo recebido um tratado em favor da predestinação pelo professor Perkins, de Cambridge, preparou uma epístola para ele, mas foi impedido pela morte de Perkins de enviá-la. Suas cartas a Junius e Perkins estão incorporadas em suas obras publicadas e, o que quer que se pense sobre a validade do argumento, ninguém negará que em franqueza, cortesia e dignidade cristã eles dificilmente serão superados. Com a morte de Júnio, os curadores da Universidade de Leyden olharam para Armínio como seu sucessor. O consentimento relutante de Amsterdã foi finalmente obtido, Armínio concordou. Mas os predestinacionistas, liderados por Gomarus, professor sênior de teologia em Leyden, se opuseram à sua eleição. Depois de uma longa série de conflitos, Armínio se ofereceu para encontrar Gomarus e satisfazer suas objeções. A reunião aconteceu, e Gomarus, admitindo que havia julgado Armínio por ouvir dizer, depois que Armínio declarou totalmente sua total oposição ao pelagianismo e ao socinianismo, renunciou totalmente às suas objeções. No que diz respeito à predestinação, cada professor deveria transmitir seus próprios sentimentos com moderação, e toda colisão com o outro deveria ser evitada; e Armínio foi então eleito. Os seis anos de sua cátedra em Leyden, encerrando com sua morte, são o período mais importante e problemático de sua carreira. Os termos da paz foram quebrados no primeiro ano por Gomarus, que proferiu uma violenta arenga pública sobre a predestinação em termos de insulto a Armínio, que estava pessoalmente presente; para o qual este último preparou uma refutação revestida de respeito pessoal para com seu oponente. Gomarus depois confessou que poderia facilmente viver em paz com Armínio, mas para o clero e as Igrejas, que eram intensamente hostis às suas doutrinas liberais. Sua Confissão Belga, calvinista como era, era sagrada em seus corações como sendo a bandeira sob a qual eles lutaram a batalha da liberdade civil e religiosa contra a Espanha e o papado; e eles agora, infelizmente! estavam fazendo dele o instrumento da intolerância religiosa. Armínio foi considerado como invalidando essa Confissão, e assim foi em todos os lugares traduzido pelo clero como um batista, um pelagiano e um Coornherter. No entanto, realmente, as doutrinas que ele ensinou eram essencialmente as doutrinas de São Crisóstomo, Melanchthon, Jeremy Taylor e John Wesley. Em relação à Confissão, ele sempre a tratou com reverência, e apenas reivindicou o direito da mesma liberalidade de interpretação que os luteranos exerceram com a Confissão de Augsburgo - uma liberalidade semelhante à que o clero inglês agora exerce em relação ao décimo sétimo de seus Trinta e Nove Artigos. Uma Igreja voluntária pode, como qualquer outra associação voluntária, ser, se quiser, rigorosa em suas interpretações, mas uma Igreja Estatal, que força todos a uma interpretação rígida de um credo específico sob pena de deficiências do Estado, corre para o despotismo religioso. Esta foi, portanto, uma disputa genuína pela liberdade religiosa. Armínio foi proscrito pelo clero, assediado por deputações irresponsáveis, e seus alunos foram submetidos a perseguições e exclusões do ministério. Os leigos mais inteligentes, incluindo a magistratura, e especialmente o magistrado-chefe, Olden Barnevelt, eram favoráveis a Armínio, que finalmente apelou para a legislatura nacional (chamada de Estados Gerais) por proteção. Esse corpo nomeou um comitê ou conselho, que, tendo ouvido Gomarus e Armínio na íntegra, relatou que este último não ensinava nada além do que poderia ser tolerado. Diante dos próprios Estados Gerais, Armínio fez um discurso completo, expondo todos os seus pontos de vista, que é publicado na edição americana de suas obras. O clero exigiu a nomeação de um sínodo nacional, consistindo puramente de eclesiásticos, mas os Estados Gerais, sabendo bem qual seria o destino de Armínio em suas mãos, recusaram. Sob a pressão constante desses anos de perseguição, o espírito gentil de Armínio finalmente afundou. Ele foi tirado dos tempos sangrentos que se seguiram ao Sínodo de Dort. Seu sistema nervoso estava prostrado e, assistido por seu fiel aluno, o mais tarde célebre Episcopius, ele morreu na fé que havia mantido, em 19 de outubro de 1609, um mártir de suas visões da verdade. editado por Craig L. Adams © Edited by Craig L. Adams , translated by Curso Bíblico Online , from the original in English: What is Arminianism? ( clique aqui para ver o original ) ___________________________ Esse artigo foi traduzido com permissão do editor para publicação no site do Curso Bíblico Online. ___________________________

Atendimento do Curso Bíblico Online
bottom of page